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quarta-feira, outubro 17, 2012

Convergência midiática no mundo globalizado

O novo jornalista de web tem a responábilidade analisar além dos padrões normais de informação. Um novo modelo de profissão com mensagens claras e objetivas norteando as expectativas do novo leitor.  A globalização traz uma preocupação a mais para o jornalista, tornar a informação ágil e rápida em um mundo tecnológico. Hoje qualquer pessoa com um celular e uma câmera pode reportar a notícia e compartilhar essa informação para milhares de pessoas.

A convergência midiática é o resumo desse estilo que embora muitos teóricos acreditam que não é algo novo, todos concordo que se trata de um tema que lida com situações novas a cada dia. “O mercado de trabalho torna-se mais competitivo, pois a tecnologia dá mobilidade e permite multi-funcionalidade aos profissionais da comunicação, na opinião de Fernando Firmino.  O repórter passa a trabalhar para ‘marcas’ e não mais para veículos em particular" Afirma Marcelo Freire,  mestrando em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia.

TV, rádio, jornal impresso, internet, esses diversos meios de mídias, se por um lado unificam as possibilidades no acesso a informação, por outro exige que o jornalista crie uma narrativa própria e adequada para cada meio, pois em sua individualidade cada suporte apresenta características diferentes e tem que ser manuseada dessa forma.

Uma das possibilidades desse meio  é a integração de cada veiculo, a internet por exemplo pode reproduzir as informações dos jornais impressos, revistas e TV. Por sua vez a revista pode reproduzir as informações do rádio, TV, internet e assim consecutivamente com os outros veículos. Diferente do que muitos autores de livros sobre comunicação pensavam as novas possibilidades não interferem umas as outras, mas sim as completam.

Por Jean Volpato

terça-feira, outubro 02, 2012

Convergência midiática: o jornalismo na internet


Muito se fala em convergência midiática e como será o futuro dos meios de comunicação. Em debates, salas de aulas, no local de trabalho, a discussão gira em torno do avanço tecnológico e da forma com que os meios convencionais vão sobreviver. O jornal impresso, por exemplo, em diversos momentos falou-se que iria acabar, porém ele ainda é bastante presente no dia a dia da sociedade. Além disso, as rádios, TVs e revistas também não perderam suas características principais, apenas se adequaram ao “novo modelo” de transmitir a informação ao público.

Hoje, a tecnologia é uma aliada dos meios de comunicação. O jornal impresso é disponibilizado na internet, as rádios e TVs também estão por lá. Na maioria dos casos, os veículos utilizam seus sites e mídias sociais para aprofundarem os assuntos que já haviam apresentado, mas que por falta de tempo disponível, não puderam trazer mais informações sobre determinado fato. Além disso, os portais são uma forma de manter informados aqueles que não podem, por algum motivo, assistir TV, ou acompanhar as notícias através do rádio.

Isso é o que chamamos de jornalismo em tempo real. Um bombardeio de informações, a qualquer momento do dia, sem pausas para almoço, janta, café e até mesmo para dormir. Porém, vale a pena destacar que na internet todos tem a oportunidade de postar aquilo que bem entender, o que nem sempre pode ser verdade. Ai então é necessário que o leitor tenha discernimento para aproveitar aquilo que realmente possui credibilidade e ética jornalística, daquilo que não possui fontes confiáveis.

A internet chegou como uma aliada, porém o conteúdo que nela é postado deve seguir a risca os mesmos critérios que são utilizados nos meios comuns. A veracidade não pode faltar em momento algum, afinal os sites e mídias são os representantes dos veículos de comunicação na internet.

Postado por Letícia Oberger

quarta-feira, novembro 09, 2011

A notícia como mercadoria

O surgimento de novas tecnologias e a era digital não modificou apenas a relação entre as pessoas, ele mudou também o jornalismo.

Com o avanço da internet e a postagem de conteúdo por cada vez mais gente, os meios de comunicação precisaram se adaptar para continuar atingindo grande parte do público, que a essa altura, já encontrava muito conteúdo gratuito na rede.

Os veículos tiveram que agregar serviços e transportá-los cada vez mais para web onde estão acessíveis a pessoas de todos os lugares. Nesse momento, atividades como radiodifusão, telejornalismo e jornalismo impresso entre outras, passaram por mudanças radicais.

Já não bastava mais produzir o conteúdo habitual e a convergência midiática virou questão de sobrevivência. A população não se contentava mais em ler e pagar por um jornal, por exemplo, cujas matérias poderia ter a seu dispor digitalmente  e sem gastar nada com isso.

Para não perderem espaço, todos os veículos precisaram se reinventar em algumas áreas e aprender a arte da conquista. Foi o que aconteceu com a Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do país.

Ela criou um  site e ofereceu a seus leitores a opção de verem além da reportagem tradicional, um vídeo sobre o assunto em seu hotsite, o comentário de um especialista e até mesmo interagir com outros leitores em um grande debate sobre o tema.

