Por Sidnei Batista
Como saber usar a internet da maneira correta? Essa é uma resposta que muitos acreditam ter na ponta do lápis, mas não é tão simples quanto parece. Em meio a várias redes sociais, a vida pessoal fica em plena exposição. Todos se tornam pessoas públicas e situações privadas podem acabar vazando. Mas, acredite, essa proliferação de algo comum pode ser melhor do que parece. Esse é o caso, por exemplo, dos garotos Marcos e Leandro, de Taió, que gravaram um vídeo de uma descida de morro com um carrinho de rolimã e ganharam fãs em todo o país.
Outro bom exemplo da venda positiva da internet está aliado a questão de divulgação de problemas sociais. Em janeiro de 2015, uma mãe gravou um vídeo implorando ajuda ao seu filho, no Hospital Santo Antônio, em Blumenau (SC). O conteúdo foi postado no Youtube e visto por mais de 10 mil pessoas. A repercussão impulsionou, inclusive, os holofotes da imprensa da região. Pouco tempo depois, a instituição emitiu nota mostrando conhecimento da causa e afirmando já ter atendido o paciente com os cuidados necessários.
O contraponto dessa história é a repercussão negativa das informações. Nos últimos dias, uma mulher com nome não divulgado oficialmente, se jogou da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. O fato se tornou destaque, em questão de horas, em todo território brasileiro. A gravação amadora foi feita, postada no Facebook e, posteriormente, compartilhada em grupos de Whatsapp. A situação gerou um incomodo familiar devido a exposição de imagem.
Em todas as possibilidades de crimes virtuais sempre há um caso para se relatar, mas nenhum supera a pedofilia na internet. Há caso em inúmeras cidades catarinenses e tudo inicia dentro do ambiente virtual. Na internet crimes audaciosos são planejados friamente e sabem o caminho certo para o convencimento das vítimas. Em setembro, um homem de 51 anos tentou aliciar uma criança de 12 anos, em Guaramirim. Através da neutralização virtual, a Polícia Militar conseguiu evitar o fato com uma ação em flagrante. No entanto, esse não é o fim de todos os jovens e com a facilidade de acesso as redes sociais, especialistas apontam que a tendência é de um aumento nos casos. Na dúvida, todo cuidado se torna pouco na luta contra o crime.
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quarta-feira, novembro 18, 2015
quarta-feira, novembro 11, 2015
Cuidado redobrado na internet
Por Débora Ramos
É perceptível que o avanço da tecnologia nos últimos anos revolucionou a vida de muita gente. Mas com esta revolução muitas coisas aconteceram, e nem tudo que aconteceu nesses últimos anos favoreceu muita gente. Os crimes virtuais acontecem todos os dias, e no mundo da internet ninguém está imune a isto, a simples possibilidade do anonimato e a proteção que acontece neste "mundo" transformaram a internet em um lugar sem normas. O surgimento das redes sociais trouxe consigo diversos adeptos, e com eles os aproveitadores.
No início desta nova era, muitos ainda estavam se acostumando a esta realidade, que aos olhos da maioria era algo distante. A verdade é que este mundo não é algo real, e consequentemente não se exige o mesmo comportamento que se tem, ao encontrar um conhecido na rua, por exemplo. Este é um meio onde todos podem ser o que quiserem, tornando-se qualquer personagem.
Devido a diversos acontecimentos no mundo virtual, e com o passar dos anos, foram criadas novas leis que foram aplicadas ao mundo on-line, criando regras, que aos poucos foram moldando o comportamento na internet, mas ainda assim existem muitos que se acham no poder de passar por cima destas regras, e infelizmente muitos deles conseguem.
Os aproveitadores, mais conhecidos como hackers, desde o início da internet encontraram aí uma possibilidade de usar seus conhecimentos para obter algum tipo de vantagem, e até mesmo constranger e humilhar pessoas. Frequentemente surge alguma notícia de alguém que foi lesado por algum destes aproveitadores. E estes crimes acontecem das mais diversas formas, seja por desvio de dinheiro das contas bancárias, uma compra mal sucedida na internet, pessoas que confiam demais...
Todos estes fatores nos levam a pensar que tanta tecnologia, e "facilidade" nos tornam ainda mais vulneráveis, simplesmente pelo fato de que as pessoas que querem nos prejudicar, nem sempre são visíveis.
