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terça-feira, novembro 19, 2013

E eu, o que faço com esses números?

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O jornalismo nos proporciona uma dose diária de diversas emoções, que podem ser de revolta, alegria, medo. Seja desde o resultado de uma partida de futebol do seu time favorito, a prisão de algum político, um crime que chega ao seu fim, etc.

Há algum tempo, as notícias econômicas estampadas nas páginas dos jornais, e em sites voltados ao assunto vem chamando a minha atenção. Além do interesse, o tema gera uma porção de dúvidas. Por que os leitores vêem o jornalismo econômico como algo chato? E se não é chato, por que muitas pessoas não o compreendem? Será isto um reflexo da inexperiência e falta de preparo dos profissionais que compõem as editorias de economia?

quarta-feira, agosto 21, 2013

Cooper adquire cinco operações de supermercado da Rede Breithaupt

A partir de 1º de outubro a Cooper, sediada em Blumenau, assume as cinco operações de supermercado da Rede Breithaupt em Jaraguá do Sul (Centro, Jaraguá Park Shopping, Vila Nova, Água Verde e Barra). A cooperativa fez uma oferta de compra das unidades quando a empresa jaraguaense manifestou intenção de não mais atuar no ramo de varejo alimentar.

Com a assinatura do Memorando de Entendimentos, iniciou-se a due diligence (auditoria legal), condicionante para a assinatura do contrato definitivo. Pelo acordo, serão assumidos os cinco supermercados e a equipe de aproximadamente 400 colaboradores destas unidades, sendo que em duas lojas (Vila Nova e Barra) a negociação inclui os imóveis. A cooperativa amplia de nove para 14 o número de filiais e passa a ter um quadro de 2,4 mil funcionários.

quinta-feira, novembro 29, 2012

Classe C(onsumista)


A classe C se tornou maioria da população brasileira no ano passado. Hoje cerca de 103 milhões de pessoas ganham em média R$ 1.450 e representam 54% da população – 20% a mais que cinco anos atrás. Para especialistas, este é um dos fatores que justifica o aumento no consumo interno mesmo em meio a uma crise mundial.

Mas afinal, qual o perfil destas famílias?

quarta-feira, novembro 21, 2012

Classe média sofre

Por Bruna Neto

Consumo, gasto, vontade, desejo. Podem ser considerados sinônimos para a economia. Em um mercado segmentado, as formas de comprar para as pessoas só aumentam. Internet, correio, lojas. Tudo é comércio, tudo é fácil. O “dinheiro eletrônico” é maravilhoso, mas a conta é real. Uma pesquisa realizada pela consultoria Kantar Worldpanel mostra que a Classe C é a única que gasta mais do que ganha.

O estudo analisou o comportamento de 27.500 mil consumidores semanalmente durante todo o ano de 2011. A pesquisa considerou também que a média de renda familiar da Classe C é de  R$ 2.027,70 e que são gastos R$ 2.060,12.

Os números são bastante expressivos, considerando que no Brasil, a Classe C representa cerca de 40% da população. As despesas considerados “outros” como, educação e vestuário respondem pela maior parte dos gastos, cerca de 38%; já as despesas fixas, como habitação, meios de locomoção, 33%.


Outro estudo da mesma pesquisa aponta que mais da metade das pessoas que responderam aos questionamentos têm a intenção de poupar, ou que gostariam de economizar pelo menos 10% da renda. Uma controvérsia facilmente explicável, mas difícil de acreditar.

Economistas afirmam que o ideal é poupar cerca de 30% do salário, independente de qual seja ele. Caso a prática não seja possível, a sugestão é ecomizar pelo menos 10% do ordenado mensal. Algumas dicas básicas são imprescindíveis na hora de relacionar os gastos, como por exemplo: analise as maiores despesas e prepare-se para elas (seguro do carro, IPVA); documente tudo (notas fiscais, lanches, gastos supérfluos); e, principalmente, avalie se suas despesas são realmente necessárias.

segunda-feira, novembro 19, 2012

A importância de conhecer cada tipo de público para obter êxito na comunicação

Por Josiane Caitano

As transformações econômicas que aconteceram nos últimos anos fizeram com que as agências de publicidade e propaganda tentassem encontrar a melhor forma de obter êxito com seus trabalhos e produtos. Para isso, perceberam que o conhecimento de seu público-alvo é essencial.

