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quarta-feira, novembro 30, 2011

Cultura e lazer no “Vamosiuní”

Criado por jovens com interesse de divulgar seus trabalhos, e também para interagir com outras pessoas, o VamoSiUní, escrito assim mesmo, no sentido de “Vamos Nos Unir” está ganhando forma na cidade de Blumenau. O evento é uma nova forma de se mostrar arte e integrar os membros jovens da cidade.

Realizado sempre aos domingos, o primeiro encontro aconteceu em julho de 2011 na Prainha, no bairro Ponta Aguda. Bandas, pequenas exposições e outros artistas tomaram seus lugares no meio do público, no meio daqueles que também foram ao lugar para relaxar e conversar com os amigos, além de prestigiar o trabalho dos demais.

A Prainha foi o local escolhido por ser mais adequado para o barulho dos músicos, e era considerado “abandonado” até então. Foi então uma maneira de aproveitar o local com uma boa causa, e um agradável ponto de encontro. Algo que fez a diferença na popularização do evento foi a divulgação no Facebook, onde dezenas de jovens foram informados e convidados.

No entanto, ás vésperas de um novo encontro, no mês de setembro, veio a enchente na cidade de Blumenau. O local, antes muito bem estruturado e espaçoso, sofreu com a subida do rio Itajaí-Açu, e grande parte de seu terreno, foi com as águas. A preocupação cresceu entre os organizadores do evento, a respeito do local.

Contudo, as águas baixaram e o evento pode novamente ser realizado. Infelizmente, em um local menor, já que parte do terreno cedeu com a pressão das águas do rio que corta a cidade de Blumenau.

A edição mais recente do VamoSiUní aconteceu no último domingo, dia 27 de novembro de 2011. Tendo início as 9 horas da manhã e seguindo até o anoitecer, centenas de jovens passaram pelo local, sendo animados pelas bandas e grupos de dança. Assim, o evento tem se mostrado um excelente local de cultura e lazer, para os artistas locais e para passar um tempo com os amigos.

Por: Matheus Gritten
Imagens: Divulgação

segunda-feira, setembro 19, 2011

As águas do Itajaí Açu inundam mais uma vez a cidade de Blumenau


Jaime Batista da Silva
No dia 08 de setembro Blumenau acordou com a certeza de que o rio transbordaria e, mais uma vez, a cidade seria inundada pelas águas. As chuvas das últimas semanas foram constantes e várias cidades do estado também foram assoladas pela enchente.

Como previsto pela defesa civil a partir das primeiras horas da tarde o nível do rio aumentou consideravelmente e tomou as ruas da cidade.

Quando o rio atingiu os 8,5 metros nove ruas da cidade foram alagadas. A partir daí a única coisa a se fazer era tentar salvar móveis e mercadorias das lojas e empresas e partir para um lugar seguro.

No fim da tarde todo o centro já estava alagado, causando um dos maiores prejuízos materiais já registrados na cidade.

O Hospital Santa Isabel, localizado na Rua Floriano Peixoto, no centro, emitiu comunicado às 11h00min informando que operava com número reduzido de funcionários e passaria a atender somente urgências e emergências.

Vários bairros ficaram isolados e um grande número de pessoas desabrigadas.


Redes Sociais: principal fonte de informação

Quando a enchente era inevitável a maioria das empresas da cidade, bem como as universidades e colégios, liberaram seus funcionários e alunos.

Como o transporte público ficou sem condições de trafegar, as operações ficaram comprometidas e muitas linhas simplesmente pararam.

Com as televisões locais transmitindo a programação nacional, somente as rádios e a TV Galega fizeram plantão, repassando informações úteis à população, porém é inegável o poder da internet nesses momentos. Com o deslocamento comprometido, os veículos convencionais se utilizaram da rede para colher informações e repassá-las à população.

As redes sociais, principalmente o Facebook e Twitter, tiveram como principal assunto o caos na cidade. O tráfego de fotos e vídeos foi imenso e possibilitou a todos que estavam conectados ter a visão da real situação nos mais diversos pontos da cidade – inclusive pautando e abastecendo veículos nacionais de informações.