No início desta nova era, muitos ainda estavam se acostumando a esta realidade, que aos olhos da maioria era algo distante. A verdade é que este mundo não é algo real, e consequentemente não se exige o mesmo comportamento que se tem, ao encontrar um conhecido na rua, por exemplo. Este é um meio onde todos podem ser o que quiserem, tornando-se qualquer personagem.
Devido a diversos acontecimentos no mundo virtual, e com o passar dos anos, foram criadas novas leis que foram aplicadas ao mundo on-line, criando regras, que aos poucos foram moldando o comportamento na internet, mas ainda assim existem muitos que se acham no poder de passar por cima destas regras, e infelizmente muitos deles conseguem.
Os aproveitadores, mais conhecidos como hackers, desde o início da internet encontraram aí uma possibilidade de usar seus conhecimentos para obter algum tipo de vantagem, e até mesmo constranger e humilhar pessoas. Frequentemente surge alguma notícia de alguém que foi lesado por algum destes aproveitadores. E estes crimes acontecem das mais diversas formas, seja por desvio de dinheiro das contas bancárias, uma compra mal sucedida na internet, pessoas que confiam demais...
Todos estes fatores nos levam a pensar que tanta tecnologia, e "facilidade" nos tornam ainda mais vulneráveis, simplesmente pelo fato de que as pessoas que querem nos prejudicar, nem sempre são visíveis.
Cuidados na internet
Por Ana Claudia Rocha
O uso da internet apesar de não ser universal já é muito comum no cotidiano das pessoas. É possível pesquisar, trabalhar e até mesmo namorar através de redes sociais. Juntamente com todos os benefícios trazidos por essa tecnologia, surgiram os crimes virtuais. Cada vez mais eles vêm se tornando corriqueiros, e muitas vezes o processo de justiça é muito lento, pela possibilidade que o criminoso tem de ficar no anonimato.
Um dos mais comuns é o roubo de identidade, onde o bandido engana o internauta e se apodera de suas informações pessoais para fazer compras on-lines e até mesmo realizar transferências bancárias. Existem outros crimes que se espalham na rede, tais como: Discriminação, divulgando informações preconceituosas. Pedofilia, em sites que oferecem conteúdos relacionados a abuso sexual infantil. Ameaça, calunia, difamação entre tantos outros.
Felizmente, já existem atendimentos especializados neste assunto, nos grandes centros há delegacias que atentem apenas esses casos. É importante que pessoas que já sofreram qualquer tipo de golpe pela internet, registrem um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. A Lei 12.737/2012 já está em vigor desde 2013, ficou conhecida como “Carolina Dieckmann”, depois que a atriz teve 36 fotos intimas vazadas na internet. A lei prevê a pena de seis meses a dois anos de reclusão se a invasão resultar em materiais privados e informações sigilosas. Se houver divulgação ou transmissão à terceiro, a pena aumenta de um a dois terços. A pena pode aumentar de acordo com cada crime cometido.
Sabemos que não é possível proteger 100% dos crimes cibernéticos, mas é importante que cada um faça a sua parte para que possamos amenizar cada vez mais esse problema, é importante também que as pessoas tomem cuidado com os materiais divulgado nas redes, com as fotos enviadas através de WhatsApp. Hoje é muito fácil enviar foto ou vídeo para qualquer lugar, por isso, devemos nos precaver.
Um dos mais comuns é o roubo de identidade, onde o bandido engana o internauta e se apodera de suas informações pessoais para fazer compras on-lines e até mesmo realizar transferências bancárias. Existem outros crimes que se espalham na rede, tais como: Discriminação, divulgando informações preconceituosas. Pedofilia, em sites que oferecem conteúdos relacionados a abuso sexual infantil. Ameaça, calunia, difamação entre tantos outros.
Felizmente, já existem atendimentos especializados neste assunto, nos grandes centros há delegacias que atentem apenas esses casos. É importante que pessoas que já sofreram qualquer tipo de golpe pela internet, registrem um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. A Lei 12.737/2012 já está em vigor desde 2013, ficou conhecida como “Carolina Dieckmann”, depois que a atriz teve 36 fotos intimas vazadas na internet. A lei prevê a pena de seis meses a dois anos de reclusão se a invasão resultar em materiais privados e informações sigilosas. Se houver divulgação ou transmissão à terceiro, a pena aumenta de um a dois terços. A pena pode aumentar de acordo com cada crime cometido.