As empresas buscam conhecer as características de cada classe da população para saber de suas preferências e, assim, instigar seu interesse.

Renato Meirelles, diretor do Instituto de Pesquisas Data Popular, em palestra ministrada para empresários de Blumenau, no dia 31 de outubro, falou sobre o consumo da classe média brasileira. Para ele, as empresas precisam compreender a ascensão da classe C, pois ela é hoje, o grande público consumidor.

quinta-feira, novembro 01, 2012

Classe C, web e integração à baixo custo

Por Marlon Thiago Dumke


A ascensão de consumidores de baixa renda para a nova classe C revelou uma nova faceta do povo brasileiro. Além da dito popular da paixão por carro, cerveja, praia e novela, com maior poder aquisitivo da nova classe média surge uma nova paixão: a internet. O aumento na renda nas casas brasileiras movimentou o consumo de diversos setores da economia, entre eles está o de tecnologia.

A aquisição crescente de  computadores e dispositivos móveis está refletindo diretamente número de usuários de internet no Brasil. Estudos da  Securities and Exchange Commission (SEC) apontam que somente até junho deste ano, houve um aumento de 146% no número de usuários brasileiros na maior rede social do mundo, facebook. O país tem 56 milhões de usuários, o que corresponde 5,6% de todos os usuários de toda rede. Até o primeiro trimestre de 2012 o país já ocupava o sétimo maior mercado de internet do mundo em termo de usuários conectados, com 46,2 milhões de pessoas, revela a pesquisa da comScore.

Essa nova realidade da interatividade pela grande rede mundial de computadores aponta para um processo de comunicação cada vez mais integrada. A mesma medida que a pesquisa da comScore mostra que os brasileiros passam em média mais de quatro horas em frente ao facebook, por exemplo, os 'navegantes' buscam interagir com as medias tradicionais como a televisão. A experiência antes comum apenas no rádio, torna-se cada vez mais comum nos outros veículos.

Não obstante isso os recursos e serviços oferecidos pela internet apresentam que esse público crescente também irá ansiar por mais conteúdo  na web. Produções feitas exclusivamente para internet, ou a possibilidade de divulgação dos trabalhos artísticos ou intelectuais sem a necessidade recursos e os custos das produções para rádio, cinema e televisão é outro grande fator a ser explorado.Quem tem interesse em comunicar e lucrar com a infinidade de novos consumidores ávidos por novidades do mundo sem fronteiras da internet, faz uma boa aposta.

A inadimplência acompanha o consumo da classe C

Por Adriano Lins

O consumo crescente da população brasileira é uma realidade, nunca se comprou tanto como hoje. Graças a incentivo do Governo Federal e de ações de instituições financeiras, uma classe antes desprovida de poder de compra, começou a ter papel fundamental no setor de comércio, tornando-se a classe mais consumidora. Esta parcela da população denomina-se Classe C, que por gastar mais, acaba exacerbando nas aquisições e, o que antes era uma vitória, ao adquirir um bem, logo passa a ser dor de cabeça, para o consumidor e o credor.

Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), dos consumidores inadimplentes no país 47% pertencem a classe C, eles possuem renda familiar entre R$ 906 e R$ 2.200 mensais. Outros 33% são da classe B, com renda familiar entre R$ 2.200 e R$ 7.000 mensais. Somente 2% são da classe A, com renda acima de R$ 7.000. A classe D (rendimentos entre R$ 601 e R$ 905) soma 15% dos inadimplentes; a classe E (teto de R$ 600). O índice leva em consideração contas com atraso superior a 90 dias.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, atualmente 53% dos brasileiros pertencem à classe C. As classes D/E concentram 27% da população brasileira, e as classes A/B representam 20%.

Um dado chama a atenção, 22% das pessoas inadimplentes, possuem algum financiamento com instituição bancária, já os adimplentes são apenas 9%. Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, a aquisição de veículos é o grande vilão da classe C, as altas taxas e o financiamento estendido, sem a necessidade de entrada, fazem da prestação uma fatia grande demais no orçamento do consumidor.

