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quarta-feira, novembro 07, 2012

Adeptos da cultura oriental ganham espaço em Blumenau

Por Suellen Venturini


Gustavo Schaff mora em Blumenau
Fantasias, mangás, desenhos animados e bandas japonesas. Essas são algumas atrações para Otakus,  termo usado para denominar fãs da cultura oriental. E se você pensa  que pessoas ligadas  no que rola no outro lado do mundo só se agrupam  em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, saiba que aqui, em Blumenau,  o grupo de Otakus é grande.  Eles têm vestido a camisa do movimento e vêm participando e organizando eventos para difundir a  cultura oriental na cidade.

O despertar do movimento  foi no ano passado, com uma festa temática, o Otaku Music Fest, festival que reuniu bandas de J-Music em Blumenau.

Veja apresentações de bandas neste e neste link

quarta-feira, novembro 30, 2011

O Abusado, dono do morro Dona Marta

Por Erivelton Schmidt

O livro Abusado - O Dono do Morro Dona Marta, de Caco Barcellos é um livro reportagem que revela o que há por de trás da formação de uma quadrilha e suas histórias de mortes, prisões, traições, combates. O Abusado conta com detalhes a história de Marcinho VP, codinome Juliano VP, um dos mais conhecidos traficantes carioca – e de todos os seus companheiros de tráfico.

Caco revela com detalhes, a partir dos relatos da adolescência de Marcinho, como foi sua entrada e ascensão no tráfico de drogas, contando uma breve história da ocupação do morro pelo comando vermelho, principal facção criminosa do estado. Ao mesmo tempo, Caco mostra o desenvolvimento da noção de cidadania entre os moradores da Santa Marta, seus esforços e conquistas, como mutirões que levaram água e luz a todos os barracos da favela. Mas não deixa de apontar as péssimas condições de higiene, a pobreza, a falta de esperança e a brutalidade da polícia no morro.

Pela narrativa rica em detalhes dá pra perceber que Marcinho VP é um cara carismático, que tem a confiança dos moradores. Um malandro que viaja pelo Brasil e pelos países vizinhos, como Argentina. Faz tudo para se tornar famoso.

Pelos relatos de Caco é possível concluir que Marcinho é um cara bem a frente do seu tempo. Pois nos anos 90 ele já andava de celular, queria notebooks na favela. Coisa que, naquela época, era só pra elite da sociedade. O mais interessante é como o jornalista e escritor foi observador e conseguiu extrair coisas muito instigantes e curiosas. Como o fato do traficante controlar o morro através de um chat. E esse personagem do Abusado é um personagem muito diferente, o que oferece para o escritor ainda mais liberdade e argumentos para se contar uma boa estória.

Por causa dessas características e claro, a surpreendente escrita de Caco, esse livro não é simplesmente mais um sobre morro e tráficos. Ele mostra todas as interações da favela com a sociedade. Tudo o que está por de trás desse esquema que comanda o Rio de Janeiro. Os bastidores mesmo. Como o traficante se comporta com a igreja, com os políticos e até mesmo com as celebridades cariocas. Inclusive o clipe que Michael Jackson faz na sua vinda ao Brasil é no morro onde o Marcinho VP é o dono, o Dona Marta. E ele providência todas as recomendações que o pessoal da produção do Michael pede.

Uma das características mais marcantes desse livro é que, apesar do personagem principal ser fascinante, Caco Barcellos não concentra o foco somente nele. Durante o livro, ele fala de assuntos paralelos que também envolvem aquela comunidade. Como a violência com que os policiais invadem o morro. Ou a discriminação sofrida pelos moradores por serem favelados. A falta de oportunidade. O livro mostra de tudo e de uma forma bem sincera. Caco não se deixa levar pelas limitações sofridas por um veículo de massa. Ele conta tudo àquilo que não pode contar na TV.

Os relatos das mortes e confrontos também são bem reais. Esse é um fato que chama muito a atenção: a violência. Ou melhor, a banalização da vida. Como as pessoas morrem por nada. E tudo isso é um círculo, mantido pela classe média. Principal cliente do tráfico. No livro, Caco deixa isso bem claro. É com o dinheiro depositado ali pelos usuários da classe média, que os bandidos vão e compram as armas que matam policiais e também os moradores inocentes em conflitos. O jornalista mostra de uma forma muito clara, o impacto do tráfico em toda a sociedade. Tanto é que, quando o morro é dominado pelos policiais, os traficantes descem e fazem os arrastões na cidade. Então, tudo é um ciclo vicioso, literalmente.

Outro tema tratado no livro são as drogas. Esse é um assunto bastante polêmico e sempre será algo atual. O que não deixa o livro perder nenhuma característica. Mesmo sendo escrito contando algo que se passa na década de 90 ele se torna recente. Porque no Brasil ainda existem pessoas lutando pela legalização da maconha e, apesar de não se comparar com os fatos sobre o tráfico relatados no livro, é algo muito próximo da realidade.

Uma curiosidade que chamou a atenção foi o lema usado por Marcinho: paz, justiça e liberdade. Todos, corruptos, não corruptos, políticos, civis, bandidos, traficantes. Todos pedem pela mesma coisa. Mas ninguém consegue. Esse é uma das característica desse livro reportagem: fazer discutir, refletir. Quem realmente é culpado pela guerra do tráfico?

Um tema bom de ser explorado e uma narrativa perfeita tornam O Abusado um dos melhores livros reportagens já escrito.