Sabemos que não é possível proteger 100% dos crimes cibernéticos, mas é importante que cada um faça a sua parte para que possamos amenizar cada vez mais esse problema, é importante também que as pessoas tomem cuidado com os materiais divulgado nas redes, com as fotos enviadas através de WhatsApp. Hoje é muito fácil enviar foto ou vídeo para qualquer lugar, por isso, devemos nos precaver.
quarta-feira, novembro 04, 2015
A expectativa da internet democrática e a realidade dos cibercrimes
Por Gislene Razini
Existem vários posts onde algumas imagens são retratadas com “Expectativa x Realidade” na web, e com certeza você já viu um desses na sua timeline. A internet se encaixa perfeitamente neste contexto. De um lado a expectativa de imaginar um ambiente democrático em que as pessoas possam compartilhar aquilo que gostam e apoiam, do outro, a realidade gritante do #SóQueNão.
A luta pela liberdade de expressão é nula quando os comentários, as mensagens, as imagens e as páginas proliferam o preconceito e o racismo nas redes. Os negros e as religiões africanas são os alvos principais dos crimes cibernéticos. De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as religiões de origem africana são praticadas por 0,3% da população brasileira e também as que mais sofrem discriminação.
E só para lembrar: a liberdade da crença é um direito e tem estatuto vigente há cinco anos, o Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010 protege todas as religiões africanas e também os locais em que são praticadas.
O ambiente virtual transformou-se em um dos maiores depósitos de insultos, difamação e escárnio por motivo de religião, e é uma ilusão pensar que o anonimato garante a impunidade. Em muitos casos, o agressor é identificado ao revelar dados pessoais para pessoas que conhece na internet, através do bate-papo, e assim, a identificação torna-se mais fácil.
Os dados apresentados pelo Disque Direitos Humanos - o Disque 100 - da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), registrou de 2011 a 2014 um total de 504 denúncias, das quais 35 % tratava-se de religiões de matriz africana.
A verdade é que não tem como controlar a tudo e a todos, mas com a ajuda de pessoas conscientes e que respeitam o próximo, pode-se diminuir e monitorar os cibercrimes. E não só de cunho religioso, mas qualquer sentimento de ódio publicado na internet.
Com o aumento destes crimes, várias organizações criaram sites e grupos de atendimento para receber denúncias de qualquer tipo de violação contra os Direitos Humanos na internet. A punição para os praticantes do cibercrime maiores de 18 anos é o pagamento de indenizações e, dependendo da gravidade, podem até serem presos. Para os menores de idade, a pena é outra.
Existem vários posts onde algumas imagens são retratadas com “Expectativa x Realidade” na web, e com certeza você já viu um desses na sua timeline. A internet se encaixa perfeitamente neste contexto. De um lado a expectativa de imaginar um ambiente democrático em que as pessoas possam compartilhar aquilo que gostam e apoiam, do outro, a realidade gritante do #SóQueNão.
A luta pela liberdade de expressão é nula quando os comentários, as mensagens, as imagens e as páginas proliferam o preconceito e o racismo nas redes. Os negros e as religiões africanas são os alvos principais dos crimes cibernéticos. De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as religiões de origem africana são praticadas por 0,3% da população brasileira e também as que mais sofrem discriminação.
E só para lembrar: a liberdade da crença é um direito e tem estatuto vigente há cinco anos, o Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010 protege todas as religiões africanas e também os locais em que são praticadas.
O ambiente virtual transformou-se em um dos maiores depósitos de insultos, difamação e escárnio por motivo de religião, e é uma ilusão pensar que o anonimato garante a impunidade. Em muitos casos, o agressor é identificado ao revelar dados pessoais para pessoas que conhece na internet, através do bate-papo, e assim, a identificação torna-se mais fácil.
Os dados apresentados pelo Disque Direitos Humanos - o Disque 100 - da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), registrou de 2011 a 2014 um total de 504 denúncias, das quais 35 % tratava-se de religiões de matriz africana.