O Jornal de Santa Catarina, o principal da cidade, disponibilizou durante todos os dias sua edição diária via web, além de atualizar constantemente sua home page com notícias sobre a tragédia.


Jaime Batista da Silva

Sai o sol

Foram quatro dias de muita tensão. Em alguns pontos da cidade houve falta de energia e água tratada, porém, o mais importante, não foi registrado nenhuma morte.

No domingo o sol voltou a brilhar e então iniciou-se os trabalhos de limpeza e reconstrução – algo que a população blumenauense já está acostumada a fazer e o faz em tempo recorde.


Enchentes: a sina blumenauense

Não é de hoje que a população blumenauense conhece a fúria das águas. Há relatos desde 1852. Porém a situação agravou-se consideravelmente desde 1983, quando uma das maiores cheias de todos os tempos destruiu a cidade.

Veja abaixo um breve histórico das principais cheias na cidade:

1983 – Uma das maiores cheias na cidade aconteceu nesse ano. Segundo o historiador Adalberto Day publicou em seu blog “a enchente de 1983 teve uma duração de 32 dias, do dia 05 de julho até 05 de agosto,atingiu a marca maior no dia 09 de julho, 15,34 metros”.

1984 – No dia 07 de agosto o rio atingiu 15,46 metros, o que causou tantos danos quanto no ano anterior, porém a enchente durou menos dias e a reconstrução da cidade foi mais rápida. Nesse ano surgiu a Oktoberfest, que é o maior produto cultural da cidade – a festa foi feita para levantar o ânimo da população e desde então tem sua edição anual durante o mês de outubro.

2008 – Nesse ano além das cheias do rio outro fenômeno assolou o Vale do Itajaí: os deslizamentos de terra, que causaram a morte de centenas de pessoas. Considerada a maior tragédia natural de todos os tempos no Brasil, a última semana de novembro nunca sairá da memória dos blumenauenses.

Portal Bela Santa Catarina

por Cícero Nogueira

sábado, setembro 17, 2011

Blumenau aprende a conviver com a enchente

Acompanhando a imprensa na semana de 7 de Setembro, desenvolvendo minha função no rádio, e agora lendo meus colegas no blog, levo mais um susto em relação a força da natureza. Agradeço por minha cidade, Jaraguá do Sul, não ter sofrido com a enchente e me solidarizo com as famílias atingidas em Blumenau e na região do Alto Vale do Itajaí.

Apesar de ter sido solicitado falar sobre as enchentes aqui nesta postagem, gostaria de enaltecer e enfatizar a força do povo de Blumenau. A história da cidade se confunde com as catástrofes climáticas. Foram diversas de destruições, desde a época da chegada do Dr. Blumenau até as de 1983, 1984 e 2008. Essa de 2011, observo que a cidade voltou a funcionar logo após. Será que Blumenau aprendeu a lidar com as enchentes? Talvez sim. Como disse, acompanhei pela imprensa, e apesar de se tratar de uma enchente, em pouco tempo a cidade voltou a carga normal. Faço um comparativo com 2008, onde muitas casas foram destruídas e vidas se foram. Volto no tempo e faço lembrar as enchentes para chegar ao ponto principal dessa postagem. Por tantas vezes a cidade destruída e o povo reergueu. Um povo trabalhador, empreendedor e com auto estima que supera a escuridão da destruição. Esse poder de reação é o exemplo que fica para o Brasil. A união e a solidariedade é característica particular dessa gente. Cidades que foram destruídas como Blumenau no passado, demoraram décadas para reconstruir.

Citamos o passado, destacamos o presente e agora vamos pensar no futuro. Ações deverão ser feitas pelos órgãos competentes visando evitar esses problemas . Existem tecnologias e maneiras de amenizar a destruição. Agora é a vez de quem lidera tomar atitude. O povo Blumenauense tem se defendido das catástrofes, mas não pode ficar esperando pela próxima. A esperança que um dia esse problema seja minimizado está nas pessoas.

Por Jailson Angeli