Embora que as pessoas assumiram um número maior de dívidas em relação à sua capacidade de pagamento, essa tendência não se reflete no varejo de eletrodomésticos. Devido ao valor mais baixo das parcelas, o consumidor consegue arca-las e prioriza o seu pagamento, assim um planejamento dos gastos é melhor maneira de se livrar do estigma do nome sujo.

quarta-feira, outubro 31, 2012

Ascensão da "marolinha" à Bahia

Por Guilherme Puerari

Casas BahiaHavan, FIAT, estes são alguns dos paraísos e, destinos preferidos do salário. Através do IPI reduzido, das linhas de créditos para diversos perfis de brasileiros e financiamentos a perder de vista, as chamadas bíblias vão se acumulando aos montes nas gavetas dos brasileiros.


Esta elevação nos gastos da família brasileira se dá principalmente devido à ótima situação financeira que o país vive. Apesar da crise assolar grande parte da Europa, por aqui ela foi associada a uma “marolinha”. O país conquistou em 2011 a 6ª colocação no ranking de maiores economias do mundo, muito disso impulsionado pelas facilitações em adquirir bens, e o incentivo a movimentação do dinheiro.

No último mês de agosto o país atingiu a incrível marca de 5,3 na taxa de desemprego, segundo o IBGE. Esse número foi o mais baixo alcançado até hoje, desde a criação da pesquisa, ainda no ano de 2002. Como caracteriza o economista Marcelo Neri, a classe C “anda com as próprias pernas”.

Parte desta nova fase econômica brasileira pode ser vista na adquirição de bens, pois anos atrás seria impossível comprar bens materiais com tamanho parcelamento e facilidade, ou então com um preço fixo. Isso se refere em muito à classe C, antes largada ao léu, hoje é uma das responsáveis pela movimentação de caixa no país. Esta gasta com reformas na mobília da casa, no estudo, ou na aquisição de um veículo melhor para a família. “A nova classe média está trocando pneu com o carro andando, ela trabalha, faz curso à noite, se vira – isso mostra um lado batalhador, nada passivo”, analisa Neri.

Criada na década de 80, como forma de crítica ao país a música “Juvenília” retratava um cenário que hoje não seria mais cabível ao momento. Interpretada pela banda RPM, na voz de Paulo Ricardo, a letra continha entre outros exemplos partes como“Sinto um imenso vazio e o Brasil. Que herda o costume servil. Não serviu pra mim. Juventude. Aventura e medo. Desde cedo. Encerrado em grades de aço” falava sobre o vazio que o país vivia, a falta de esperança, uma nuvem negra que sombreava o país, fatos esses que hoje fazem parte apenas da história.

terça-feira, outubro 30, 2012

Sr. Dinheiro de Plástico e Sra. Internet

Por Larissa Neumann

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Atualmente, o Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet e contabiliza 50,7 milhões de usuários, que acessam regularmente a rede. Em 2011 as vendas no varejo brasileiro, alcançaram a marca de R$ 18,7 bilhões em compras no comércio eletrônico. Do total de usuários, 47% dos internautas brasileiros consideram a publicidade on-line muito influente na hora de fazer compras contra 38% que julgam que a publicidade na TV decisiva na hora da compra. Esses, entre tantos outros números que traduzem o poder da web e da televisão na hora de adquirir novas coisas, compõem uma recente pesquisa sobre o comportamento do e-consumidor brasileiro realizada pela Hi-Mídia e M.Sense e dados atualizados diariamente pelo IBOPE/NetRatings, líder mundial em medição de audiência de Internet.

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV. Os dados do Ibope revelam que 87% dos internautas usam a rede para pesquisar produtos e serviços. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas on-line. A verdade é que 93% dosusuários brasileiros já realizaram compras on-line e 62% o fazem todos os meses.