A verdade é que não tem como controlar a tudo e a todos, mas com a ajuda de pessoas conscientes e que respeitam o próximo, pode-se diminuir e monitorar os cibercrimes. E não só de cunho religioso, mas qualquer sentimento de ódio publicado na internet.
Com o aumento destes crimes, várias organizações criaram sites e grupos de atendimento para receber denúncias de qualquer tipo de violação contra os Direitos Humanos na internet. A punição para os praticantes do cibercrime maiores de 18 anos é o pagamento de indenizações e, dependendo da gravidade, podem até serem presos. Para os menores de idade, a pena é outra.
Os perigos da internet: Suspeito utiliza informações de rede social para cometer sequestro
Por Jotaan Sérgio da Silva.
| Foto: Reprodução/Polícia Civil MG. |
Atualmente, a maior rede social do mundo é o Facebook, com mais de 1,4 bilhões de usuários. E foi por este portal que um homem teria cometido um sequestro a um garoto de 9 anos, em Ilhota (SC), no Vale do Itajaí, em maio de 2014. Peterson da Silva Machado, de 31 anos, teria colhido informações sobre a vítima pelo facebook, e em seguida planejado o crime.
Em depoimento à Polícia Civil, Machado disse ter acompanhado as postagens do menino, que tinham fotos da residência, local onde estudava e etc. Em entrevista ao Jornal de Santa Catarina, o suspeito disse ter vigiado a rede social da vítima por no máximo 10 dias.
“Comecei a descobrir pelo Facebook onde o filho estudava e o que o pai dele fazia e então decidi sequestrar o garoto. Falei para minha esposa que queria um tempo, me separei dela e comecei a investigar a família. Sabia que se eu pedisse R$ 500 mil eles teriam. Planejei tudo acompanhado ele pelo Facebook. Lá tem tudo da vida deles, tem até foto de dentro da casa família. Levei uns 10 dias para planejar tudo e fiquei três dias em Ilhota acompanhando a vida da família”, afirmou.
Além da rede social, o sequestrador acompanhou a vida do garoto, para planejar o crime, porém, foi mesmo o Facebook, que o deixou com as informações necessárias para cometer o sequestro. E isso demonstra o quanto as pessoas deve ser cuidadosas em relação as informações que são postadas nas redes sociais.
Apesar de ser um local onde as pessoas podem desabafar, ostentar ou mostrar suas atividades do dia a dia, é necessário que haja um cuidado para com quais pessoas poderão ver os compartilhamentos. O mais aconselhado é sempre privar aos amigos, os conhecidos, as informações e postagens mais intimas, e deixar para os desconhecidos apenas aquelas que apenas destacarão quem você é.
quarta-feira, outubro 28, 2015
Inimigo oculto: Os perigos do universo on-line
Por Thomas Madrigano
É fato que nas últimas duas décadas os avanços tecnológicos revolucionaram o comportamento social das pessoas. A possibilidade do anonimato e a proteção do “mundo virtual” transformaram a internet em um lugar sem lei. Com o advento das redes sociais e o surgimento de hordas de pessoas capazes de serem ao mesmo tempo emissoras e receptoras, o relacionamento virtual invadiu um espaço nunca antes explorado.
Ofensas e ameaças tonaram-se banais. Todos ainda estavam se adaptando a essa nova realidade. A internet parecia, a um primeiro momento, uma espécie de video-game. Aquilo não era vida real, portanto não exigia o mesmo comportamento que se tem nas ruas com pessoas de verdade. Era um campo onde todos poderiam extrapolar, e virarem personagens de si mesmos.
Com o passar do tempo, as leis foram sendo aplicadas ao universo on-line, criando regras e jurisprudência que, pouco a pouco, moldavam o comportamento na internet e indicavam uma nova era do mundo virtual. Ainda assim, há muita gente que continua encarando as redes sociais como um local onde tudo se pode.
Os hackers desde o começo da internet encontraram aí a possibilidade de usarem seus conhecimentos para obter algum tipo de vantagem, ou mesmo atazanar e constranger pessoas. Frequentemente, vemos casos de pessoas que desviam centavos de contas alheias para uma conta própria. Devido ao baixo valor, o cliente lesado nem desconfia de que foi roubado, e o criminoso consegue acumular uma fortuna.