Foi necessário encontrar uma forma de mostrar aos seus leitores que mesmo com tanta facilidade na rede, ainda valia a pena pagar pelos meios de comunicação tradicionais.

O jornalismo nunca mais foi o mesmo, e todos os profissionais da área também seguiram o novo caminho. Além de dar ao público um leque de opções, os comunicadores investiram mais em qualidade e provaram que num ambiente onde todos produzem conteúdo e noticiam fatos, a ética é fundamental.

A população ainda quer  boas informações e por isso as notícias, tratadas como mercadoria, exigem do jornalista a mesma responsabilidade de antes. Como ao comprar qualquer outro item, os consumidores querem levar para “casa” um ótimo produto . Neste caso, a verdade dos fatos e uma informação correta e precisa.

Por Helena Marquardt

quarta-feira, maio 25, 2011

O Futuro do Jornalismo Impresso

Por Célio Kienolt

No dia 27 de abril, no auditório do Instituto Blumenauense de Ensino Superior – IBES, O Centro acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche – CAJFA, trouxe o palestrante Vito Giannotti, um italiano radicado a mais de 45 anos em Blumenau, falou sobre o futuro do jornalismo impresso.

Abrindo a palestra com sua opinião que o jornalismo impresso não acabou e nem vai acabar, nem chegou ainda no Brasil. Deixou claro, no início da palestra, que pertence aos vermelhos, é autor de mais de 30 livros, sempre com o tema as lutas trabalhistas do Brasil, e a importância da comunicação entre os trabalhadores. Sempre militou junto as lutas sindicais, divulgando suas idéias através de boletins, jornais, cadernos e livros, que lhe rendeu uma prisão no tempos da ditadura.

Relatou que no Brasil só 4,5% lêem jornais, o Rio Grande do Sul é estado que mais lêem jornais 13%, e a tiragem de todos os jornais editados no Brasil não chegam a seis milhões. Só a China edita 14 milhões de jornais diários. Comentou da necessidade de ter mais jornais de bairros, para acabar com o monopólio da comunicação, registrou os 4 cavalheiros do apocalipse da comunicação, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, rede Globo e a revista Veja, elogiando a revista Carta Capital que se define e publica quem apóia politicamente.

Vito afirma que não existe imparcialidade na comunicação, sempre tem um conglomerado poderoso, que dita as normas e regras a serem seguidas, atrás de uma grande empresa jornalística.

Vito comentou que vários jornais no Brasil são bem aceitos, os distribuídos gratuitamente, como o Jornal Destak com tiragem de oitocentos mil exemplares, assim como também é bem aceito o jornal da Igreja Universal do Reino de Deus.

Fez questão de frisar do uso de todas as mídias e redes sociais, que elas não acabarão com a impressa escrita. Ao final respondeu várias perguntas formuladas pelos acadêmicos presentes .

Vito Giannotti fala sobre o destino do Jornalismo Impresso

Por Danielle Silvano de Oliveira

Na quarta-feira, dia 27 de abril o escritor e sociólogo, Vito Giannotti, deu uma palestra aos alunos de jornalismo, no auditório da faculdade Ibes/Sociesc, promovida pelo Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche (CAJFA). Giannotti é italiano, porém reside no Brasil há 45 anos. É coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e autor de quase 30 livros.

O profissional ressaltou que a moda é o jornalismo digital, mas que o impresso não terminará. "Não acabou o jornal impresso no Brasil, pois ele ainda nem chegou por aqui" disse. Citou que a Folha de São Paulo têm tiragem de 250mil e comparou os jornais do país com os que são distribuídos em paróquias. Usou o Japão como referência no modelo de jornal impresso, já que lá o maior jornal em circulação ainda possui mais tiragens do que todos do Brasil.

Em outros países como Suécia e Noroega cerca de 70% da população têm o hábito de ler constantemente. Já no Brasil , apenas 4,5% lêem o jornal diário.

Vito ainda fala que não há imparcialidade no jornalismo em nosso país e que infelizmente a Rede Globo ainda mantém o poder de manipular a sociedade. O profissional disse que com a tendência do meio de comunicação de tomar um partido o correto seria que ele deixasse claro sua posição à quem está consumindo esta informação.

Jornalismo impresso no Brasil ainda nem começou, segundo Vito Giannoti


Por Bruna Carolina de Souza


No último dia 27 de abril, a faculdade IBES Sociesc recebeu a visita do escritor Vito Gianotti e as turmas de Jornalismo e Publicidade e Propaganda puderam prestigiar sua palestra sobre Jornalismo impresso.

Ao contrário do que muitas pessoas possam afirmar, Vito diz que o jornalismo impresso no Brasil não está acabando, pois ainda nem começou, devido à pouca demanda do mesmo.

Em muitos países, como Japão e Estados Unidos, há uma tiragem muito maior de jornais do que no Brasil. Lá fora também a quatidade de jornais diferentes também é muito grande.

O que pode influenciar o aumento da leitura de jornais aqui, conforme exemplo citado por Vito, é a distribuição gratuita de exemplares em terminais de ônibus e metrô, coisa que já acontece em alguns lugares do nosso país e é muito bem aceito.