O estudo da Hi-Mídia e M.Sense, corrobora com os dados do Ibope e também revela que a rede é a grande influenciadora da decisão de compra. Mais de 70% dos entrevistados afirmaram que buscam informações sobre os produtos em sites de busca, redes sociais, blogs ou sites institucionais das empresas. Mesmo quando a compra não é realizada pela internet, a consulta de informações na rede é considerada essencial no processo de decisão, o que torna necessária a presença digital mesmo para marcas que não utilizam o canal de venda on-line diretamente.
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O desejo de comprar é quase tão antigo quanto respirar, com a diferença que já nascemos sabendo respirar e é de graça. A vontade de adquirir coisas é estimulado através de anúncios comerciais veiculados, principalmente, na televisão. Porém, com o advento que une pessoas em todo o mundo tem as coisas tem mudado. Hoje é possível assistir em portais na internet os mesmos programas que são transmitidos na TV.

E as mudanças não param por ai. Com linhas de crédito mais acessíveis, os 'cartões de plástico' estão proporcionalmente disponíveis para a população quanto como leite está disponível em supermercados, sem contar o incentivo fiscal abastecendo e empurrando a economia. Com todas essas facilidades a compra e venda de televisões, computadores e o acesso a web ficou muito mais fácil.

A ascensão das classes C e D é impulsionada por essas ‘facilidades’. Mesmo levando em conta as taxas de juros altíssimas o dinheiro de plástico é um recurso fácil. Quando mais pessoas adquirem computadores, máquinas que no universo jovem têm substituído a televisão, mais e mais pessoas também estabelecem conexão com a internet. E a internet por sua vez, continua a publicar e instigar os navegadores a se tornarem consumidores. É um círculo vicioso.

A nova classe média brasileira

Por Jean Volpato


IPI reduzido, crédito para o cidadão, parcelamentos estendidos, incentivo do governo, esses e outros motivos fizeram com que o consumidor tivesse mais poder de compra. A ascensão para classe média fez com que a classe baixa pudesse ter carro, casa e todos os produtos que ele sonhou, como o computador, celular e outros meios tecnológicos. Com isso, conhecemos uma nova classe de cidadãos, consciente de seus direitos e integrada com o mundo digital e tecnológico.

Poder de compra da Classe C garante maior oportunidade de acesso aos meios de comunicação

Por Letícia Oberger

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A classe consumidora está crescendo cada vez mais, e acompanhando o passo a passo do processo da evolução tecnológica. Com a redução nas taxas e impostos dos produtos, ficou mais fácil adquirir um equipamento que até pouco tempo atrás era considerado fora do orçamento mensal. Com esses benefícios é possível buscar melhorias de moradia e locomoção, além de garantir maior conforto com produtos mais arrojados e modernos.

A novidade socioeconômica dos últimos dez anos no Brasil é a ascensão da Classe C, que hoje já é a maioria da população brasileira (54%), segundo dados da sétima edição da pesquisa Observador Brasil 2012, feita pela empresa Cetelem BGN, do Grupo BNP Paribas, em parceria com o Instituto Ipsos Publics Affairs, divulgada em março deste ano. Considerada a “nova classe média”, essa parcela da população se tornou a principal estratégia de diversas empresas. Com uma renda mensal estimada entre R$ 1.064,00 e R$ 4.561,00, a família da nova classe, que está em pleno crescimento, é a umas das principais vertentes responsáveis por fazer a economia do país girar.

Ao adquirir produtos de alta tecnologia, essas pessoas estão consumindo mais informações, mesmo que de forma indireta. Isso porque o acesso aos meios de comunicação ficou mais fácil e rápido, e o poder de aquisição desses meios também aumentou.

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Hoje, as TVs possuem acesso a internet, e os programas jornalísticos e de entretenimento podem ser assistidos através da grande rede, mesmo depois de serem exibidos. Os celulares já permitem maior interatividade, e a TV a cabo não é mais coisa de outro mundo. O acesso as informações do mundo todo ficou mais fácil e atrativo, e a interação com o mundo virtual também.

