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quarta-feira, outubro 31, 2012

Internet, um meio irreversível para os veículos de comunicação

Trocar informações no facebook, twitter, orkut, blogs, ler jornal, ouvir rádio, ver programas de televisão. Estes são alguns dos benefícios que a internet trouxe para a área jornalística que vivemos atualmente. Faz parte da convergência midiática.

Se há alguns anos atrás, você caro leitor, tinha que ir até a banca do seu Zé, comprar o seu jornal favorito, regional ou nacional, ou você que gosta de ouvir transmissões esportivas de outro estado brasileiro, com aquele ruído que atrapalha a identificação dos jogadores e fazem você ficar irritado, a internet veio para somar para os dois lados. Tanto para os veículos de comunicação, quanto para os consumidores.

Isso porque a internet abriu as portas para o público que não tinha acesso a determinado veículo de comunicação, a oportunidade de conhecer ele, assim ganhando mais apreciadores de seu conteúdo, resultando em mais um meio de faturar.

Mas este meio virtual não trouxe somente isto. Com ele veio o jornalismo em tempo real. Hoje por meio do facebook, blog, twitter, entre outros, posso postar informações que aconteceram em apenas cinco minutos atrás. Exemplo prático: estou andando tranquilamente pela rua XV de Novembro, centro de Blumenau, e presencio um acidente de automóveis. Com acesso a internet e um dispositivo móvel posso informar meu público sobre o fato que aconteceu e com foto para ilustrar.

O meio virtual veio para somar ao profissional da comunicação e aos consumidores das informações. A internet abriu de vez o diálogo entre quem informa e quem recebe a mensagem. E a ética jornalísta, mas do que nunca, está sendo testada por estas pessoas ávidas pelas informações.

Por Léo Bruno Manke

segunda-feira, outubro 15, 2012

Convergência midiática: um avanço no modo de fazer jornalismo que não altera seu compromisso com a ética

Hoje, a Internet já está com proporções tão elevadas a ponto dizer que estamos completamente dependentes do mundo online. O mundo está passando por momentos de crescentes mudanças, em que pessoas de todas as partes do mundo estão interligadas, se comunicam, interagem e tornam o que é longe, perto até demais. E no jornalismo não é diferente.

Claudia Galante, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que vemos nascer um novo paradigma dentro do processo comunicacional: a convergência dos meios.

A convergência midiática se refere a uma tendência que os meios de comunicação estão aderindo para poder se adaptar à Internet, consiste em usar este suporte como canal para distribuição de seu produto.


Claudia Galante, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que, no emergir nesse novo paradigma dentro do processo comunicacional, as novas e antigas mídias interagem de forma complexa e inesperada, alterando significativamente nossa relação não só com os meios de comunicação, mas também nossas relações sociais, políticas e culturais. Esta tecnologia possibilita que todos nós possamos ser não só consumidores de informação, mas também produtores e, desta forma, expandir nossa participação nos processos democráticos.


Outra questão que gera discussão é o fato de que, com o mundo digital, qualquer pessoa pode ser jornalista. Na realidade, com isso passou a ser possível a participação do público na produção do conteúdo jornalístico. E isso facilitou o trabalho do profissional de jornalismo.


Bruno Luiz Cardoso Tavares Antônio aponta que, com a junção de jornalismo e tecnologia, surge o chamado jornalismo em tempo real. Com isso, uma notícia pode ser conhecida no mundo inteiro em questão de minutos.

Um exemplo que podemos citar é o fato histórico acontecido no dia 11 de setembro de 2001 em New York. Em poucos minutos, as pessoas dos quatro cantos do mundo já sabiam do atentado às Torres Gêmeas. No vídeo, Luiz Nassif falou sobre o tema. Ele mostrou sua opinião sobre isso e foi bem claro. “Depois de cerca de 15 anos de atuação no Brasil, a prática jornalística está passando por mudanças bem profundas”, disse.