Cultura e lazer no “Vamosiuní”

Criado por jovens com interesse de divulgar seus trabalhos, e também para interagir com outras pessoas, o VamoSiUní, escrito assim mesmo, no sentido de “Vamos Nos Unir” está ganhando forma na cidade de Blumenau. O evento é uma nova forma de se mostrar arte e integrar os membros jovens da cidade.

Realizado sempre aos domingos, o primeiro encontro aconteceu em julho de 2011 na Prainha, no bairro Ponta Aguda. Bandas, pequenas exposições e outros artistas tomaram seus lugares no meio do público, no meio daqueles que também foram ao lugar para relaxar e conversar com os amigos, além de prestigiar o trabalho dos demais.

A Prainha foi o local escolhido por ser mais adequado para o barulho dos músicos, e era considerado “abandonado” até então. Foi então uma maneira de aproveitar o local com uma boa causa, e um agradável ponto de encontro. Algo que fez a diferença na popularização do evento foi a divulgação no Facebook, onde dezenas de jovens foram informados e convidados.

No entanto, ás vésperas de um novo encontro, no mês de setembro, veio a enchente na cidade de Blumenau. O local, antes muito bem estruturado e espaçoso, sofreu com a subida do rio Itajaí-Açu, e grande parte de seu terreno, foi com as águas. A preocupação cresceu entre os organizadores do evento, a respeito do local.

Contudo, as águas baixaram e o evento pode novamente ser realizado. Infelizmente, em um local menor, já que parte do terreno cedeu com a pressão das águas do rio que corta a cidade de Blumenau.

A edição mais recente do VamoSiUní aconteceu no último domingo, dia 27 de novembro de 2011. Tendo início as 9 horas da manhã e seguindo até o anoitecer, centenas de jovens passaram pelo local, sendo animados pelas bandas e grupos de dança. Assim, o evento tem se mostrado um excelente local de cultura e lazer, para os artistas locais e para passar um tempo com os amigos.

Por: Matheus Gritten
Imagens: Divulgação

quarta-feira, novembro 23, 2011

Resenha: O Livreiro de Cabul

Por Cícero Nogueira

divulgação
Um clássico do jornalismo literário, O Livreiro de Cabul (Best Seller Ltda) se tornou um best seller desde 2002, ano em que foi lançado, pela jornalista norueguesa Asne Seierstad. É considerado um dos melhores livros de reportagem sobre a cultura afegã depois da queda do regime talibã naquele país.

Asne viveu durante três meses com uma família em Cabul e daí saiu a matéria prima para escrever o livro. O principal ponto de reflexão da obra está na liberdade de expressão, que é quase nula num país que vive fortes repressões religiosas e é dividido internamente por tribos com ideologias distintas.

Sultan, o livreiro, não é um homem comum no Afeganistão. Por ser apaixonado por livros já foi duramente reprimido durante o regime talibã, sendo inclusive preso e torturado – assistiu várias vezes a queima de milhares de livros em praça pública. Passado o período do governo talibã - pós 11 de setembro - seu país não passou a ser o melhor lugar do mundo para se viver, devido ao atraso cultural, mas a família goza de certas regalias num país onde quase todos são miseráveis e analfabetos. A maioria dos membros dessa grande família fala inglês, inclusive as mulheres que viveram no Paquistão durante a guerra civil e lá puderam estudar e trabalhar.

A reportagem relata a facilidade com que os editores falsificam obras e vendem pelo triplo do preço aos turistas e jornalistas que visitam o país. Com riqueza de detalhes, Asne conta como Sultan consegue atravessar a fronteira do Paquistão para visitar as gráficas e fazer negócios – os paquistaneses são aliados dos Estados Unidos desde os atentados de 11 de setembro, por isso as fronteiras foram fechadas para os afegãos.

O mérito da jornalista é ter sido a primeira a relatar as dificuldades de ser mulher no Afeganistão. Ela narra o cotidiano do uso da burca, as negociatas do casamento arranjado e o poder que os homens exercem sobre o sexo feminino, que é considerado incapaz de tomar decisões, inclusive sobre suas próprias vontades.

Passada a febre de interesse sobre a cultura muçulmana, esta obra é de leitura indispensável para jornalistas, estudantes de comunicação e leitores interessados em conhecer, de forma realista, uma das culturas mais ricas e intrigantes do mundo.

quarta-feira, abril 13, 2011

Site Omelete

Análise: Site Omelete

O site escolhido para análise foi o Omelete, que é muito reconhecido na internet quando o assunto é entretenimento, e fonte de diversas informações para os leitores e também para outros sites e meios de comunicação, não só na internet. Optamos por este site, por quê nos pareceu o mais adequado e com um tema bastante abrangente e interessante.

Bastante reconhecido na cultura pop, fala sobre assuntos variados e com bastante visibilidade atualmente: cinema, TV, músicas, games, entre outros. Apresenta matérias nacionais e internacionais, e é bastante fatual, como por exemplo, ele apresenta reviews dos filmes que estão em cartaz no país ou com lançamento previsto para os próximos meses.
Alguns dos diferenciais do site é que ele apresenta conteúdo especial, como vídeos e também proporciona promoções aos leitores. Sua linguagem é bem comum e de fácil entendimento, e raramente são encontrados erros de português ou pontuação.