Para agregar conteúdo aos assuntos apresentados nos telejornais, a opção foi disponibilizar mais dados na internet, através de um portal da emissora. Além disso, os próprios apresentadores e produtores já estão em contato com o público através das mídias sociais, o que proporciona maior participação da sociedade no mundo da comunicação.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Para brindar no fim de ano

Por Daiani Caroline Coelho

Para celebrar mais um fim de ano que se aproxima, nada melhor do que reunir a família e os amigos para uma tradicional ceia de Natal. Essa data, comemorada de diferentes formas ao redor do mundo, também possui peculiaridades quando o assunto são os pratos servidos.

Na Rússia, por exemplo, evita-se qualquer tipo de carne; os jamaicanos abusam das ervilhas em suas receitas para a ceia de Natal; na Alemanha, é tradição comer carne de porco e pratos de temperos fortes; e no Brasil, como todos sabem, os pratos tradicionais da ceia natalina são peru, chester, pernil e, devido à colonização portuguesa, em algumas regiões, bacalhau e rabanada também estão presentes.

Para acompanhar todas essas opções gastronômicas, uma boa bebida não pode faltar. E é aqui que entram os vinhos. Mais consumidos nesta época do ano, vinhos e espumantes estão espalhados por todos os lugares nas cidades.

Para o especialista José Carlos Grando, da Cia. do Vinho, o tipo de bebida que, quem quer consumir junto à ceia natalina deve escolher, depende muito do tipo de comida que será servida. “Nesta época do ano, os espumantes são bem adequados, como também os vinhos brancos. Para aqueles que gostam dos tintos, também podem ser servidos, desde que sejam macios, jovens e bem frutados”, recomenda.

Réveillon

Para celebrar a tão esperada hora da virada, a bebida escolhida, geralmente, é o espumante. Antes, só consumida nas festas de fim de ano ou em comemorações especiais, hoje, a bebida conquista cada vez mais apreciadores. Grando destaca que é possível encontrar uma grande variedade de espumantes nacionais do tipo Brut ou Moscatel de ótima qualidade. “Por serem leves e aromáticos, esses espumantes são ideais para serem consumidos durante o Réveillon”, destaca. Já para os consumidores mais exigentes, a indicação do enófilo são os espumantes franceses e espanhóis, que possuem preços mais elevados, mas também compensam na qualidade.


Vinhos, espumantes e champanhes

Toda essa variedade de produtos, tanto nacionais quanto importados, muitas vezes, gera confusão na hora da compra. Muitas pessoas não sabem, por exemplo, a diferença de produção entre o vinho, o espumante e o champanhe.

Grando explica que os três tipos são fabricados com uvas brancas ou tintas, o que muda é o processo de fermentação e de fabricação. Os vinhos são fermentados em tanques e depois envelhecidos em garrafas ou barris de carvalho. Já os espumantes passam por mais uma fermentação e é através dessa segunda fermentação que surgem as famosas bolhas.

A designação “champagne” é usada somente para os vinhos espumantes produzidos na região de Champagne, no Nordeste da França, das uvas Pinot Noir, Pinot Meunier ou Chardonnay. O termo é delimitado apenas a essa região produtora e é, inclusive, protegido por lei, garantindo a valorização da bebida no mercado mundial.

Outras regiões do mundo também têm denominações controladas. É o caso da Cava, espumante produzido na Catalunha, no Nordeste da Espanha, ou do Prosecco, um leve espumante exclusivo da região de Vêneto, na Itália.

domingo, novembro 13, 2011

Mercado online se alimenta da falta de tempo do mundo

Sair de casa, enfrentar uma longa espera em vários pontos de congestionamento na cidade,  achar uma vaga de estacionamento, ir até a loja desejada, aguardar atendimento, escolher a mercadoria, pegar fila no caixa e voltar para casa. Essa é a rotina básica de quem quer comprar alguma coisa na maioria das cidades brasileiras. Mas nem todos gostam disso, e a internet veio para suprir essa demanda também.

Os sites de compras coletivas vieram para ficar. Além de oferecer a praticidade de o comprador poder escolher tudo em frente ao seu computador, sem ter de passar pelo calvário acima já descrito, estes sites ofertam mercadorias com preços mais baratos, o que é uma fórmula de sucesso praticamente garantido.