Caso conhecido foi o de um americano que roubava valores baixos de empresas como o Google e o PayPal. Ele se aproveitava de serviços como o E-trade e Schwab, que, para verificar a existência de uma conta, depositava alguns centavos nela. O hacker conseguiu abrir 58 mil contas e coletou o dinheiro utilizando um registro bancário feito com uma identidade falsa.
Tudo isso nos leva a pensar que tanta tecnologia nos torna mais vulneráveis, porque as pessoas que querem nos prejudicar nem sempre estão visíveis. Portanto, é preciso cuidado redobrado no universo on-line.
Ofensas e ameaças tonaram-se banais. Todos ainda estavam se adaptando a essa nova realidade. A internet parecia, a um primeiro momento, uma espécie de video-game. Aquilo não era vida real, portanto não exigia o mesmo comportamento que se tem nas ruas com pessoas de verdade. Era um campo onde todos poderiam extrapolar, e virarem personagens de si mesmos.
Com o passar do tempo, as leis foram sendo aplicadas ao universo on-line, criando regras e jurisprudência que, pouco a pouco, moldavam o comportamento na internet e indicavam uma nova era do mundo virtual. Ainda assim, há muita gente que continua encarando as redes sociais como um local onde tudo se pode.
Os hackers desde o começo da internet encontraram aí a possibilidade de usarem seus conhecimentos para obter algum tipo de vantagem, ou mesmo atazanar e constranger pessoas. Frequentemente, vemos casos de pessoas que desviam centavos de contas alheias para uma conta própria. Devido ao baixo valor, o cliente lesado nem desconfia de que foi roubado, e o criminoso consegue acumular uma fortuna.
Caso conhecido foi o de um americano que roubava valores baixos de empresas como o Google e o PayPal. Ele se aproveitava de serviços como o E-trade e Schwab, que, para verificar a existência de uma conta, depositava alguns centavos nela. O hacker conseguiu abrir 58 mil contas e coletou o dinheiro utilizando um registro bancário feito com uma identidade falsa.
Tudo isso nos leva a pensar que tanta tecnologia nos torna mais vulneráveis, porque as pessoas que querem nos prejudicar nem sempre estão visíveis. Portanto, é preciso cuidado redobrado no universo on-line.
Prejuízos da superexposição on-line
Por Flávia Amâncio
Desde o início dos anos 2000, o acesso a diversos tipos de conteúdo por qualquer pessoa se tornou algo simples. No entanto, esse novo meio de comunicação não trouxe consigo um manual com instruções de boas maneiras, uma “etiqueta virtual”. Como consequência, milhares de usuários expõem-se diariamente de forma irrestrita.
Nesse contexto de superexposição, o fator da vaidade se sobressai nas redes sociais. Lá, o que se diz, ouve e mostra passa a ser a representação da figura de uma pessoa. Empresas procuram informações – profissionais e pessoais – de seus funcionários em redes sociais e algumas delas até possuem em seu Código de Conduta como o empregado deve se portar no ambiente on-line.
Por isso, há de se tomar maior cuidado com o que se associa ao seu próprio nome na internet; inclusive por motivos legais. A Justiça, nos últimos tempos, tem aceitado como provas publicações do meio on-line, principalmente das redes sociais.
Como é o caso apurado em junho deste ano pelo INSS, de uma segurada que recebia auxílio-doença por depressão grave e publicava fotos dos passeios que fazia no Facebook. O agravante é que as imagens eram acompanhadas por frases como “se sentindo animada” ou ”não estou me aguentando de tanta felicidade”. Resultado: o benefício foi cortado.
O uso indevido da imagem também se tornou uma situação corriqueira. O aumento da exposição no mundo virtual aliado à falta de privacidade, fez com que algumas plataformas se adequassem a esse problema, incluindo a possibilidade de restrição do conteúdo publicado. Um exemplo é o referido Facebook, que atualmente possui opções para que o usuário oculte suas publicações ou mostre-as apenas a pessoas específicas.
Numa busca rápida no Google é possível filtrar diversas informações sobre uma pessoa. E quanto mais dados se reúnem sobre alguém, maior seu grau de exposição e, consequentemente, menor o grau de privacidade. Por isso, na rede mundial de computadores é preciso estar atento e ser consciente, pois há aspectos da vida privada que não devem se tornar públicos.