Vito é o fundador de Núcleo Piratininga de Comunicação, cujo objetivo é proporcionar um ambiente de trabalho mais justo para todos. O NPC foi fundado na década de 1990. Vito também é autor de vários livros sobre a força de trabalho no Brasil e a importância da comunicação entre os trabalhadores.

O jornal impresso, segundo Vito Gianotti

Os acadêmicos dos cursos de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Porpaganda), da faculdade IBES SOCIESC, tiveram uma palestra com Vito Gianotti, na quarta-feira, dia 27 de abril, no auditório da própria instituição.

Na palestra, Vito falou sobre o futuro do jornal impresso. Para o jornalista, os brasileiros recorrem muito aos meios de comunicação audiovisuais, como por exemplo, televisão, internet, dentre outros. Devido a isso, os brasileiros não têm o hábito de ler jornais (acrescento livros e revistas também!).

Para Vito, um dos fatores que poderiam incentivar, despertar interesse e o hábito pela leitura, seria a distribuição gratuíta de jornais, revistas, livros. O palestrante também diz que, como é necessário pagar esses meios de comunicação para obter informação, então a solução é buscar informação na internet.

Um pouco sobre Vito Gianotti

Nascido na Itália em 1943, Vito Gianotti reside no Brasil há mais de cinquenta anos. Quando veio morar aqui, participou da militância na oposição sindical dos metalúsgicos de São Paulo. Foi o fundador do Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC. Durante muitos anos participou de lutas sindicais e populares contra a Ditadura Militar. Atualmente, Vito têm trabalhado com palestras, e o público da mesma já ultrapassa dez mil espectadores. Vito já escreveu quase 30 livros, e um dos mais conhecidos é Muralhas da Linguagem, publicado em 2004.

por Lucian Cesar da Silva.

O jornalismo Impresso não chegou ao Brasil

Por Eneias Mutte

A convite do Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche (CAJFA), Vito Giannotti esteve no Ibes/Sociesc onde fez uma palestra sobre jornalismo impresso e monopólio da informação para os acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da instituição.

Quando perguntado se a internet e as mídias sociais vão acabar com o jornalismo impresso no ele é categórico ao dizer que não. Segundo Vito o jornalismo impresso não chegou ao Brasil, pelo menos não como deveria. Ele sustenta sua afirmação comparando números de jornais em circulação no Brasil, comparado à outros países. No Japão, um único jornal tem tiragem de cerca de 14 milhões de exemplares, enquanto aqui, todos os jornais impressos chegam à cerca de seis milhões.

O jornalista diz ainda que os números de tiragens apontam apenas para jornais pagos. Aos quais a grande massa de brasileiros não tem acesso. Mas garante que a população lê jornais distribuídos gratuitamente, ligados na maioria das vezes a força sindical e grupos religiosos. E lamenta serem as poucas iniciativas deste tipo.

Para ele é preciso que existam mais jornais de bairros e agremiações para combater o monopólio da informação. Giannotti afirma ainda que diferente do que se ensina nas faculdades de jornalismo não existe imparcialidade. Todos os meios de comunicação são dirigidos por alguém que decide o que vai divulgar. E o que importa para se manter no mercado é a credibilidade.

Disse também que considera "os quatro cavaleiros do Apocalipse" da imprensa brasileira: os jornais A Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo e a revista Veja. Chamou a Rede Globo de maior desgraça do país.

Vito Giannotti nasceu na Itália em 1943 e há 45 anos decidiu viver no Brasil. Ele é coordenador e foi um dos fundadores do Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC.

Autor de quase trinta livros, que têm como principais temas a “história das lutas dos trabalhadores” e "a importância da comunicação dos trabalhadores para a disputa de hegemonia”. Foi metalúrgico e militante, em São Paulo, durante quase três décadas. Também participou das lutas sindicais e populares e contra a Ditadura.

Jornalismo impresso sobrevivendo á era digital

O primeiro jornal publicado no Brasil começou a circular por aqui no dia 10 de setembro de 1080. Nesta época todo e qualquer meio de comunicação eram proibidos, sendo liberado com a chegada da família real portuguesa. O primeiro jornal a noticiar os acontecimentos sem censura, chegou por aqui de forma clandestina. O nome do jornal, Correio Brasileense era impresso em Londres. Imagine uma situação dessas nos dias de hoje. Imprimir um jornal em outro continente isso em nosso tempo seria totalmente inviável, mas para época era a única informação que chegava a uma minoria de pessoas que se preocupavam com o que de fato ocorria em nosso pais.O jornal impresso no Brasil não se evolui por completo, comparando a outros países.
Um dos principais dilemas dos jornais impressos é seu custo. A forma como começou no Brasil fez com que apenas as classes mais abastadas da época fossem assinantes ou tivessem acesso às informações contidas. Essa situação se mantem até hoje. Apenas uma parcela pequena de cada cidade, procura saber as coisas que estão acontecendo ao seu redor de forma mais detalhada. As noticias em profundidade ficam resumidas as classes que domina sobre as demais. A grande burguesia da atualidade consome jornal impresso e vai continuar por muitos anos. Segundo Vito Giannotti, O Brasil não consome muito jornal, devido a não ter hábito de leitura.