Em alguns casos, os valores podem cair pela metade ou menos. O barateamento da mercadoria acontece, claro, pela maior quantidade de clientes, o que compensa a redução para o vendedor, tendo em vista que este já terá garantido o lucro na quantidade de artigos. Outro fator que contribui é a dispensa de intermediários. Por exemplo, não há vendedores (menos um custo) nem transportadora entre o depósito e a loja (outro custo). Junta-se a isso a facilidade e vemos que este segmento só tende a crescer.


Segundo o estudo “Forrester’s Latin American Online Retail Forecast", confeccionado pela Forrester Research, empresa especializada na elaboração de pesquisas voltadas para a internet, o e-commerce deve crescer cerca de 18% no Brasil nos próximos cinco anos. Além disso, este segmento deve faturar cerca de 22 bilhões de dólares em 2016, crescimento de 178% em relação aos 7,9 bilhões de dólares movimentados no ano de 2010.

O mercado online se aproveita da rotina apertada do mundo moderno, onde ninguém tem tempo pra ficar em filas, e fatura com isso. E este tipo de serviço pra ficar, como mostram os números.

Por Marcos Maia Borges

sábado, novembro 12, 2011

Endividamentos virtuais

Por Guilherme Lemos

Fazer compras pela internet no final de ano está cada vez mais cômodo. Produtos comprados em lojas virtuais muitas vezes são mais baratos do que os adquiridos em lojas físicas. Porém, as filas que se formam nos estabelecimentos no período próximo ao natal não são nada chamativas. Enfrentar um shopping lotado, acaba fazendo o consumidor perder muito tempo. Fazer pedidos através de sites como Amazon, Mercado Livre, Americanas e Submarino além de ser rápido, é prático. O pagamento pode ser feito por boleto bancário ou cartão de crédito. Mas tal comodidade pode não ser positiva.

Comércio aposta em serviços para conquistar o novo perfil de consumo das classes A, B e C

Por Erivelton Schmidt

O comércio brasileiro nunca esteve tão aquecido, mesmo em tempos de crise para a maior parte do mundo. Uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que do início de 2003 até maio deste ano, 48,7 milhões de pessoas entraram nas classes A, B e C no Brasil, quase a população da Espanha, um crescimento de 47,94%.

Além disso, essas três classes de consumidores começaram a mudar. E com essa mudança as empresas também precisaram investir em novas estratégias para abordar o seu público alvo. Os fabricantes de produtos e serviços para a classe A foram um dos que mais tiveram que se reajustar para atingir o novo público que surgiu.

Antes os consumidores dessa posição estavam interessados em grandes investimentos. Aviões, carrões de luxo, mansões. Tudo associado a grandes marcas. Nesse novo comportamento o luxo está associado com despojamento. Tudo se transformou em negócios mais intelectuais. E não demonstrativos de marcas. Eles ainda optam por marcas, mas aquelas que tenham responsabilidade social. Entre um produto com a mesma qualidade e valores próximos os clientes da classe A optam por quem tiver uma ideia de sustentabilidade mais forte. Aqueles que mostram ajudar toda a sociedade.

Geralmente, quem ganha com isso são as marcas com produtos feitos de materiais ecológicos. O que não faz cair o preço, mas sim aumentar o grau de comprometimento com os ideais do seu público. Os anunciantes e publicitários tiveram e ainda têm papel importante de ajuda nessa transformação da classe A.

A classe B ainda não possui uma formula fixa. Mas, uma grande característica que fez o comércio rever suas estratégias de abordagem foi o individualismo dessa classe. É um público que investe muito nos lançamentos. Eles anseiam por novidades. Desejam ter ao seu redor todas as coisas novas que surgiram no mercado. É um público que procura preços e consome inovações.

Outro ponto principal é que adoram serviços e lazer. Um grande mercado que conquistou essa classe foram os sites de compras coletivas. Eles oferecem todos os lançamentos do mercado tanto em tecnologia, quanto em estética, vestuário, e também, viagens por preços muito mais baixos que os do mercado.

Mas quem está virando o comércio de cabeça para baixo são os integrantes da classe C. Esse grupo evoluiu muito nas suas exigências. São tão exigentes quanto à classe B. Contudo o perfil de consumo é diferente. A pesquisa feita pela FGV revelou que somente na classe C entraram 39,5 milhões novos integrantes no período de 2003 à maio de 2011, um aumento de 46,57%.