Desde o início dos anos 2000, o acesso a diversos tipos de conteúdo por qualquer pessoa se tornou algo simples. No entanto, esse novo meio de comunicação não trouxe consigo um manual com instruções de boas maneiras, uma “etiqueta virtual”. Como consequência, milhares de usuários expõem-se diariamente de forma irrestrita.
Nesse contexto de superexposição, o fator da vaidade se sobressai nas redes sociais. Lá, o que se diz, ouve e mostra passa a ser a representação da figura de uma pessoa. Empresas procuram informações – profissionais e pessoais – de seus funcionários em redes sociais e algumas delas até possuem em seu Código de Conduta como o empregado deve se portar no ambiente on-line.
Por isso, há de se tomar maior cuidado com o que se associa ao seu próprio nome na internet; inclusive por motivos legais. A Justiça, nos últimos tempos, tem aceitado como provas publicações do meio on-line, principalmente das redes sociais.
Como é o caso apurado em junho deste ano pelo INSS, de uma segurada que recebia auxílio-doença por depressão grave e publicava fotos dos passeios que fazia no Facebook. O agravante é que as imagens eram acompanhadas por frases como “se sentindo animada” ou ”não estou me aguentando de tanta felicidade”. Resultado: o benefício foi cortado.
O uso indevido da imagem também se tornou uma situação corriqueira. O aumento da exposição no mundo virtual aliado à falta de privacidade, fez com que algumas plataformas se adequassem a esse problema, incluindo a possibilidade de restrição do conteúdo publicado. Um exemplo é o referido Facebook, que atualmente possui opções para que o usuário oculte suas publicações ou mostre-as apenas a pessoas específicas.
Numa busca rápida no Google é possível filtrar diversas informações sobre uma pessoa. E quanto mais dados se reúnem sobre alguém, maior seu grau de exposição e, consequentemente, menor o grau de privacidade. Por isso, na rede mundial de computadores é preciso estar atento e ser consciente, pois há aspectos da vida privada que não devem se tornar públicos.
segunda-feira, outubro 19, 2015
Crimes virtuais, conhece?
Por Alexandre Aicardi
Em plena era digital, as fronteiras são imperceptíveis e o mundo não funciona sem uma boa conexão. Utilizado como meio de comunicação e interação, os avanços tecnológicos, a cada dia, possibilitam uma maior facilidade para acessar a Internet e as redes sociais.
Atos ilícitos como ofender, denegrir, abusar psicológica ou fisicamente. Contra uma pessoa ou bens materiais e imateriais, contra instituições como bancos ou governos, ou ao individuo, como o roubo; tudo está na rede. A ilusão do anonimato diante do computador traz uma falsa segurança de impunidade aos criminosos.
Mesmo em redes sociais, comentários podem ser crimes, como o preconceito, o racismo e o ódio.
Desde 1999 o congresso nacional debate regras para o ciberespaço, mas só com a Lei Carolina Dieckmann, criada em 2012, a regulamentação teve início.
Com falhas e sem eficácia, a lei leva o nome da atriz devido ao fato ocorrido em maio de 2011, onde Carolina teve fotos íntimas copiadas de seu computador e divulgadas na Internet sem sua permissão ou conhecimento.
Tratado em regime de urgência constitucional, depois de sacudido pelos escândalos de espionagem, com o governo norte americano envolvido, o Marco Civil da Internet, aprovado em 2014, garantiu o combate e a repressão aos crimes virtuais, ao estabelecer direitos, deveres e garantias para provedores, usuários e empresas.
No ano passado, a polícia federal desarticulou uma quadrilha, suspeita de desviar pela internet mais de R$ 2 bilhões de correntistas de vários bancos. Motivo que criou a CPI dos Crimes Cibernéticos, que conta com um canal de denúncias para toda a população.
Delegacias especializadas em crimes cibernéticos já existem em onze estados do país. Em Santa Catarina, policiais civis buscam aperfeiçoamento e compartilham informações para seguirem os novos tempos.