A matéria escolhido para análise foi: “Misfits | Série inglesa estreia hoje no Multishow com o título Desajustados”. Inseridos nesta,  existem diversos links, como o que encaminha o leitor para uma página, dentro do próprio site, onde encontramos os links de tudo o que já foi postado no site sobre o seriado, o que se repete com outros seriados citados na matéria. Também algumas palavras estão em negrito, como o nome da série, e o canal em que ela é tranmitida.

Abaixo do título da matéria, encontramos os botões de "Tweet", do Twitter e "Like" (Curtir), do Facebook, sendo somente necessário o login. O leitor também pode imprimir e mandar por e-mail se tiver interesse. Há links que direcionam para vídeos e também um espaço reservado para comentários.

O site possui links amigáveis, pois todos os links são o nome do site, seguido de .com.br/(a categoria em que estamos vendo) como por exemplo para chegar na Omelete TV, o link é http://www.omelete.com.br/omele-tv/. Apenas os link para as matérias é que ficam um pouco complicadas, pois aí o link é o todo o texto que forma o título da mesma, como no caso da matéria analisada, que é http://www.omelete.com.br/series-e-tv/misfits-serie-inglesa-estreia-hoje-no-multishow-com-o-titulo-desajustados/ (Comprido, não?).

O site também não indica ter nada que possa ajudar os portadores de deficiências como surdez e cegueira.

Algo que poderia melhorar no site seria a diminuição de propagandas, que acabam poluindo o site, e talvez uma melhor divulgação de seu conteúdo, o tornando ainda mais procurado. Porém, é certo que o site faz jus ao seu slogan: “entretenimento levado a sério”.


Alunos: Bruna Carolina e Matheus

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Experiência versus Agilidade

As diferentes gerações estão competindo no ambiente de trabalho, onde os mais velhos têm experiência e os mais novos tem idéias. Este ambiente está passando por conflitos devido ao convívio de jovens, adultos e idosos, cada um com suas razões. A razão para tanto conflito pode estar na educação do final do século XX, e começo do XXI, pois a comunicação via computador com o mundo e as noticias chegando instantaneamente, alteram as dinâmicas familiares. Hoje em dia uma familia não se reúne mais para jantar, ou ficar junto por alguns momentos, por exemplo, podem estar todos em casa, de corpo presente, mas ao mesmo tempo distantes, a mãe assistindo a novela, os filhos no computador (geralmente cada um em seu próprio quarto), o pai assistindo o jogo, lendo um jornal na sala ou no escritório, e as vezes pedindo para não ser incomodado que tem trabalho para terminar em casa. O isolamento torna a flexibilidade menor, para viver em grupo.


As novas gerações estão invadindo as empresas de forma rápida e evolutiva, isso é bom para o mundo,  são novas idéias,  tecnologias, modas lançadas e usadas. A geração x pode aprender ainda mais e ter os jovens como aliados.


Jovens vêm desde a infância tendo que aprender a competitividade, estudando muito e já se qualificando com cursos para falar fluentemente no mínimo duas línguas, saber mexer em computador e navegar por vários sites e redes sociais na internet.

A geração y (a partir dos anos 80), já nasceu na era digital  não precisou se adaptar e sim só aprender, por isso,  a diferença com quem talvez ainda está tentando se adaptar as redes sociais (antes dos anos 80).

As empresas em geral valorizam a excelência, o potencial e a responsabilidade no trabalho, não importando se é jovem ou não. E para os funcionários que já estão no mercado há algum tempo, oferecem curso de especialização.

Os jovens estão dominando o mercado de trabalho devido as suas especializações e um novo comportamento profissional. hoje temos pessoas com 25 anos,que são advogados, dentistas, empresários, jornalistas, médicos, e vários outros, que desempenham um ótimo oficio.

O que determina a diferença das gerações é o medo, a insegurança dos mais velhos e a inexperiência dos mais jovens. Mas a geração x se atualizando e a geração y escutando tudo fica em um nível de competição equilibrado.

O que as empresas esperam agora é a união da experiência (geração x), com a agilidade (geração y), para um desenvolvimento ainda maior.



 
Por Laide Braghirolli - Acadêmica de Jornalismo

segunda-feira, novembro 29, 2010

O natal do eu Posso

O natal é uma época do ano que todos se dispõem para comprar, pode ser algo simples para se presentear no amigo invisível ou um objeto de sonho muito almejado. Visando esse desejo de compra, por parte da maioria da população, a mídia entra com a “idéia “ de onde você pode gastar.


Os comerciantes entram na onda e a aproveitam a injeção de moeda liquida no mercado, para criar produtos e propagandas para atrair o consumidor, bombardeandos com todos os tipos de publicidade. Das mais básicas panfletagens nas ruas, avenidas e sinaleiras, a verdadeiros folders direcionados via correio eletrônico ou convencional a cada consumidor em potencial.

A propaganda aliada a vendedores comissionados gera uma situação de concorrência por consumidor. Há algum tempo atrás o consumidor fazia pesquisa e procurava o melhor custo e beneficio. Hoje ele e abordado e acuado a comprar.