A internet não é a principal causa da queda de vendas dos jornais. Um exemplo claro disso fica do outro lado mundo, o Japão, um dos países super conectados à internet, tem cinco dos dez maiores jornais em circulação no mundo, e cerca de 28 milhões de exemplares impressos todos os dias, a maioria lida pela terceira idade. Em termos comerciais no Brasil o Jornal impresso continua forte, fica em segundo lugar na preferência dos anunciantes com participação de 21,4% do mercado publicitário.

No primeiro semestre de 2010 ouve um aumento de 2% de acordo com o Instituto Verificador de Circulação (IVC). Esse aumento se deve ao jornal Estado, entre os dez maiores jornais, obteve uma alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O presidente do Grupo Talent,Paulo Stephan insiste que a experiência física proporcionada pelo jornal não é substituível, nem mesmo por um ipad. "Nós vivemos de sensações e folhear o jornal é uma delas". O publicitário Nizan Guanaes, sócio do Grupo ABC afirma. "Jornal é como uma instituição bancária. O que está em jogo é crédito. O anúncio publicado no jornal ganha credibilidade. E isso não vai acabar." Com base em quem sabe e entende presumo que nossos netos leram as informações num jornal.

Por Wilson Pereira Junior

quarta-feira, maio 18, 2011

Vito Gianotti: Um marco no jornalismo impresso

Por Ricardo Lunge

No dia 27 de abril de 2011, o italiano que vive no Brasil á mais de 45 anos, Vito Giannotti veio dar uma palestra aos estudantes de jornalismo no auditório da faculdade IBES/SOCIESC.

Defensor da mídia impressa, um incansável quando o assunto é o jornal no papel. Giannotti foi por mais de três décadas militante em São Paulo, participando de lutas sindicais contra a Ditadura Militar através de boletins, jornais cadernos e livros durante o regime militar e isso lhe custou algumas torturas e explicações sobre o que escrevia.

Ele foi o fundador do Núcleo Piratininga de Comunicação na década de 1990, proporcionando uma base para aperfeiçoamento dos meios de comunicação da época.

Este homem busca muito a força do jornalismo, onde as verdades devem ser ditas e não omitidas e assim todos poderão entender o que é mídia impressa.

Segundo Vito Giannotti, existem quatro empresas de comunicação que detêm o poder da comunicação no Brasil com poder para manipular e decretar algo para as pessoas, são elas: Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Rede Globo e revista Veja .

O palestrante não acredita no fim da mídia impressa no Brasil, pois para ele, ela nem surgiu ainda como deve ser. Portanto, o fim está distante.

O jornalista de 68 anos é autor de aproximadamente 30 livros, tendo como temas as históricas lutas trabalhistas no Brasil e a importância da comunicação entre os trabalhadores. Embasado muito em dados como, maior tiragem de jornal, menor tiragem, circulações , este italiano mostra como é a leitura de jornal no aqui. Enquanto que em países como Japão, Suécia e Noruega, o índice de leitores é de 70%, aqui no Brasil está em torno de 5% na média e em alguns estados do sul e sudeste o número chega perto dos japoneses.

Por mais que ele é um patriarca do jornalismo impresso, não se deixou para trás em relação as redes sociais, estando ele dentro, com o twitter e facebook, para isso define Vito: “Temos que usar todas as redes sociais, todas as ferramentas possíveis”.

Foto : http://www.sinpronorte.org/

Vito Giannotti ministra palestra no IBES SOCIESC

Por João Paulo de Souza

O jornalista Vito Gannotti ministrou uma palestra aos acadêmicos do IBES SOCIESC na quarta-feira, dia 27 de abril. Ele falou sobre o possível fim do jornal impresso diante das novas mídias. O evento foi realizado pelo CAJFA - Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche.

Entre os vários tópicos abordados, o palestrante falou que o jornalismo impresso no Brasil ainda nem começou, e sendo assim, não pode acabar.

Segundo ele, o Brasil não tem a cultura do jornal, como em outros países. “O jornal impresso ainda nem chegou!”, afirmou Vito. Em comparação com outros países, a tiragem de jornais no Brasil é pequena.

Outro tema que o jornalista abordou é a questão do monopólio da informação. Segundo ele, existem quatro veículos de comunicação no Brasil que detém este monopólio, ele os chama de “os quatro cavaleiros do apocalipse”. São eles: Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Rede Globo e revista Veja. Para ele, esses veículos manipulam a população, e impede a imprensa livre.

O palestrante

Vito Giannotti nasceu na Itália em 1943 e há 45 anos decidiu viver no Brasil. Ele é coordenador e foi um dos fundadores do Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC.

Autor de quase trinta livros, que têm como principais temas a “história das lutas dos trabalhadores” e "a importância da comunicação dos trabalhadores para a disputa de hegemonia”. Foi metalúrgico e militante, em São Paulo, durante quase três décadas.