O meio online tem muito a somar com o profissional de jornalismo. No texto “Jornalismo na web: Por um código de ética específico”, Jorge Lima considera que a verdade continua o principal pressuposto jornalístico e ético. Com todas as mudanças acarretadas pela convergência midiática, em que, o público pode participar da produção da notícia e pode ser assim, considerado como uma fonte de pesquisa. Cabe ao profissional manter seu compromisso com a ética jornalística.

Postado por Josiane Caitano

quarta-feira, outubro 03, 2012

A realidade da Convergência Midiática

A confluência de diferentes meios de comunicação, através do uso da tecnologia, nada mais é que a convergência midiática, um processo onde vários canais de mídia se unem para existir e operar em sinergia. Algumas pessoas gostam de definir convergência simplesmente afirmando que é uma fusão de meios e veículos de comunicação. Há inúmeros exemplos que podem ser encontrados e, com o avanço do tempo e dos fabricantes de tecnologia, que estão desenvolvendo uma corrida para a fabricação de dispositivos, que incorpore um número máximo de mídias convergentes.

Daqui alguns anos, nós vamos caminhar com gadgets em nossas mãos que são rápidos e inteligentes, mais do que os supercomputadores, tendo uma melhor conectividade do que os celulares e  usados como televisões e jornais. Fato, é que a tecnologia está a agir como um catalisador na corrida de convergência. Há um número considerável de efeitos para a sociedade, e para o jornalismo isso é evidente, e o profissional deve assumir isso, sem deixar a ética jornalística de lado.

Esta confluência de mídia é algo que afeta a todos nós a cada dia e tal, tornou-se o modo de vida que a sociedade se adapta e muda de acordo. Primeiro, começou apenas com uma carta escrita, em seguida, procedeu-se os que foram digitados em uma máquina de escrever, seguido do fax e e-mail. Imagino o auge da convergência onde uma figura iluminada gráfica iria sair de nossos gadgets para entregar um e-mail, por via oral, ou graficamente.

Com este processo que  rápido afeta nossas vidas e carreiras, fica mais e mais competitivo lá fora, como uma necessidade de aprender a tecnologia convergente, logo que ela apareça, se curvando ao jornalismo em tempo real. Tudo  em torno de um universo que converge para a inevitável vida tecnológica no jornalismo.

Portado por Adriano Lins

terça-feira, outubro 02, 2012

Convergência midiática: o jornalismo na internet


Muito se fala em convergência midiática e como será o futuro dos meios de comunicação. Em debates, salas de aulas, no local de trabalho, a discussão gira em torno do avanço tecnológico e da forma com que os meios convencionais vão sobreviver. O jornal impresso, por exemplo, em diversos momentos falou-se que iria acabar, porém ele ainda é bastante presente no dia a dia da sociedade. Além disso, as rádios, TVs e revistas também não perderam suas características principais, apenas se adequaram ao “novo modelo” de transmitir a informação ao público.

Hoje, a tecnologia é uma aliada dos meios de comunicação. O jornal impresso é disponibilizado na internet, as rádios e TVs também estão por lá. Na maioria dos casos, os veículos utilizam seus sites e mídias sociais para aprofundarem os assuntos que já haviam apresentado, mas que por falta de tempo disponível, não puderam trazer mais informações sobre determinado fato. Além disso, os portais são uma forma de manter informados aqueles que não podem, por algum motivo, assistir TV, ou acompanhar as notícias através do rádio.

Isso é o que chamamos de jornalismo em tempo real. Um bombardeio de informações, a qualquer momento do dia, sem pausas para almoço, janta, café e até mesmo para dormir. Porém, vale a pena destacar que na internet todos tem a oportunidade de postar aquilo que bem entender, o que nem sempre pode ser verdade. Ai então é necessário que o leitor tenha discernimento para aproveitar aquilo que realmente possui credibilidade e ética jornalística, daquilo que não possui fontes confiáveis.

A internet chegou como uma aliada, porém o conteúdo que nela é postado deve seguir a risca os mesmos critérios que são utilizados nos meios comuns. A veracidade não pode faltar em momento algum, afinal os sites e mídias são os representantes dos veículos de comunicação na internet.