Pesquisa realizada pelo instituto Data Popular mostra que quase 60 milhões de pessoas, a maioria da classe D já responde por boa parte da intenção de compra total dos principais itens de consumo, como TV de plasma, computador e geladeira. De cada R$ 100 gastos em móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, em 2010, R$ 44 reais são desta fatia da base da pirâmide. De acordo com o sócio diretor do data popular, Renato Meirelles “Este será o Natal do Eu posso.” Pelas facilidades e condições de pagamentos especiais ,pessoas compram tudo o que desejam, ou melhor, quase tudo.  O desejo das pessoas e na maioria das vezes atrelado ao que se fala na mídia. Todos na sua    maioria tem seus desejos pautados pelo que vem em filmes, novelas e até mesmo na internet

Nossos olhos são direcionados a gostar de um determinado produto desejá-lo e adquiri-lo, mesmo que venhamos nos endividar. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. A intenção do markteting nos dias de hoje não  simplimente vender  um  produto ,é criar um consumidor para seu produto .O Natal não é mais uma data de confraternização mas se tornou um desafio.Ganha que vende mais , comerciantes e gerentes de lojas  pagam  comissão  e distribuem  premios para o vendedor que mais atrair lucros para sua empresa.O consumidor está podendo compra com condições facilitadas,mas deve ficar atento para não compra gato por lebre. 
Por Wilson Pereira Junior

domingo, novembro 28, 2010

''Lojas'' virtuais vendem mais

O fim do ano se aproxima. E com ele as compras de Natal. Muitas pessoas já adiquiriram o presente dos filhos, dos pais, dos avós e dos amigos. Dentre estas pessoas que já estão com os presentes em mãos, boa parte delas não ficou batendo perna em lojas, não ficou horas nas filas do caixa e o melhor: não pagou preços absurdos.

Uma novidade e uma maneira para se livrar de tantas complicações na hora de comprar os presentes – e claro, ainda pagar um preço bacana –, são as compras virtuais.

Com o objetivo de fazer as pessoas conhecerem mais sua cidade e o que há de melhor nela, o site de compras Peixe Urbano chama a atenção e se destaca no Brasil. Criado em março deste ano por aqui, o site já está presente em 56 regiões do país trazendo o de melhor – e ótimos preços – para os moradores de determinadas cidades.

Sites desse gênero foram criados nos Estados Unidos em 2008. E até que por aqui não demorou muito para chegar, apenas dois anos. O que, comparado às outras coisas, chegou praticamente na velocidade da luz. Um outro site que se destaca na rede é o das Lojas Americanas . Nele há diversos produtos e sempre há promoções, principalmente na categoria CDs, DVDs e Blu-Ray.

A audiência destes sites é de 5,6 milhões de internautas. E com a chegada do Natal – e Ano Novo – a expectativa é que aumente ainda mais e que as vendas ultrapassem R$ 15 bilhões. Ou seja, se depender destes sites de compras, as lojas tradicionais precisam criar uma nova maneira de chamar a atenção do público, pois estes sites já chamarem, e muito.

por Lucian Cesar da Silva.

Conflitos entre gerações

Ainda existem pessoas que acreditam que ficar vinte anos em uma empresa é questão de orgulho. Mas para a geração mais jovem, o importante é estar atualizado. Eles defendem a idéia de que é preciso mudar, inovar, buscar sempre novas oportunidades. Esta é considerada a geração Y, que faz uso constante das tecnologias e se adapta a elas com grande rapidez.


Temos também a geração X, a que fica entre a Y e a Baby Boomer. Essa galera aprendeu com a forma conservadora dos mais velhos, conseguiu mudar um pouco esta postura, e agora, tenta adaptar-se a nova geração. A geração X tenta buscar um equilíbrio entre a garotada que inova tudo e aprende com mais facilidade, e os mais velhos que defendem idéias conservadoras.

É difícil dizer quem está certo e quem esta errado pois cada pessoa tem sua bagagem cultural. Enquanto os mais antigos acreditam que o modo certo é como aprenderam em sua época, a juventude trata esta geração como ultrapassada.

Se os conflitos entre as gerações ocorressem somente nas famílias entre pais, netos e avós, estes poderiam ser resolvidos mais facilmente. 
No entanto, a dificuldade maior é sentida quando esse tipo de conflito começa a ocorrer nos ambientes de trabalho.
As diferentes gerações muitas vezes não se entendem. A Baby Boomer, geração dos mais velhos, aquela que valoriza a experiência, constantemente tem problemas com a geração Y, formada por jovens de até trinta anos. Os mais velhos defendem seu modo conservador, os jovens defendem a atualidade, as tecnologias e inovações. E quem fica mais confusa ainda é a geração X, que fica entre as outras duas.  Esta, não consegue defender nenhum dos dois lados pois um está muito ultrapassado e o outro muito adiantado.

Este é um problema constante na atualidade. Nas empresas existem psicólogos específicos para resolver problemas de conflitos organizacionais. É comum haver conflitos entre pessoas de diferentes idades, pois gerações diferentes têm visões de mundo diferentes.
 O que os especialistas em terapia de grupo e psicólogos recomendam é o diálogo.

É preciso que um se coloque no lugar do outro, pelo menos para amenizar um pouco os conflitos. Esta é uma das dicas para manter a harmonia no ambiente de trabalho apesar das diferenças entre as gerações.

Por: Julcimery Schreiber

quarta-feira, novembro 24, 2010

PASSARELA IMPROVISADA

A festa dos alemães, a maior das Américas e a segunda maior do mundo, é realizada há mais de 20 anos aqui em Blumenau, onde o chope e a alegria são prioridade. Foram mais de 570mil pessoas presentes no Parque Vila Germânicas nos 18 dias de festa. O consumo de chope superou os 580 mil litros, o maior consumo nos últimos vinte anos.