Participou das lutas sindicais e populares e contra a Ditadura, sempre escrevendo e incentivando boletins, jornais, cadernos e livros.

No começo dos anos 90, juntamente com jornalistas e professores, fundou o NPC, com o objetivo de contribuir na construção e aperfeiçoamento dos meios de comunicação. Para isso, viaja por todo o país difundindo as ideias do NPC. Já ministrou cursos ou fez palestras para mais de dez mil pessoas.

Os quatro cavaleiros do Apocalípse da Comunicação

Por Priscila Gilinski

Foto: Teresinha Moraes
O Jornalista Vito Giannotti em palestra na faculdade Ibes Sociesc abriu as cortinas da realidade vivida na prática, nos meios de comunicação. Distante da teoria da imparcialidade jornalística, socialmente aceita no meio acadêmico.

Através de sua experiência e bagagem profissional transmitiu verdadeiras lições de vida, a primeira é "Temos que aprender com todo mundo." Durante a palestra os focas refletirem sobre a imparcialidade na mídia e a manipulação da população por meio da comunicação.

Relembrando fatos históricos como por exemplo as diretas já, naquele  25 de janeiro quando uma multidão de caras pintadas se reuniu na praça da Sé  em um comíssio exigindo as Diretas Já, no dia do padroeiro da cidade São Paulo.

Enqunto o jornal das oito das Organizaçoões Globo anuncia que 300 mil pessoas se reuniram em um festejo religioso, as nove outros meios de comunicação anunciam se tratar de um comíssio como diz Giannotti : " O dono das Organizaçõs Globo falou que não se notícia e fim de papo. É Uma facada na verdade."

No sentindo literário Vito afirma que a comunicação forma os quatro cavaleiros do apocalípse do final dos tempos,em quatro cavalos: branco, vermelho, preto e amarelo...
"Folha de São Paulo, Estado De São Paulo, Globo e Veja."

Formando o partido da burguesia, eles sim fazem a cabeça do povo, ditam os valores, declara o palestrante que encerra seu discurso de apenas um hora, sintetizando em apenas uma palavra o valor máximo da sociedade atual : " individualismo"

Enfim é isso que a mídia transmite com o seu entretenimento, foi quando usou o exemplo do Big brother e houve movimentacão e rumores na platéia. E explicou a sua visão do jogo de maior audiência na televisão onde só existe um vencedor que passa a perna nos outros em nome do dinheiro". Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

segunda-feira, maio 16, 2011

Vito Giannotti e o jornalismo impresso

Por Francine Sevignani

Na quarta-feira, dia 27 de abril, o Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche (CAJFA) promoveu a palestra “O futuro do jornal impresso”, no auditório da faculdade Ibes Sociesc. O evento aconteceu às 19h e foi ministrado pelo jornalista Vito Giannotti.

A palestra abordou diferentes tópicos, mas teve como foco principal a discussão sobre o jornal impresso no Brasil, sua existência e seu possível fim, em meio à era digital.

Para Vito, o jornalismo impresso jamais irá acabar. Isso porque, ele ainda nem começou. “Dizer que o jornalismo impresso acabou é uma piada, aqui no Brasil ele ainda nem começou”.
A afirmação do jornalista parte da pequena quantidade de impressos veiculados todos os dias, se comparado com outros países, e ainda da falta do hábito de leitura dos brasileiros

O encontro reuniu professores e acadêmicos dos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda.

Saiba Mais
Vito Giannotti nasceu na Itália em 1943 e há 45 anos reside no Brasil.

Autor de quase trinta livros, Giannotti se destacou com as obras Muralhas da Linguagem e História das lutas dos trabalhadores no Brasil (ambos pela Mauad), além do mais recente Dicionário de Politiquês (Ed. NPC).

Também participou da militância na oposição sindical dos metalúrgicos de São Paulo. Foi dirigente da CUT São Paulo nos anos 1990 e fundador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).

segunda-feira, maio 09, 2011

Jornalista Vito Giannotti em palestra no IBES

Por Aline Marquardt

Foto: Aline Marquardt
“O jornal impresso ainda nem chegou!”. É esta a resposta que o jornalista Vito Giannoti dá quando alguém pergunta se o jornalismo impresso terá um fim em pouco tempo.

Na quarta-feira, 27 abril, o Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche – CAFJA, trouxe ao Ibes Sociesc, a palestra de Giannoti com o tema “O futuro do jornal impresso”. O evento teve como objetivo a discussão da atual situação do jornal impresso em meio à era digital.

O jornalista afirma que o jornalismo impresso ainda não chegou da maneira que deveria no Brasil. Segundo Giannoti, a tiragem de jornais em todo o país não chega a seis milhões de exemplares diários.

Com o surgimento das mídias sociais, a saída é usar todos os meios. “Temos que utilizar todas as formas de comunicação: jornal, revista e redes sociais”, afirma Giannoti.