Postado por Letícia Oberger

quarta-feira, novembro 30, 2011

Novas Mídias a Favor do Jornalismo.

Novas tecnologias a serviço do jornalismo são necessárias e muito bem vindas. Nos tempos da explosão do uso das redes sociais, o mundo ficou mais dinâmico e a cada dia surgem novas formas de comunicação instantâneas, que aproximam as pessoas e fazem as notícias se espalharem cada vez mais rápido.

Com o mundo andando em um ritmo tão acelerado, onde você pode fazer uma compra com o cartão de crédito pelo telefone celular e informações pipocam de todos os lados, o jornalismo em tempo real foi apenas questão de tempo. Com o advento do Facebook e o Twitter, principalmente, essa função de instantanedade do jornalismo ficou mais fácil e ainda mais presente.

Hoje os veículos recebem informações até de quem, antes, era apenas o informado. A facilidade do acesso a opinião do público ficou tão facilitado com a internet que as novas mídias foram se introduzindo naturalmente ao jornalismo.

Porém a necessidade de um grande volume de notícias, transformou a qualidade em quantidade, fazendo qualquer fato cotidiano virar manchete.

E com tamanho fluxo de informações, a ética jornalística vem sendo esquecida, ou pelo menos deixada de lado, onde poucas informações são checadas e muitas acabam sendo copiadas sem os créditos devidos.

Imagens: Google Imagens

quarta-feira, outubro 26, 2011

Jornalismo em tempo real

Uma das cenas mais comum que podemos observar em diversas casas do mundo inteiro é: João sentado diante da tela do computador, sozinho, mas falando com o mundo. Milhares de pessoas se comunicam hoje com sentenas de outras através da poderosa web e, estão cada vez mais sozinhas. Essa tal de internet facilita a troca de informações online e ajuda muito o dia-a-dia da sociedade, trazendo muitos benefícios, mas ao mesmo tempo afasta as pessoas uma das outras.

Alguns acreditam ser interessante se comunicar pela tela do computador, pois assim podem criar um 'eu' virtual que na verdade não existe. Hoje é normal você trocar e-mail com alguém que está a cinco metros de distância, por exemplo. Os pais, ocupados com suas dificuldades e trabalhos, acabam deixando seus filhos entregues a essa mídia online e, permitem que aprendam os ensinamentos da vida sozinhos.

Os dois vídeos apresentados em sala, dos jornalistas Luis Nassif e Marcelo Tas, apresentam um conteúdo sobre a prática jornalística na era da internet. Na entrevista com Nassif, pode-se perceber que mesmo após 15 anos de jornalismo online no Brasil, as alterações estão ocorrendo mais na prática do que na adaptação textual ou de linguagem. Tas fala sobre a mudança dos meios de comunicação desde sua infância até os dias atuais. Mostra como tem poder a grande rede de informações que estamos conectados, na qual nos permite trocarmos informações com o mundo todo, possibilitando a consciência do tempo real que estamos vivendo. O jornalismo em tempo real pode ser considerado uma figura de linguagem utilizada para associar a proximidade e a rapidez com que a informação é transmitida, até o momento em que ocorre o fato, chegando aos receptores, sejam eles leitores, telespectadores ou ouvintes.

A jornalista Sylvia Moretzsohn, autora do livro Jornalismo em "tempo real" comenta: "O tempo do mercado financeiro dita a regra: rush or perish – a rapidez é a condição da sobrevivência, sem que, entretanto, se saiba em que sentido é preciso ser rápido. Mas o jornalismo do tempo real esconde a crítica e encobre a lógica do capital, ao contrário, celebra a nova utopia tecnológica representada pela internet e sua possibilidade de interligar o mundo com informações instantâneas e em fluxo contínuo".

A escolha por utilizar o jornalismo em tempo real, ao invés do jornalismo online, deve ser pelo fato desses termos transmitirem uma falsa sensação da comunicação mediata, através do computador, criada por Castells, enquanto que na verdade, o jornalismo online teve início com a invenção do telégrafo de Morse, em 1844. Apesar de se tratar de um anglicismo, a tradução de online para o português seria “em linha” e assim, a expressão descaracterizaria a ideia do termo original em inglês.