O mais curioso dessa classe é o volume de produtos que consome. Eles preferem menos qualidade, mas não dispensam a marca. Além disso, a situação da economia proporciona a compra das marcas que sempre desejaram. As que sempre quiseram consumir. O público da classe C também se tornou mais conectado e sedento por conteúdo. O que torna o trabalho das agencias em criar campanhas mais complexo. Pois precisam associar todos esses elementos sem perder o foco principal: o preço.

A classe C se tornou um grande desafio para todo o mercado. E agora, é o principal movedor da economia do Brasil. Para as compras de final de ano as classes A e B pretendem gastar mais dinheiro em viagens e lazer. Uma pesquisa feita pelo instituto Data Popular em outubro deste ano revelou que a classe C já gasta mais com serviços do que com bens de consumo. O que faz o comércio também apostar nesse segmento para esse público.

Brasil: primeiro lugar no ranking do consumismo mundial

Por Camila Iara

Não há quem não se sinta remotamente atraído pelos apelos de consumo da sociedade contemporânea. Hoje em dia, ter o melhor par de tênis ou as roupas mais descoladas é essencial para manter o status de poder – principalmente entre os adolescentes. Segundo a revista Veja, um estudo realizado com garotas e rapazes de nove países mostra que, no Brasil, sete em cada dez jovens afirmam gostar de fazer compras.

Para tentar entender a presença da juventude brasileira na economia mundial, preste atenção no resultado da pesquisa: estamos em primeiro lugar no ranking do consumismo, deixando para trás países como França, Estados Unidos e Japão.

Com a proximidade do fim do ano, este quadro se intensifica ainda mais: as promoções aparecem, as vendas disparam e o comércio se prepara para mais uma temporada positiva no mercado. Em Santa Catarina, o consumidor deve investir em materiais de construção, óculos de sol ou de grau e móveis residenciais pelos próximos três meses. É isso que comprova o Índice de Predição de Mercado (IPM), pesquisa que antecipa o consumo das famílias catarinenses para as principais datas comemorativas do ano. Os gastos também devem ser maiores neste fim de ano, segundo os dados do IPM: índices favoráveis devem ser mais visíveis entre o final de 2011 e o início de 2012.

Mídia, infância e compulsão

O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) apresenta valores de R$ 210 milhões para a propaganda dirigida ao público infantil em outubro deste ano. A pergunta é: que tipo de criança precisa de dez pares de sapato, três bolsas e maquiagem cara para ser feliz? É interessante – e assustador – perceber que os pais perderam seu senso de autoridade, e que as regras da casa passaram a ser impostas pela televisão.
No contexto atual do consumismo no Brasil, os meios de comunicação social podem ser apontados como os principais propulsores da compulsão de crianças e adolescentes por produtos mais novos, mais caros e mais bonitos. Não é de hoje que a publicidade interfere na formação dos mais jovens: estamos todos imersos em imagens e sons que invadem nossas casas sem pedir permissão. Hoje, o desejo toma conta da necessidade.

As bebidas fazem a cabeça dos consumidores no final do ano

Por Camila Tibes

O final do ano começa a chegar, e com ele iniciam os preparativos para as festas do Natal e do Ano Novo. E nessas comemorações, mais do que em qualquer outra estão muito associados o consumo de espumantes, champanhes e vinhos. As bebidas mais finas sempre fazem a cabeça dos brasileiros nesse período do ano, e são muito consumidas.

Segundo pesquisas da AMIS, as vendas passam a ter um crescimento de até 30%, comparando com o ano passado o incremento pode ser de até 12%. A maior procura entre as bebidas finas são pelos espumantes e vinhos tintos. No último ano, mais de 13 milhões de litros de espumantes foram produzidos e comercializados no Brasil.

Hoje com a profissionalização dos produtores, e a chegada de novos tipos da bebida, as pessoas têm as mais variadas opções, para todos os gostos e estilos, além das diversas opções de preços.