Uma das atrações que mais encanta o publico é o desfile na rua XV de Novembro, onde a cultura alemã é passada de forma festiva para todos os presentes. É um evento que reúne todas as idades, pelo chame folclórico que os grupos apresentam, pelas brincadeiras, pelos carros diferentes, as bicicletas gigantes, a musica e a paixão por dois países, Brasil e Alemanha.

As crianças fazem uma grande participação no evento, pois dançam, brincam e fazem charme assistindo uma brincadeira que passa com muito colorido nesta passarela improvisada.

Por Laide Braghirolli- Acadêmica de Jornalismo

terça-feira, novembro 09, 2010

Tradição e muita animação

Integrantes da Banda na concentração do desfile da 27ª Oktoberfest.
 O Clube Musical São Pedro foi fundado no municipio de Gaspar há 64 anos. Atualmente a banda é composta por 32 instrumentistas e conta com 23 aprendizes.

Qualquer pessoa que se interesse por musica pode participar, não precisa ter conhecimento, já que o clube oferece aulas de música gratuitas aos principiantes. Assim que o aluno está apto na parte teórica escolhe um instrumento e inicia as aulas práticas. A clube ainda dispõe de instrumentos que ficam sobre a responsabilidade do integrante.

Evaristo Spengler - Sócio fundador do Clube Musical.
Os ensaios acontecem semanalmente nas quintas-feira. A banda realiza apresentações em toda região, em  concursos musicais e é presença confirmada em todos os desfiles da Oktoberfest. 

Afinal, participa da festa desde sua primeira edição, há 27 anos. Contam com traje e repertório típico alemão especialmente planejados para os desfiles da Oktober.

Em entrevista, Evaristo Spengler ex-prefeito da cidade de Gaspar e sócio fundador do clube demonstra todo o seu carinho pela Oktoberfest ao relatar a presença da banda em todos os desfiles da festa.





Veja a entrevista:

O integrante e também membro da diretoria do clube, Gilberto Guido Daros, conta que é um privilégio participar de um evento dessa proporção. Afinal, hoje a Oktoberfest é conhecida mundialmente e aquece o turismo e a economia de Blumenau e cidades vizinhas.

Por: Danielle Silvano e Katia Fistarol

quarta-feira, novembro 03, 2010

Desfiles: Preferência dos turistas

Considerada uma das maiores atrações da Oktoberfest de Blumenau, os desfiles encantam a todos que passam pela Rua XV de novembro.

Não há quem não aprove a beleza dos grupos folclóricos, a harmonia das bandas, fanfarras e a extravagância dos carros alegóricos feitos especialmente para o evento.
E como não podia ser diferente, o desfile é a atração preferida dos turistas que chegam de todo o canto do país e do mundo para conhecer a festa blumenauense. Um exemplo é Veronaldo Francisco de 33 anos, que veio pela primeira vez de Brasília para aproveitar a 27ª Oktober.
“Estou gostando muito, principalmente do desfile. A tradição e a cultura alemã é muito forte, pode ser vista através dos trajes que as pessoas usam nas ruas”, enfatiza.
Veronaldo também destaca a união das pessoas ao participarem do desfile. “É muito legal perceber a união do povo em um momento como este, a alegria e a descontração são contagiantes. É impossível não se envolver”, finaliza.
A secretária Márcia Cabra de 48 anos, do Paraná, está prestigiando pela terceira vez a atração. Ela ainda admite que adora ver a criançada desfilando.
“É maravilhoso ver essas crianças trajadas e desfilando pela rua. Estão representando sua cultura e sua cidade. Desde pequenos já tem a oportunidade de conhecer as suas origens”, conclui.
Ao total são seis desfiles durante os 18 dias da Oktoberfest. Todos iniciam na Alameda Rio Branco, seguindo em direção à sede da Prefeitura Municipal.
Além de todas as atrações citadas, o desfile também proporciona muito chope para o público presente.

Cerca de 30 mil pessoas prestigiaram o desfile nesta noite
A harmonia da música das bandas e fanfarras contagiaram

Cerca de 100 atrações fizeram parte do desfile

Kátia Rossi Maes é a Rainha da 27ª Oktoberfest

Clubes de caça e tiro fazem parte da história do evento

Uma das principais atrações para os turistas: o Chope

Mais do que uma festa: a tradição em preservar a história

Por Aline Marquardt e Francine Sevignani

27ª Oktoberfest: um desfile de heranças culturais

Uma das atrações da Oktoberfest são os desfiles oficiais, que encantam toda família. Divido em blocos, conta a história da festa com alegorias, bandas típicas, fanfarras, grupos folclóricos e clubes de caça e tiro.

No terceiro desfile – que aconteceu na quarta-feira, dia 13, às 19h30min – cerca de 2 mil pessoas e mais de 100 atrações marcaram presença neste espetáculo ao ar livre.

Um dos grupos participantes que ajuda a preservar a cultura alemã de Blumenau é o Grupo Folclórico Germânia. Com 22 anos de fundação, ele está localizado junta a sede da Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess no bairro Fortaleza. Conta com 50 integrantes dividido em duas categorias (adulto e casados) que realizam encontros semanais para resgatar e ensaiar danças folclóricas, assim como eram executadas antigamente. A equipe, também divulga as tradições em outros locais como: Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo.