A questão ética

A ética dos jornalistas se confunde com os interesses de muitos políticos. Hoje a imprensa, mais do que em qualquer outra época, esta sendo pautada por informações que vazam. Aparentemente parece que vão denegrir a imagem de políticos, que são publicadas baseadas nas suas declarações, com isso, os jornalistas procuram verificar o quanto essas notícias podem ser real.

Com todo esse avanço da internet os meios de comunicação sofreram com a perda de assinaturas e de ibope. As grandes empresas acreditam não poder concorrer com essa nova tecnologia e, se aliaram a ela, assim surge a convergência, onde as vária mídias podem ser encontradas na internet. Esse processo ainda vem acontecendo, é uma tendência que já chegou no Brasil, vindo de experiências de empresas estrangeiras e copiadas pelas nacionais. Sendo assim, convergência midiática é uma tendência que os meios de comunicação estão aderindo para poder ser adaptar a internet.

Por Liana Formento.
Fotos: Google Images.

Convergência Midiática: o jornalismo adaptado a internet

Em pouco mais de 20 anos o mundo do jornalismo mudou. Os suportes para as ferramentas que produzem informação deram um salto. As novas tecnologias a serviço do jornalismo são imprescindíveis. Com a convergência midiática a TV, o Rádio e o Jornal Impresso foram parar em apenas um suporte: a internet. E todas essas ferramentas que utilizam uma ou mais mídias exigem novos procedimentos e narrativas para conseguir elaborar e disseminar conteúdo. Isso traz novas oportunidades de negócios.

Com isso, a função jornalista mudou. Há vinte anos era moda se especializar em apenas um tipo de veículo, não que hoje isso esteja errado, mas agora o profissional precisa ser capaz de produzir material informativo em texto, áudio, vídeo, fotografia. Enfim, todas as ferramentas capazes e explorar a tecnologia disponível a seu favor. E em muitos casos, precisa fazer isso simultaneamente. A convergência não é apenas a transposição de um formato para outro, a linguagem é uma questão que também precisa mudar. Afinal cada meio tem a sua peculiaridade. O jornalista precisa dar sentido a tudo aquilo que pública na web e criar mecanismo para fidelizar o leitor/internauta.

Henry Jenkins é o criador desse conceito convergência midiática. Segundo ele, essa é a forma, ou melhor, a tendência com que os meios de comunicação estão aderindo para poder se adaptar a internet. Em seu livro, A Cultura da Convergência, Jenkins escreve que a ideia da convergência midiática serve para traduzir as mudanças nas formas de relacionamento do público com os meios de comunicação. Ele observa ainda que, por enquanto, estamos experimentando esta reconfiguração através da nossa relação com a cultura popular e o entretenimento comercial. Jenkins propõe ainda que, no futuro, as habilidades adquiridas nesses processos apresentarão implicações consideráveis no modo como aprendemos, trabalhamos, participamos de processos, etc.

Esse conceito desenvolvido por Henry Jenkins nos leva a uma pergunta: Essa mudança das mídias tradicionais para a internet é o recente jornalismo em tempo real? É difícil responder. Nenhum pesquisador ainda definiu ao certo que é. Alguns chamam de Webjornalismo, Jornalismo Digital, Jornalismo Online, outros de Jornalismo Eletrônico, Jornalismo de Internet. E todos esses termos têm significados que se confundem de acordo com a interpretação de cada autor.

Mas, é possível notar que essa expressão Jornalismo em Tempo Real é uma figura de linguagem utilizada para associar a proximidade da instantaneidade com que a informação que é transmitida, do momento em que ocorre o fato a ser noticiado ao momento em que chega aos receptores, sejam eles leitores, telespectadores ou ouvintes. O jornalismo em tempo real não necessariamente precisa de comunicação mediada por computadores. Mas, em sua maioria encontra-se na internet, pela interatividade disposta ali. E essa integração facilita muito a vida de quem busca a informação. Porque ao mesmo tempo em que ele lê, ele pode assistir, ouvir e ainda compartilhar.