Ele ressalta que primeiro é necessário aprender a ler jornais. “No Brasil não se lê. Temos que aprender este hábito. Antes disso, não tem como acabar este meio”, alerta.

Giannotti nasceu na Itália em 1943. Há 45 anos decidiu viver no Brasil. De todos os livros que escreveu, os que ele mais indica são Muralhas da Linguagem e História das lutas dos trabalhadores no Brasil (ambos pela Mauad), além do mais recente Dicionário de Politiquês (Ed. NPC).

quarta-feira, maio 04, 2011

Jornalista Vito Giannotti fala sobre jornalismo impresso no Brasil

Por Karina Beatrice Frainer

Alunos do CAJFA apresentam o jornalista Vito Giannotti
“Vocês querem saber se o jornal impresso vai acabar? Nunca. Ele ainda nem começou no Brasil”. Esta foi a frase inicial da palestra do jornalista Vito Giannotti, que apresentou o tema: O futuro do jornal impresso. O evento aconteceu no auditório do Ibes Sociesc no dia 27 de abril, quarta-feira, a partir das 19h, e foi promovido pelo Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche – CAJFA.

O jornalista de origem italiana é coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), é autor de quase trinta livros, que têm como principais temas a “história das lutas dos trabalhadores” e "a importância da comunicação dos trabalhadores para a disputa de hegemonia”. Iniciou sua palestra contando a história de Severino, um porteiro de seu prédio no Rio de Janeiro, que a partir de um jornal gratuito iniciou o hábito da leitura. Vito utilizou o exemplo para defender que os jornais deveriam ser gratuitos e enfatizou a influência da propaganda no veículo.

Entre suas discussões, citou o que ele define “bom comportamento” da revista Carta Capital de deixar claro ao leitor sua preferência, e fez uma crítica a revista Veja por não fazê-lo. Citou alguns dados relacionados à leitura no Japão, onde são vendidos 14 milhões de jornais diariamente, enquanto no Brasil, são vendidos apenas 6 milhões. “O povo brasileiro não tem hábito de leitura. O Rio Grande do Sul é um dos locais onde as pessoas mais têm o hábito de ler. Mas ainda estamos distantes de lugares como o Japão. Somos descendentes de povos que não liam”, disse Giannotti.  O jornalista enfatizou o comportamento da Globo em relação a ditadura militar, e destacou a indiferença do veículo para o assunto “diretas já!”.

Para Vito é preciso que se utilize de todas as mídias para informar as pessoas, conquistar o coração e implantar o senso crítico. Ele destacou a importância das mídias sociais, e deixou como sugestão aos alunos, a busca pelo jornalismo liberal. “Temos muitas rádios comunitárias, e jornais sindicais que precisam de bons profissionais. Busquem conhecer mais este mercado”, disse ele.

O jornalismo impresso ainda não começou no Brasil

Por Natália Vicentini

Vito Giannotti é convicto quando o assunto é Jornalismo no Brasil. Principalmente o impresso. De acordo com Vito, o Brasil ainda não tem a cultura do jornal. Não adianta se falar em fim do jornalismo impresso se na verdade esse tipo de jornalismo ainda nem nasceu no país.

Na palestra ministrada por ele que aconteceu na última quarta-feira, diversos tópicos interessantes foram abordados. Um que me chamou muita atenção foi a questão da imparcialidade no jornalismo. Vito é rigoroso quando fala que nenhum tipo de jornalismo feito no mundo é imparcial. A ideia de que existe uma mídia neutra é utópica. Sempre, por trás das telas, rádios e páginas de jornais e revistas, existe um dono, um poderoso, que diz o que entra e o que não entra. Ponto final. A mídia sempre defende um lado, mas disfarça para obter credibilidade. Ter essa verdade incontestável jogada assim, na cara, é no mínimo desanimador para nós, futuros jornalistas.

Uma situação que o palestrante cita é um fato histórico da sociedade brasileira: as Diretas Já, que teve sua primeira manifestação no dia 25 de janeiro de 1984. Trezentas mil pessoas se reuniram nas ruas de São Paulo para exigir o fim da ditadura no Brasil. Enquanto os manifestantes cumpriam seu objetivo, a rede Globo noticiava uma festa em comemoração ao padroeiro de São Paulo, como explicação para tantas pessoas nas ruas. Ou seja, a Globo omitiu durante todo tempo o fato verdadeiro. Não houve neutralidade, nem imparcialidade. Houve a voz do mais poderoso dizendo que aquela manifestação não iria ao ar pois a Globo conta com o apoio do Governo Federal. O maior anunciante da Globo é o próprio Estado. Empresas como Caixa Econômica, Banco do Brasil e Petrobrás encabeçam as propagandas da emissora.


Vito cita as quatro maiores mídias detentoras do poder: Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Rede Globo e Revista VEJA. Ele as chama de `Os quatro cavaleiros do apocalipse`. Juntas, elas dominam a cabeça de toda população. Para Vito a maior desgraça do país é a Globo.

Um dado crítico que ele apresenta é de que enquanto na Bolívia 45% das pessoas estão na faculdade, no Brasil esse número é crítico: 5%. Patético.