Segundo o coordenador da equipe, Claudionor Silveira, os trajes utilizados são frutos de pesquisas históricas que resgatam o modo de vida na antiga Alemanha.

OFOCAIBES: Qual o seu sentimento em estar à frente de um grupo tão tradicional como este?


Integrante assídua desde os 15 anos, Vania Gayo, comenta sua participação e emoção em cultivar a herança de família.


A 27ª Oktoberfest aconteceu de 07 a 24 de outubro, no Parque Vila Germânica. Os 18 dias de festa reuniaram 578.870 pessoas - 151 mil pessoas a menos que 2009 - que consumiram mais de 550 mil litros de chope. A espectativa da organização era de um público de cerca 800 mil pessoas, com o objetivo de superar os numeros da edição anterior.

Por: Adriana Schimila e Eneias Mutte

O terceiro desfile da 27° Oktoberfest

O terceiro desfile da 27° Oktoberfest iniciou com muita música, cores e diversão. Na quarta feira, dia 13 de outubro, 106 alegorias fizeram a alegria dos visitantes. Blumenauenses e turistas de todas as partes do Brasil e do mundo se espremiam em meio a multidão para ver o desfile, e ganhar um chopinho grátis dos foliões.         
                             

As bandas vindas da Alemanha se destacaram entre as alegorias e deram um brilho todo especial á festa. De todas as atrações, os carros alegóricos foram os preferidos. Quando passavam pela rua XV de novembro o publico presente ia ao delírio. Além de trazer música animada, os foliões distribuíam chope para as pessoas que prestigiavam o desfile trazendo alegria e contagiando à todos.

Para Jaqueline que desfilou no bloco da Choppmotorrad, não dá para explicar com palavras sensação de desfilar. É emocionante, gratificante e recompensador. Segundo ela, quem desfila se diverte mais do que quem assiste ao desfile.
Alguns minutos antes da abertura do desfile, a rua XV encontrava-se lotada, todos com grande expectativa para o início do desfile. Turistas vindos de vários lugares estavam ansiosos e curiosos para assistir o desfile pela primeira vez.


O publicitário Eduardo Pereira veio do Rio de Janeiro especialmente para assistir o desfile e participar da festa. Ele estava deslumbrado com tanta beleza e criatividade apresentada nos carros alegóricos. Para ele, é uma das melhores festas que já participou, além de divertida, a festa renova os valores culturais da cidade preservando sua origem alemã, é de uma beleza sem igual .


Pessoas de vários estados do Brasil marcaram presença na Oktoberfest. Em meio ao desfile encontramos dois grupos de turistas mineiros. A maioria era jovens que planejaram a vinda a Blumenau como viagem de formatura. Juliana Guedes, uma das turistas formandas, decidiu vir para a festa mais Alemã das Américas porque sempre ouvia falar da popularidade da oktoberfest, da alegria e principalmente da cultura alemã. Na opinião dela todas as pessoas deveriam conhecer o desfile, é algo semelhante ao circo de sole. Ela diz que vai recomendar a todos seus amigos de Minas Gerais para virem prestigiar pelo menos uma vez a oktoberfest.

Em meio a multidão algumas pessoas chamavam a atenção devido aos trajes escolhidos. A beleza do desfile era complementada com os figurinos dos turistas, uns com trajes tipicamente alemães outros totalmente descaracterizados.

O carioca Renan Freitas, duble de filmagens, fala que mandou fazer o traje especifico para a Oktoberfest. Ele queria que fosse característico, porém diferente dos demais. Encontrou a solução para seu problema em um brechó, onde criou um figurino diferenciado, mas com características da cultura germânica. Comprou o figurino num brechó da rede globo de televisão e adaptou com traços das vestimentas alemãs.

O desfile também é o que mais encanta a turista Norueguesa Milla Neivim, que participa pela quarta vez na Oktoberfest. Ela afirma que já aprendeu até algumas palavrinhas em português e o mais interessante é que todos os anos tem novas atrações. A turista acrescenta ainda que o povo Blumenauense é muito receptivo.


Devido a grandiosidade do desfile e de suas atrações, fica difícil dizer o que exatamente é mais atrativo. Não resta dúvidas que a cada ano que passa os desfiles se tronam mais alegres divertidos e diversificados .Esse é um dos fatores que atraem turistas e foliões do Brasil e do mundo, que veem em busca cultura, alegria, diversão, o que realmente não falta na maior festa alemã das Américas.

Por: Julcimery Schreiber e Wilson Pereira Junior.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Acrescentando á Tradição

Oktoberfest 2010 chegou ao fim!

E a germânica Blumenau, respira aliviada, com a sensação de dever cumprido, o número de turistas na festa diminuiu comparado ao ano passado, mas em compensação o consumo de chopp aumentou. Confira os números da festa aqui.

E mais um chopp... Olé... Olé... Olá...

Os turistas brindam e se encantam, conhecendo e experimentando, todos os tipos de chopps artesanais, fabricados aqui no vale e  região.Que por sinal são ótimos!

Mas entre tantas variedades de chopp, surge a indagação: Por que o mesmo ritmo musical em todos os setores da Vila Germânica?

O tradicionalismo também deve ser inovado, senão cai na mesmice. O público atual sente essa falta de opção se comparado ao auge dos anos 90, onde havia o espaço do rock garantido, com grandes atrações paralelas de nível nacional, que oportunizou várias bandas locais, abrir shows e mostrar seu trabalho durante a festa.