Entretanto, tanta facilidade de publicar conteúdo na web e fazer essa convergência entre as três mídias tradicionais, tem criado no jornalismo grandes desafios, principalmente quanto a relação ética. A instantaneidade é a principal característica da web. Mas não podem ser esquecidas as lições básicas de se fazer jornalismo, como a de se checar as informações enviadas. A pressa leva a graves deslizes éticos. Não foi difícil verificar informações equivocadas, dados publicados sem a devida apuração ou o uso de informações falsas enviadas pelos internautas, igualmente sem a devida verificação. Um bom exemplo foi o portal UOL, maior da América Latina., que publicou uma montagem enviada por um leitor.

"O compromisso fundamental do jornalista é com a veracidade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação” - Artigo 4º do Capitulo II do código de ética.

Erivelton Schmidt
Fotos: Divulgação

O Jornalismo na Atualidade

No mundo atual, as tecnologias que envolvem a internet são indispensáveis. Não há como imaginar uma empresa que não trabalhe com algum tipo de comunicação online. Toda essa convergência midiática parece que aconteceu de uma hora para outra, mas, na verdade, ela vem adquirindo seu espaço lentamente, há muito tempo.

Através da tecnologia, todas as pessoas têm a oportunidade de serem vistas na rede. Um simples telefone celular, por exemplo, pode virar uma câmera fotográfica ou filmadora e captar algo que venha a ser uma importante notícia. O mesmo vale para um blog. Qualquer pessoa que tenha acesso à internet pode criar uma página e gerar conteúdo diariamente.

O jornalismo ficou mais rápido. Hoje há a necessidade da notícia "na hora". Todos sabem tudo o que acontece em tempo real. Não espera-se mais para ler o que vai sair no jornal no dia seguinte. Essa rapidez com que a notícia é gerada também exige uma maior preparação dos jornalistas. Há a necessidade de se adequar aos novos tempos e formas de comunicação.

O mesmo é válido para as empresas. Muitas ainda não possuem, por exemplo, alguma rede social. Agindo assim, elas perdem espaço no mercado, e a chance de ficarem mais próximas de seus clientes. O mercado de trabalho está mais competitivo.

Para estar preparado para essa nova era da comunicação, o jornalista precisa enfrentar os problemas que surgem no cotidiano, sempre com criatividade e, claro, mantendo a ética. O contato com as pessoas se tornou mais fácil nesta era digital. Por isso, é necessário cada vez mais tolerância e capacidade de discernir o certo do errado, para que a ética não seja confundida com interesses pessoais.

Por Daiani Caroline Coelho

(Fotos: Google Images)

A convergência midiática e o estudante de jornalismo

Para muitos estudantes de jornalismo o assunto "Convergência Midiática", não é novidade, mas ainda há muito que ser analisado, praticado e experimentado, pois é a hora de novas aprendizagens exigidas na profissão. Todos devem acompanhar as transformações, a maneira como circulam e são utilizadas todas as informações que estão ao redor.

De tempos em tempos surge uma nova formar de se comunicar, temos o Youtube, Flickr, fotologs, sites, blogs, a internet possui as mais diferentes mídias, sejam elas novas ou velhas conhecidas nossas, de maneira conjunta, convergente.

Existem várias opções, texto, vídeo, áudio, fotos, alguns com tudo junto, para formar um mundo completo e cada vez mais atraente na comunicação. Hoje em dia, uma empresa de comunicação, seja de rádio, impresso ou televisão, tem quase como obrigação disponibilizar seus conteúdos em um próprio site ou em redes sociais.

Aos poucos os veículos de comunicação vêm mudando a sua rotina na produção das notícias jornalísticas, utilizando diversas ferramentas para a construção dela. O conteúdo está mais atraente, mais chamativo, pois uma mesma matéria é apresentada em diferentes formatos, ela possui ao mesmo tempo texto, uma galeria de fotos, um ou mais vídeos ou áudio, tornando-se assim mais completa.