Em plena era digital, as fronteiras são imperceptíveis e o mundo não funciona sem uma boa conexão. Utilizado como meio de comunicação e interação, os avanços tecnológicos, a cada dia, possibilitam uma maior facilidade para acessar a Internet e as redes sociais.
Atos ilícitos como ofender, denegrir, abusar psicológica ou fisicamente. Contra uma pessoa ou bens materiais e imateriais, contra instituições como bancos ou governos, ou ao individuo, como o roubo; tudo está na rede. A ilusão do anonimato diante do computador traz uma falsa segurança de impunidade aos criminosos.
Mesmo em redes sociais, comentários podem ser crimes, como o preconceito, o racismo e o ódio.
Desde 1999 o congresso nacional debate regras para o ciberespaço, mas só com a Lei Carolina Dieckmann, criada em 2012, a regulamentação teve início.
Com falhas e sem eficácia, a lei leva o nome da atriz devido ao fato ocorrido em maio de 2011, onde Carolina teve fotos íntimas copiadas de seu computador e divulgadas na Internet sem sua permissão ou conhecimento.
Tratado em regime de urgência constitucional, depois de sacudido pelos escândalos de espionagem, com o governo norte americano envolvido, o Marco Civil da Internet, aprovado em 2014, garantiu o combate e a repressão aos crimes virtuais, ao estabelecer direitos, deveres e garantias para provedores, usuários e empresas.
No ano passado, a polícia federal desarticulou uma quadrilha, suspeita de desviar pela internet mais de R$ 2 bilhões de correntistas de vários bancos. Motivo que criou a CPI dos Crimes Cibernéticos, que conta com um canal de denúncias para toda a população.
Delegacias especializadas em crimes cibernéticos já existem em onze estados do país. Em Santa Catarina, policiais civis buscam aperfeiçoamento e compartilham informações para seguirem os novos tempos.
quarta-feira, outubro 07, 2015
A tecnologia a favor dos criminosos
Por Bruna de Miranda
Sites que promovem divulgação de materiais pornográficos, (como fotos e vídeos que contenham conteúdo sexual) existem a tempo, porém essas páginas sempre dão a quem as acessa, a possibilidade de filtrar o conteúdo que deseja-se ver. Temos como exemplo o site de entretenimento Tumblr.com, onde os usuários criam perfis pessoais onde divulgam o aquilo que desejarem, além de acompanhar somente o conteúdo e perfis que escolherem.
Atualmente, com a utilização de smartphones, as redes sociais só vêm crescendo. Aplicativos como o whatsapp e o snapchat, onde os usuários podem compartilhar fotos e vídeos, acabam tornando-se uma arma na mão das pessoas erradas.
A maior rede social de sexo do Brasil, possui aproximadamente 5 milhões de usuários cadastrados, os quais compartilham milhares de fotos e vídeos caseiros com conteúdo pornográfico por dia. Os aplicativos de smartphones acabam por disseminar essa ideia de compartilhar fotos nuas, apelidadas pelos usuários de nudes.
Os índices são altos e só crescem: cerca de 57% dos crimes sexuais do mundo tem algum envolvimento da internet. A cada 40 minutos ocorre um crime relacionado ao Facebook, entre eles estupros e crimes sexuais, assaltos, sequestros, ameaças de morte, difamação e assassinatos.
Em 2012 entrou em vigor a Lei 12.737, que protege vítimas de invasão de privacidade. Batizada de Carolina Dieckmann, a legislação considera crime o roubo de dados de cartões de débito e crédito e a invasão de aparelhos eletrônicos.
As penas podem variar de três meses a dois anos de prisão, mais multa. Além disso, a punição pode ser maior caso o crime seja cometido contra políticos ou se resultar em prejuízo financeiro. A legislação prevê também cumprimento de pena a hackers. Qualquer pessoa que tiver sua privacidade invadida precisa prestar queixa imediatamente.
Sites que promovem divulgação de materiais pornográficos, (como fotos e vídeos que contenham conteúdo sexual) existem a tempo, porém essas páginas sempre dão a quem as acessa, a possibilidade de filtrar o conteúdo que deseja-se ver. Temos como exemplo o site de entretenimento Tumblr.com, onde os usuários criam perfis pessoais onde divulgam o aquilo que desejarem, além de acompanhar somente o conteúdo e perfis que escolherem.Atualmente, com a utilização de smartphones, as redes sociais só vêm crescendo. Aplicativos como o whatsapp e o snapchat, onde os usuários podem compartilhar fotos e vídeos, acabam tornando-se uma arma na mão das pessoas erradas.