É a oportunidade de mostrar aos turistas, a cultura que é produzida aqui. A proposta é manter a tradição, mas acrescentar cultura à festa, reservar um dos setores ou até mesmo uma tenda temática com atrações locais.

Divulgar nossa arte, Blumenau é uma cidade multicultural, por isso levanto á bandeira não só pelo rock, mas também pelo maracatu, samba de raiz, artes plásticas, poesia e interferências teatrais. Mostrar a arte que fomenta a cidade, hoje em dia os descendentes de alemães, estão tocando rock, dançando em todos os ritmos, escrevendo poesia pelos túneis da cidade.

Sim! É necessário manter a tradição com as famosas bandas alemãs, que fazem sucesso e marcam a festa com suas marchinhas que se transformaram em verdadeiros hinos. Mas no palco desta festa, tem espaço para unir todos os artistas, para contribuírem com esse espetáculo de 18 dias e mostrarem toda a linha do tempo de nossa revolução cultural sem fugir a temática da tradição alemã.

Por Priscila Gilinski

quarta-feira, outubro 20, 2010

A linguagem da Paixão.

O beijo embora pareça um ato normal e natural possui inúmeras definições e significados. Ninguém sabe precisar em que momento surgiu, o fato é que existem muitas atribuições para esse simples gesto. Países de diferentes culturas tratam esse ato como um ritual com várias interpretações. Em Bali, na Indonésia, não existe o beijo de amor. Nessa cultura, o contato boca a boca é considerado repulsivo, algo como enfiar a língua no nariz do outro. Lá, os amantes e nativos preferem colar os rostos para sentir o cheiro e o calor do parceiro.

Em organizações criminosas, como a máfia, quando um membro trai a organização recebe um beijo na boca, dado pelo homem que vai mata-lo. Esse gesto indica que a vitima já teve a execução aprovada. Já os chefões, se cumprimentam com beijinhos no rosto.

O beijo é um comportamento exclusivo do ser humano. Até hoje não foi cadastrado nenhum ato desse gênero entre os animais.

Pesquizadores afirmam que esse gesto além de proporcionar prazer aos amantes ainda atua em outras funções no nosso organismo, como cérebro e o coração aumentando a frequência cardíaca. E mais, o beijo emagrece. Em cada beijo dado com emoção e excitação, perdemos até 12 calorias.

Para nós ele significa amor, paixão e também funciona como um termômetro do relacionamento entre casais. Então, após ler essa matéria concentre-se em um único pensamento: Beijar pode ter todos os significados possíveis, mas para quem dá ou recebe faz muito bem!

Por Rose Leite

Felicidade é contagiante.

Na era das redes sociais, um outro circulo de relacionamentos muito significativo é nossa rede de convivência fisíca. De acordo com diversos pesquisadores esse contato  funciona como um canal de contágio, que interfere em nosso humor e atitudes.

As pesquisas comprovam, assim como vírus e bactérias, a saúde também é transmissível, só que por meio dos laços afetivos criados entre nós.

Na prática, se alguém próximo de nós demonstra felicidade, nos sentimos mais leves e alegres. Da mesma forma quando estamos em contato com pessoas negativas e tristes vamos tornando pessoas mal humoradas.

Estudos assinados pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, comprovam que se um grande amigo seu ficar contente, a probabilidade de você começar a rir à toa só por conviver com ele é de 60%.

Porque nossos humores e hábitos se tornam contagiosos? Os estudiosos ainda buscam explicações cientificas sobre este mecanismo quase que automático de imitar, mesmo que involuntáriamente, como quando bocejamos logo em seguida de alguém que acaba de realizar o ato.

Segundo a neurocientista Eliane Volchan, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nascemos com a capacidade de imitar seus pares mesmo sem ter consciência disso. “É o efeito camaleão, fazendo isso, o indivíduo consegue incluir-se no grupo e obter a necessária proteção para sua sobrevivência.” explica Eliane.

O assunto é tão importante que o jornal americano The New York Times publicou um artigo em Abril que comprova o poder do amparo emocional do amigo sendo até capaz de prolongar a vida, renovar a memória, combater o câncer, proteger o coração e evitar a obesidade. A neurocientista Eliane Volchan complementa: “Temos evidências de que a amizade acelera o tempo de cicatrização de uma lesão e também ajuda a reduzir o estresse”.

Mais importante que o conhecimento deste poderoso contagio, é coloca-lo em prática. Tornar a felicidade um habito, está ligado a muitos aspectos além do emocional. A alimentação, a cor que você está usando, a temperatura e a luz ambiente, e até mesmo os cheiros, influênciam em seu estado de espírito.

Por Katia Fistarol

quarta-feira, outubro 06, 2010

Tradição e Alegria na 20ª Festa do Imigrante de Timbó

As retretas abriram as comemorações da 20º Festa do Imigrante
Neste mês de outubro, Timbó está em festa. Nos dias 8 a 12 de outubro, o Pavilhão de Eventos Henry Paul se enche de alegria, música, dança e tradição ítalo – germânica na 20ª Festa do Imigrante de Timbó. Este ano, a festa traz novidades como o site oficial onde você encontra as principais informações sobre o evento. Para quem gosta de estar “antenado” nos acontecimentos em tempo real, a festa está no Twitter @festadoimigrant, e apresentará atrações durante os cinco dias de festa. 