Dados mostram que entre 2009 e 2010, o consumo dos espumantes no Brasil teve mais de 20% de crescimento. Dados ainda complementam que o número estimado do aumento é de 21,2%, sendo 20,3% de crescimento nas variedades brut e demi-sec e 24,6% na moscatel.

A vinícola Salton, por exemplo, teve um crescimento de R$ 207 milhões no seu faturamento em 2009, e em 2010 de R$ 240 milhões. E desse total, R$ 85 milhões resultaram da venda de espumantes.

Já a Cereser, que trabalha com espumantes mais populares, para atender a grande demanda de final de ano, inaugurou a maior linha de produção de espumantes do mundo. A fábrica está localizada na cidade de Jundiaí em São Paulo. A produção chega a uma velocidade de 26 mil garrafas de bebidas por hora.

A influência indireta da mídia no consumismo

Por Matheus Gritten

Com a chegada do fim de ano, o comércio entra em alvoroço. As vendas sobem, o movimento aumenta e a procura dos clientes é muito maior e a correria é grande. Em todo o país, os comerciantes se preparam para esta época especial do ano, com as festividades de fim de ano chegando, e é claro, os presentes de Natal.

Cada estabelecimento, micro empresas ou mesmo as grandes redes, bolam anualmente as suas estratégias para atrair o público. Sejam propagandas mais agressivas, marketing viral, os comerciantes sempre estão buscando uma maneira de atrair um público maior, de preferência superior ao último ano. É comum ver na televisão, durante os comerciais, nas ruas, através de panfletos e carros de som, dentre outros exemplos.

O consumo exagerado

Por Liana Formento

O mercado de hoje é forte e bem diversificado, a sociedade contemporânea é bombardeada por milhares de produtos que encantam e fazem os olhos brilharem, por suas campanhas publicitárias, que promovem o status, conforto, bem estar, entre outros truques. Ao se aproximar das festas de fim de ano, isto torna-se ainda mais evidente, muitas vezes, a compulsão por compras é algo doentio.

A satisfação por gastar dinheiro não é notada de imediato pelas famílias, ao contrário do que acontece com outras dependências, como o abuso de álcool e drogas. Assim, quem sofre desse transtorno, deverá levar muito tempo até perceber a sua doença por essa necessidade de consumo. Quando isso acontecer, a pessoa certamente sentirá vergonha por não poder vencer essa luta, porém isso pode levar anos até ser notado. Mas, nem sempre acontece durante todo o ano, muitas vezes a pessoa pode sofrer desse mal somente em ocasiões específicas, como as férias.

Quase se trata de compra por hábito ou impulso, a pessoa se sente atraída pelo produto, outras vezes, pela propaganda. Não há controle, a pessoa simplesmente não resiste e compra.

Os jovens são os alvos fáceis, esse transtorno acontece no final da adolescência, quando a pessoa adquiri seu crédito pela primeira vez. Começa ali a vida adulta e a dívida incalculável. As compras descontrolada podem estar associadas ao consumo de álcool ou drogas e o início da vida sexual.

Os dados da pesquisa feita pela Fecomércio-SC mostrou que quase 80% dos pais entrevistados vão deixar os filhos em casa na hora de comprar os presentes. A maioria deles, 53%, não vão seguir a sugestão de presente dos filhos. Apesar de o tíquete médio do presente das crianças ser mais alto do que o do Dia dos Pais (R$ 96,81) e Dia das Mães (R$ 100,51), as campanhas dos shoppings, na data, são bem mais modestas. Enquanto as do Dia dos Pais sorteiam carros de até R$ 60 mil, as do Dia das Crianças oferecem brindes e áreas de recreação.

Depois de todas as perdas causadas pelas chuvas em Santa Catarina, o comércio está seguro de que o consumidor irá garantir o presente da criançada.

Catarinense está gastando mais

Por Karin Bendheim

O aumento do consumo dos catarinenses foi de 2% no mês de outubro. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio)  e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Para a Federação, o aumento do Índice de Consumo das Famílias (ICF) cresce com a chegada do fim do ano. Já em relação à perspectiva de consumo das famílias os dados apontam uma alta de 12,7%.