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domingo, novembro 28, 2010

''Lojas'' virtuais vendem mais

O fim do ano se aproxima. E com ele as compras de Natal. Muitas pessoas já adiquiriram o presente dos filhos, dos pais, dos avós e dos amigos. Dentre estas pessoas que já estão com os presentes em mãos, boa parte delas não ficou batendo perna em lojas, não ficou horas nas filas do caixa e o melhor: não pagou preços absurdos.

Uma novidade e uma maneira para se livrar de tantas complicações na hora de comprar os presentes – e claro, ainda pagar um preço bacana –, são as compras virtuais.

Com o objetivo de fazer as pessoas conhecerem mais sua cidade e o que há de melhor nela, o site de compras Peixe Urbano chama a atenção e se destaca no Brasil. Criado em março deste ano por aqui, o site já está presente em 56 regiões do país trazendo o de melhor – e ótimos preços – para os moradores de determinadas cidades.

Sites desse gênero foram criados nos Estados Unidos em 2008. E até que por aqui não demorou muito para chegar, apenas dois anos. O que, comparado às outras coisas, chegou praticamente na velocidade da luz. Um outro site que se destaca na rede é o das Lojas Americanas . Nele há diversos produtos e sempre há promoções, principalmente na categoria CDs, DVDs e Blu-Ray.

A audiência destes sites é de 5,6 milhões de internautas. E com a chegada do Natal – e Ano Novo – a expectativa é que aumente ainda mais e que as vendas ultrapassem R$ 15 bilhões. Ou seja, se depender destes sites de compras, as lojas tradicionais precisam criar uma nova maneira de chamar a atenção do público, pois estes sites já chamarem, e muito.

por Lucian Cesar da Silva.

quarta-feira, outubro 06, 2010

O fruto das nossas escolhas

Artigo

O Brasil vive hoje numa democracia, e o instrumento mais importante dela é o voto, mas infelizmente não sabemos usá-lo corretamente. Eleições vêm e vão, e o que vemos são as mesmas pessoas algumas vezes ocupando cargos diferentes, mas sempre os mesmos. Mais do mesmo. E quando fazemos uma avaliação do que fizeram pela sociedade, percebemos que foi muito pouco, ou quase nada.

O voto é uma escritura pública que o cidadão confia ao candidato. E o que ganhamos de retribuição a essa confiança? Dinheiro na cueca, na meia, mensalão, verbas enviadas para obras que nunca existiram, entre outros escândalos. Enfim, várias coisas que fazem o cidadão desacreditar na política e votar no primeiro que aparece, como se votar fosse um mosquito que fica zunindo nos nossos ouvidos e que precisamos esmagar logo, para não incomodar mais.

A campanha eleitoral ainda não acabou, pois haverá segundo turno para presidente, e para governador em alguns estados. Durante a campanha, ouvimos promessas e mais promessas, bandeiras tremulam nas ruas com os nomes, as fotos e os números dos candidatos, placas são espalhadas para todos os lados – inclusive em lugares indevidos – e os panfletos que recebemos já nos induzem a votar em candidatos do mesmo partido, da mesma coligação. Candidatos estes que nunca conhecemos.

Nos programas eleitorais, o país contado por eles parece ser perfeito, e caso eles sejam eleitos, farão melhor ainda. Mas a realidade é bem diferente da mostrada no horário eleitoral gratuito. Escolas estão sucateadas, professores ganham misérias, pessoas morrem aguardando atendimento em hospitais, as drogas tomam conta da vida dos jovens, as favelas aumentam a cada dia, enfim, vários problemas que os governos insistem em esconder do mundo, mas que os brasileiros convivem todos os dias.

Enquanto o brasileiro continuar a tratar política como algo distante, que não mereça atenção, os maus políticos continuarão a se embrenhar nos governos e fazer o que bem entendem. Se fizermos uma escolha errada no dia 3 de outubro, isso se refletirá no futuro. Podemos não perceber isso de imediato, mas o Brasil com a cara que temos hoje é fruto de nossas escolhas. E se continuarmos a escolher errado, nada irá mudar. Gostando ou não, somos coniventes com a corrupção que impera o país, pois quando temos chance de mudar, nada fazemos. Cabe a nós, eleitores, virar a mesa e mudar o jogo, e o que precisamos fazer é dar mais atenção a esse assunto tão importante: a política. E deixar de lado a politicagem.

Por João Paulo Souza