No 1º de outubro, iniciaram as retretas, e um esquenta aconteceu às 20h em frente à Thapyoka com chope grátis e banda Saruê Show. No dia 2 de outubro as retretas iniciaram às 14h e no dia 9, às 9h. Os desfiles na Avenida Getúlio Vargas acontecem dia 8 de outubro às 20h e no dia 12, às 9h. As comemorações serão realizadas no Pavilhão de Eventos Henry Paul e trazem uma vasta programação. No Pavilhão Cultural com 1.200 metros, serão realizadas as atrações culturais e bailes gratuitos todas as noites. Sexta-feira tem banda Saruê Show; Sábado; Irmãos Fiebes e Banda Bandonera; domingo Banda Estrela de Ouro; segunda feira banda Die Brandts Und Jeferson e terça feira Novo Som.

Destaque ainda no Pavilhão Cultural para Banda Sociale di Roncone da Itália que se apresenta no dia 9 sábado às 19h, e dia 10 às 18h; a escolha das Rainhas e Princesas da 21ª Festa do Imigrante; à tarde dos Clubes de Caça e Tiro com Escolha de Rei e Rainha do Tiro; à Tarde dos Grupos Folclóricos, onde se apresentam grupos de cultura italiana, alemã, portuguesa e polonês; tarde da Melhor Idade e a Tarde da Criança.

A estrutura da festa contempla ainda um Parque de Diversões, Venda e Exposição de Produtos Artesanais, Buffet Típico do Imigrante, Café do Imigrante, Churrasco e Tenda Eletrônica. Show Freestyle no dia domingo 10 de outubro às 15h e na terça feira 12 às 16h com Elton Becker, Pablo Ristow e Alisson Fogaça.

Outro diferencial da festa é entrada grátis para a circulação das famílias em todo o evento. A cobrança é apenas para o Pavilhão de Eventos à R$ 10,00 por noite e no Show nacional. A programação deste espaço apresenta na sexta feira a Banda do Barril, no sábado Dany e Rafa e Banda Montreal, no Domingo, Banda Brilha Som, na segunda feira Orlando e Odair seguido da Banda Passarela, e na terça feira o show sertanejo universitário de Elisangela Dias e o esperado show nacional de Guilherme & Santiago.



 Por Karina Beatrice Frainer

Um solitário Edifício Máster

Resenha: Um solitário Edifício Máster

Um vídeo. Nele, corredores em tons de verde, salmão, outrora quase sombrios. Um edifício de 276 apartamentos, 12 andares, com 500 moradores. O Edifício Máster, localizado em Copacabana no Rio de Janeiro, já foi ponto de drogas, prostituição e decadência. Depois da entrada do síndico Sérgio, nos últimos anos, as coisas mudaram, para melhor. Como ele mesmo diz a-ferro-e-a-fogo foi colocando ordem na casa.

No documentário dirigido pelo cineasta Eduardo Coutinho, percebe-se entre uma fala e outra, que uma comunidade pode ser a de um grupo de moradores de um mesmo local. O Edifício Máster, com seus tantos moradores, é uma comunidade solitária entre si. Quase, nem mesmo se conhecem os vizinhos, suas histórias; reflexo de uma era de individualismo, de hábitos solitários.

Numa mesma comunidade há uma variedade de estilos, gostos, atitudes. Desde a narcisista que se consola vendo as próprias fotos, poetas, músicos, arquitetos, críticos da vida, da violência, da sociedade. De criança super protegida à prostituta, Alessandra diz, “a hora em que eu morrer vou ser muito feliz” e completa, “o mundo é muito ruim”. Outra moradora que sofre de claustrofobia, Daniela, também chamou a atenção no documentário. Poeta, ela usa a arte como válvula de escape, assim como a maioria dos entrevistados.

A sensibilidade chegou ao auge, com a entrevista do morador Henrique, que interpretou a canção “My Way” de Frank Sinatra… Era tanta saudade no timbre de sua voz, tanta recordação, tanto desabafo e emoção, que acaba se transformando em alegria por ter sobrevivido a mais uma bela interpretação, da canção favorita.

O Edifício Máster e os moradores, não estão muito longe da nossa realidade. Quem nunca se sentiu sozinho? Quem nunca foi machucado para valer e resolveu isolar-se do mundo, procurando bálsamos em atividades solitárias? Quem nunca, por um instante, deixou de acreditar na vida, de perder a fé nela? Eis que a arte, que tão explicitamente apareceu em forma de música, poesia, plásticas, nos serve como remédio.

O interessante é compartilhar essas dádivas junto aos seus. É não deixar que o mal nos feche para o mundo, pois viver, conviver, é transcender as nossas próprias dores. É perder o medo de sentir o coração arder novamente. É compreender que cada um sabe da dor e do amor que carrega. É fazer da lição um aprendizado e não um castigo, para nos tornarmos melhores, como seres humanos que somos.

Sim, houve horas, que eu tinha certeza / Quando eu mordi mais que eu podia mastigar /
Mas, entretanto, quando havia dúvidas / Eu engoli e cuspi fora /
Eu encarei e continuei grande / E fiz do meu jeito. (My Way - Frank Sinatra)

 

Entrevista do morador Henrique

Na vida temos a oportunidade de mudar, de se desnudar; escrever e reescrever, quantas vezes forem necessárias, a nossa história. Talvez os 110 minutos deste documentário nos sirva como lição.

Por Nane Pereira