Nos dias atuais as maneiras de se fazer notícias não faltam, a produção de um conteúdo inédito, por exemplo, pode vim através de um celular, um acessório útil na vida de todos, que pode ser uma grande ferramenta de comunicação. Com uma câmera fotográfica e filmadora, o aparelho se torna o próprio instrumento de produzir notícia.

Por isso o jornalista multimídia, deve estar atento a essas novas técnicas e maneiras de se fazer notícia que estão surgindo, sempre é claro estando atento a ética acima de tudo. O jornalismo atualmente não é baseado somente em escrita, muitas vezes um vídeo ou gravação pode valer muito mais.


Por Camila Tibes

(Fotos: Google Images)

Jornalismo e ética em tempos digitais

Existem pessoas que afirmam que estamos vivendo a “era da comunicação”. Nunca saímos dessa era, pois desde que o mundo é mundo a humanidade têm aprimorado os mecanismos para se comunicar de forma mais assertiva. Ou houve um período na história em que nós, os mortais, paramos de espalhar nossas ideias ou se interessar pelas ideias dos outros?

O que estamos vivendo hoje é a instantaneidade da informação. A tecnologia permite que o intercâmbio de informações seja feito de forma muito rápida e eficiente – não significa exatamente que as pessoas estejam mais informadas. Aliás, há especialistas que afirmam que é justamente essa demanda desenfreada de informações que acaba por tornar o indivíduo mais alienado e, conseqüentemente, desinformado. Porque vou pesquisar em um bom livro se em poucos clicks consigo um resumo na internet?

Tão grande quanto a rede é o número de “especialistas” em novas mídias. Difícil hoje é apontar quais são as novas mídias, visto que as plataformas do ano passado já estão sendo substituídas por outras, mais rápidas, interativas e econômicas . Quem comprou um netbook já está excluído e juntando dinheiro para ter um tablet. Quem publicava em blog agora precisa saber escrever e interagir com a tecnologia mobile, e por aí vai....

Muito se fala hoje em convergência midiática, comunicação em tempo real, e outros conceitos que remetem à tecnologia e compartilhamento de informações na rede mundial de computadores. Todo mundo está maravilhado com a possibilidade de gerar conteúdo e distribuir na nuvem, possibilitando assim sua autopromoção. E essa alquimia gerada pelas redes sociais está tornando os indivíduos mais exibicionistas, menos críticos a sua exposição.

Diante dessa realidade o jornalismo se vê “ameaçado’ do ponto de vista da ética. Como qualquer indivíduo que tenha acesso à rede pode “noticiar”, o jornalista tradicional acaba vendo sua função ser banalizada. Há uma corrente de pensadores que defende que é uma questão de adaptação e não necessariamente uma ameaça – e essa realmente parece ser a conclusão mais sensata – mas há os que digam que hoje em dia “todo mundo é jornalista”.

O fato é que, concorrendo com outros veículos, já era difícil ser jornalista e abastecer o público com informações relevantes e interessantes, imagine agora que qualquer um pode mostrar com vídeos, áudios e fotos... Daí a importância de este profissional se manter íntegro, primar pela ética, pelos critérios de noticiabilidade.

Certamente não é uma tarefa fácil, porém não é impossível. Se na época em que o número de emissores de informações era menor a ética era quesito básico para exercício da função, agora ela é uma exigência feita inclusive pelo público. Os receptores acabam sendo os vigilantes da imprensa e qualquer deslize gera reações em escala global em questão de segundos. É por isso que todo cuidado é pouco e a ética deve ser um hábito a ser alimentado todos os dias, estejamos on ou off line.

por: Cícero Nogueira
imagens: Google Imagens

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Web jornalismo

O jornalismo tem passado por profundas mudanças nos últimos tempos e muito se deve ao avanço da tecnologia e a popularização da internet. Se há algum a tempo a divulgar fatos e distribuir informação era exclusividade para jornalistas profissionais, e ao restante da população caberia o papel de consumidor de informação em três suportes diferentes: jornal, rádio e TV, esse tem ficou no passado.