Por fim, Vito explica que o povo brasileiro não lê porque não tem o hábito da leitura. Fomos colonizados por povos que não tinham o hábito da leitura. Nossa descendência indígena, africana e portuguesa é muito rica em diversos outros aspectos, mas nunca leu. Somos o povo descendente dos que sabiam sambar, sabiam dançar, sabiam jogar bola. Somos o reflexo do que fomos. E é por isso que o Brasil não lê.

O jornalismo impresso no Brasil

Por Katia Fistarol

O Italiano Vito Giannotti, esteve no IBES em 27 de abril de 2011 para ministrar uma palestra a respeito do futuro do jornalismo impresso no Brasil. Especialista em comunicação dos trabalhadores, Vito deixou claro que “sua tara é comunicar, divulgar idéias”

Sobre o tema da palestra, ele foi enfático: “ O jornalismo impresso nem chegou ao Brasil”.

O comunicador está há mais de 50 anos no Brasil, tendo passado por diversos países antes de se instalar aqui. Durante 25 anos Giannotti foi metalúrgico, mas sua verdadeira paixão era comunicar, e diante da Ditadura Militar foi preso em 1974 devido seus panfletos que expressavam o pensamento dos trabalhadores.

Para Vito os brasileiros não tem o hábito de ler jornal, e o fato de terem que pagar para obter as informações diárias, leva muitos a optarem pelas mídias gratuitas, em geral os telejornais dos canais abertos.

Fato que ele comprova comparando a tiragem do maior jornal do país com os jornalis da China por exemplo, onde um único jornal tem uma tiragem de 14 milhões diárias, enquanto no Brasil a soma de todos os jornais diários não chegam à seis milhões.

Em países como Japão, Suécia e Noruega mais de 70% da população lêem diariamente, já os leitores Italianos são pouco mais de 10%, e no Brasil a situação é ainda mais assustadora, menos de 5% fazem a leitura diária das informações. Nos estados do sul do país esse número é um pouco maior chegando à marca dos Italianos.

Através destes dados Giannotti conclui seu pensamento de que o jornalismo impresso não pode acabar, pois nem mesmo começou.

Mas de acordo com o palestrante a cultura da leitura diária dos jornais pode ter novos caminhos, como a distribuição gratuita aos leitores. Em São Paulo por exemplo ele citou um jornal que é distribuído gratuitamente nas entradas e saídas do metrô, e tem cerca de 800 tiragens. Outro jornal gratuito citado por Vito é o Jornal da Igreja Universal, que distribui dois milhões e 400 mil jornais semanalmente.

Para Giannotti a distribuição gratuita é o melhor caminho para aumentar o número de leitores no país, visto que temos na atualidade a internet, com suas redes sociais, que trazem noticias a todo instante e gratuitamente para quem tem acesso à rede.

As maiores mídias brasileiras contam com apoio de patrocínios e publicidade governamentais, é também necessário que estas mídias regionais contem com o apoio dos governos, para que a população tenha acesso às informações através de profissionais e gratuitamente.

Veja o momento em que Vito Giannoti defende o incentivo governamental:

Acadêmicos de jornalismo e publicidade acompanham a palestra de Vito Gianotti.

Por Dimas F. Carvalho

Foto de Ana Paula Garcia
O auditório da faculdade Ibes – Sociesc recebeu na ultima quarta-feira, 27 de abril, o escritor Vito Giannotti. Promovido pelo centro acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche a palestra teve como tema central a discussão “O Futuro do Jornal Impresso”. O encontro reuniu no auditório da faculdade professores e acadêmicos dos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda.

Ao abordar o tema o coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), deu um grande enfoque sobre o recorrente tema “o fim do jornalismo impresso”, onde, segundo Giannotti, “Dizer que o jornalismo impresso acabou é uma piada, aqui no Brasil ele ainda nem começou”. Sobre a perspectiva de um jornalismo pouco desenvolvido, em parte por culpa da falta de leitura já cultural dos brasileiros, o escritor abordou todos as perspectivas de uma renovação do jornalismo impresso. Do jornal gratuito popular ao religioso, passando pelas novas mídias, “Temos que usar todas as redes sóciais, todos os instrumentos possíveis.”, afirmou Giannotti.

Foto de Ana Paula Garcia
Ao longo de toda a palestra Giannotti propôs  passar ao acadêmicos um pouco da sua preocupação quanto a ética no meio jornalístico brasileiro. Para o palestrante o jornalismo brasileiro atual domonstra um claro apoio a uma parcela da política brasileira. Para ele os jornais O Globo,O Estado de São Paulo,  Folha de São Paulo e a revista Veja, formam o que ele intitulou de “Os quatro cavaleiros do apocalipse”.

Ao fim da palestra o convidado respondeu a perguntas dos acadêmicos. Vito Giannotti deixou claro a importância das redes sócias como forma de divulgação da cultura, inclusive participando ele próprio do Twitter e Facebook. 

segunda-feira, maio 02, 2011

O futuro e a atual situação do Jornal Impresso no Brasil

Por Monique Becker 

Estamos no 7º semestre e desde o início da faculdade em julho de 2007, já fazíamos o questionamento, "Afinal, será o fim do jornal impresso?".

Depois de muitas discussões em sala, até mesmo com convidados que afirmavam o fim das folhas amareladas, tivemos a feliz surpresa de um debate com o escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), Vito Giannotti.

Foto: Divulgação
Aos 68 anos, o simpático e sincero “comunicador” abriu nossas mentes para um novo modo de pensar sobre as novas mídias em relação aos demais suportes midiáticos. Seu timbre de voz forte e sua atitude franca aos relatar a situação do jornal impresso no mundo, com dados preocupantes, nos fazem refletir.

A palestra foi uma iniciativa dos integrantes do Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche (CAJFA), uma importante integração entre estudantes e profissionais. A experiência de vida e de mercado de Giannotti encantou os acadêmicos. 

Quando comparado com o Japão, o Brasil fica muito atrás em tiragem de jornais. Vito nos apresentou dados como os 14 milhões de jornais vendidos diariamente no Japão, enquanto que no Brasil são apenas 6 milhões. Diante desses números, afirma que o jornal impresso na verdade nem chegou no Brasil. 

Com forte sotaque italiano, pronunciou diversas vezes a frase“ O jornal impresso nem chegou no Brasil”, talvez para frisar a importância de lermos mais e mais e de levarmos adiante a afirmação. 

Foto: Divulgação
Deu exemplos de jornais gratuitos distribuídos em metrôs e falou sobre o jornal da Igreja Universal. Afirmou que este tipo de jornal pode ser um incentivo para os novos leitores que não tem o costume nem condições financeiras de adquirir jornais diariamente.  

Uma nova visão sobre um tema tantas vezes debatido, uma nova reflexão para os novos jornalistas.

O Palestrante

Vito Giannotti nasceu na Itália em 1943 e vive no Brasil há mais de 45 anos. Por mais de três décadas foi metalúrgico e militante em São Paulo. Participou das lutas sindicais e populares contra a Ditadura Militar, além de escrever e incentivar boletins, jornais, cadernos e livros durante o regime, inclusive precisou dar explicações sobre aquilo que escrevia e sofreu tortura em uma época de censura.
No começo da década de 1990, uniu-se a jornalistas e professores para fundar o Núcleo Piratininga de Comunicação com o objetivo de contribuir na construção e aperfeiçoamento dos meios de comunicação.

domingo, maio 01, 2011

Vito Giannotti e o Futuro do Jornal Impresso

O Centro Acadêmico de Jornalismo Fernando Arteche (CAJFA) promoveu palestra com o Vito Giannotti, coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). O autor de mais de trinta livros , chegou as 18.30 na faculdade IBES de Blumenau nesta quarta feira 27 de abril. No auditório estavam acadêmicos e professores do curso de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Giannotti diz que temos que aprender até mesmo com o bispo Macedo da igreja universal, pois seu jornal é um "espetáculo" , com uma tiragem de 2 milhoes e quatrocentos e doze mil por semana, distibuido gratuitamento e não é jogado fora. Diz que mesmo não sendo este o seu seguimento reilgioso, pois se considera ateu total e absoluto ele não deixa de ler jornal desta igreja. Os leitores de jornal no Brasil são apenas 4,5% de toda a população , enquanto que no Japão, Suécia e Noruega este número chega a 70% .




Uma das matérias da capa deste jornal fala do racismo que existe no Brasil, Orgulho Negro com a primeira atriz negra a participar de novelas’ da rede globo’, Zeze Mota que respondeu dez perguntas sobre o racismo, o preconceito.

O escritor diz em uma entonação mais alta e rude, “Dizer que o jornalismo impresso acabou é uma piada, aqui no Brasil ele ainda nem começou”,temos que entender que é não é o jornal impresso , ou a revista, ou televisão, ou radio."Temos que usar todas as redes sóciais, todos os instrumentos possíveis para fazer a cabeça, ganhar o coração, dialogar com as pessoas, mas a realidade é sim fazer a cabeça dos leitores. , como o Globo, a Folha de são Paulo, o Estadão ".

  Vito afirma, muitas escolas de comunicação,na primeira aula, os professores neoliberais ensinam que a mídia é imparcial,neutra,objetiva, não tem lado,mas que isto não é uma verdade absoluta. Durante a palestra deixa bem claro que é de esquerda , e seu grande repúdio as grandes empresas de direita, como a Rede Globo. Destaca que a mídia no Brasil não é imparcial, e que os acadêmicos terão que entender “,a linha do jornal é a linha do dono, no jornal deles eles fazem o que querem “.A única maneira de sermos imparciais é criar o nosso proprio jornal.

fotos : Teresinha Moraes
O individualismo,cada um por si,é o valor maximo,do neoliberalismo. Giannotti encerra divulgando seu novo livro Muralhas da linguagem.





Por:Teresinha G. Moraes