A internet absorve todos os meios de comunicação. É possível ouvir música, assistir vídeos e programas exclusivos e até ler o jornal. As grandes redes de TV estão internet como G1, da rede Globo; e R7, da rede Record, emissoras de rádio  e jornais que possuem versão impressa e on-line. Ou no caso do jornal do Brasil, um dos mais antigos do país, somente a versão on-line já que não circula mais a versão impressa.

Mas podemos ir além. Hoje com tantos canais a disposição para se comunicar até mesmo um leigo pode dar informação e furar os meios tradicionais usando redes sociais como, por exemplo, facebook, Twitter e o Orkut atingindo um número tão grande pessoas quanto os profissionais da imprensa. Principalmente se levado em conta o número de celulares no Brasil, mais de 157 milhões. Quase todos com acesso a internet.

A principal diferença é que o jornalista por formação tendem a obedecer à agenda da grande imprensa, enquanto os amadores seguem os impulsos e critérios próprios. Caberá ao webjornalismo a missão de ser imediato factual e ao rádio e a TV ser mais analítico dando mais atenção para os desdobramentos da notícia. Além da credibilidade que as empresas jornalísticas pregam e da ética profissional guiada pelos conceitos do jornalismo para checar antes de publicar.
 
Por Eneias Mutte

quarta-feira, dezembro 01, 2010

O Jornalismo hoje

As novas tecnologias a serviço do jornalismo são necessária e imprescindíveis, mas geram debates em torno da substituição do homem pela máquina e assusta aos profissionais que estão estabelecidos no mercado. Apesar da aparente novidade, a convergência midiática, no entanto, já acontece há muito tempo.

O jornal impresso incluiu a fotografia e hoje tem versões para internet e outros suportes. A tecnologia criou a descentralização da produção pois, em tese, qualquer pessoa com um celular ou uma câmera de vídeo pode gerar notícias.

A convivência da TV, do rádio e do jornal em um mesmo suporte, a internet, é um problema a ser resolvido, já que “cada suporte tem um formato peculiar”, afirma Marcelo Freire, mestrando em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. O mercado de trabalho se torna mais competitivo, pois a tecnologia dá mobilidade e permite multi-funcionaidade aos profissionais da comunicação.

A convergência midiática não é apenas a transposição do formato de um veículo para outro. “A questão da linguagem é peculiar em cada suporte. A nova função do jornalista é dar sentido ao que publica na web e criar mecanismos para fidelizar o internauta”, conclui Marcelo.

Hoje existe também o jornalismo em tempo real. A expressão é uma figura de linguagem utilizada para associar a proximidade da instantaneidade com que a informação que é transmitida, do momento em que ocorre o fato que é noticiado ao momento em que chega aos receptores, sejam eles leitores, telespectadores ou ouvintes.

Para sobreviver a essa nova era na profissão, precisa estar preparado para enfrentar, com criatividade competência e ética jornalística os problemas do cotidiano, ser flexível, tolerante e atento às questões da diversidade cultural da nossa sociedade para evitar que a ética seja confundida com interesses escusos de algumas pessoas.

Mesmo com todas essas novas mídias e suportes para a divulgação das notícias, o princípio básico do jornalismo continua sendo o mesmo:  escrever para o seu leitor, exercitar a seriedade e a ética é a base da confiança que surge entre o jornalista e seus leitores.


Por Monica Souza

Jornalismo 2.0



Para quem nasceu por volta dos anos 80 e 90, ter um vídeo-cassete em casa era o máximo, hoje ele se tornou algo obsoleto. Foi substituído pelo DVD, que já está sendo trocado pelo Blu-ray. Ou até mesmo se pode assistir vídeos em diversos formatos pelo computador.
  
A tecnologia se desenvolve muito rápido, e vários profissionais precisam acompanhar isso. Um deles é o jornalista.

 

Com a internet o campo profissional do jornalismo aumentou muito. Ela pode ser usada tanto como um veículo de comunicação, ou como ferramenta para os veículos tradicionais como o rádio, a televisão, o jornal, entre outros. Marcelo Tas, em palestras feitas pelo Brasil fala da importância da internet. "Isso não é uma rede de computadores, é uma rede de gente", diz.

A web possui muita informação, e nem sempre ela é confiável ou idônea. Aquela regra de ouvir sempre os dois lados continua valendo para a internet. A ética jornalística deve sempre ser preservada, em qualquer veículo que o profissional atue. Hoje, alguém que sabe lidar com essas novas mídias é mais valorizado e buscado que outros, por isso a responsabilidade dele aumenta.

O jornalista de hoje precisa estar preparado para atuar com o jornalismo em tempo real, pois as pessoas não vão precisar esperar o jornal do outro dia, ou o telejornal da noite para conseguir alguma informação, se precisarem dela com urgência, é na internet que vão buscá-la.

Nas palestras, Marcelo Tas fala como o Twitter é importante para o CQC, pois os comentários das pessoas servem para melhorar a qualidade do programa.

Uma pesquisa feita pelo IBOPE aponta que hoje cerca de 67,5 milhões de pessoas usam a internet no Brasil. A web trouxe a convergência das mídias, e o jornalista precisa dominar isso, pois o poder agora está nas mãos do usuário, que com um único click pode nos deixar e mudar de página.


Por João Paulo Souza

domingo, novembro 28, 2010

Jornalismo e ética na era digital

Passamos no mínimo quatro anos na faculdade em busca de conhecimento. Nosso principal objetivo é aprender como agir ao nos depararmos com o mercado de trabalho. A prática pode ser muito diferente da teoria, mas quando saímos da academia a bagagem cultural que adquirimos faz a diferença.



Temos uma disciplina chamada ética no jornalismo, matéria essa fundamental para compreendermos melhor as maneiras de trabalhar com o jornalismo e ao mesmo tempo mantermos a ética como profissionais. Infelizmente é comum muitos profissionais se corromperem perante o mercado capitalista em que vivemos. Por muito pouco, jornalistas divulgam fatos insignificantes e plantam notícias sensacionalistas.


Para ser ético é preciso ir muito além de divulgar dados, é necessário ouvir os dois lados, talvêz até um terceiro. É indispensável averiguar o conteúdo veiculado, verificar a veracidade das fontes, ser objetivo e principalmente imparcial, divulgando de fato o que realmente aconteceu.

Estamos na era da convergência midiática, tudo se modifica rapidamente, a internet é uma ferramenta importantíssima e na maioria dos casos ela é fundamental.



Para que o jornalismo possa se aprimorar é necessário aderir as novas tecnologias. No entanto, muitas vezes a instantaneidade e a proximidade da notícia tornam o jornalismo mais acessível ao público, mas também surgem muitas informações duvidosas.


Os profissionais da área de comunicação estão cada vez mais atentos aos meios digitais. Fazer jornalismo nos dias atuais tornou-se algo fácil, mas ao mesmo tempo muito perigoso. É o chamado jornalismo em tempo real. São inúmeras as ferramentas disponibilizadas pela internet. A interação com o público juntamente com a facilidade que as redes sociais proporcionam permite que qualquer pessoa faça “jornalismo”.


Além disso temos um agravante, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que jornalista não precisa mais de diploma para exercer a profissão. Fato este que muito nos preocupa, pois, se já com formação existem muitos profissionais que não agem com ética no mercado, imagina sem!


 Com a globalização e com as facilidades das redes sociais, que pode ser considerada uma certa definição de convergência midiática, tudo é muito rápido. O que ocorre no outro lado do mundo leva apenas segundos para que todos que têm acesso a internet fiquem sabendo.


O jornalismo em tempo real tornou-se algo benéfico, pois temos acesso a tudo que acontece em todo o mundo, independente das distâncias. Porém há um agravante, nem tudo que é veiculado nestes meios é verdadeiro e confiável.

Muito lixo eletrônico pode ser confundido diariamente com notícias. Utilizar destes meios é indispensável para o jornalista, porém, a veracidade do conteúdo e a credibilidade do veículo que publicou o material deve ser divulgado.




Por: Julcimery Schreiber