A maior rede social de sexo do Brasil, possui aproximadamente 5 milhões de usuários cadastrados, os quais compartilham milhares de fotos e vídeos caseiros com conteúdo pornográfico por dia. Os aplicativos de smartphones acabam por disseminar essa ideia de compartilhar fotos nuas, apelidadas pelos usuários de nudes.
Os índices são altos e só crescem: cerca de 57% dos crimes sexuais do mundo tem algum envolvimento da internet. A cada 40 minutos ocorre um crime relacionado ao Facebook, entre eles estupros e crimes sexuais, assaltos, sequestros, ameaças de morte, difamação e assassinatos.
Em 2012 entrou em vigor a Lei 12.737, que protege vítimas de invasão de privacidade. Batizada de Carolina Dieckmann, a legislação considera crime o roubo de dados de cartões de débito e crédito e a invasão de aparelhos eletrônicos.
As penas podem variar de três meses a dois anos de prisão, mais multa. Além disso, a punição pode ser maior caso o crime seja cometido contra políticos ou se resultar em prejuízo financeiro. A legislação prevê também cumprimento de pena a hackers. Qualquer pessoa que tiver sua privacidade invadida precisa prestar queixa imediatamente.
SaferNet ajuda pessoas que tiveram fotos íntimas publicadas na internet
Por Tatiane Signorelli

Não é raro vermos notícias onde pessoas tiveram suas fotos íntimas vazadas na internet, seja com pessoas comuns e até mesmo com famosos, como o caso que aconteceu na semana passada com o ator Stênio Garcia e sua esposa, Marilene Saade.
De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo, nos últimos dois anos o número de vítimas de fotos vazadas na internet foi de 48 para 224. O vazamento dos famosos “nudes” atinge principalmente mulheres e cada quatro vítimas, uma delas é menor de idade.
Os motivos de isso acontecer são os mais diversos, os mais comuns são fotos enviadas para o parceiro ou parceira que repassou para terceiros. Ou também invasão em aparelhos eletrônicos, como aconteceu com Carolina Dieckmann em 2012. E levou a criação da lei 12.737 nomeada como “Lei Carolina Dieckmann”, entrou em vigor no ano de 2013, que torna crime a invasão de aparelhos eletrônicos para obtenção de dados particulares.
Muita gente ainda não sabe, mas existem ONGs e instituições que ajudam a orientar essas pessoas que tiveram suas fotos íntimas compartilhadas na internet. Um deles é o SaferNet, um site sem fins lucrativos que atua no Brasil inteiro. O portal possui serviços que ajudam as pessoas que sofreram crimes e violações dos Direitos Humanos na internet.
Segundo dados do próprio site, em oito anos de atuação o SaferNet recebeu 3.606.419 denúncias anônimas de imagens íntimas circulando na internet. Também conseguiu ajudar cerca 9.577 pessoas em 24 estados brasileiros.
O canal mantém o compromisso de manter sigilo com todas as informações fornecidas pelos usuários, apenas os psicólogos responsáveis pelo caso têm acesso aos dados repassados das vítimas. Apenas em casos confirmados de violência contra crianças é repassado para autoridades avaliarem e também ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Não é raro vermos notícias onde pessoas tiveram suas fotos íntimas vazadas na internet, seja com pessoas comuns e até mesmo com famosos, como o caso que aconteceu na semana passada com o ator Stênio Garcia e sua esposa, Marilene Saade.
De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo, nos últimos dois anos o número de vítimas de fotos vazadas na internet foi de 48 para 224. O vazamento dos famosos “nudes” atinge principalmente mulheres e cada quatro vítimas, uma delas é menor de idade.
Os motivos de isso acontecer são os mais diversos, os mais comuns são fotos enviadas para o parceiro ou parceira que repassou para terceiros. Ou também invasão em aparelhos eletrônicos, como aconteceu com Carolina Dieckmann em 2012. E levou a criação da lei 12.737 nomeada como “Lei Carolina Dieckmann”, entrou em vigor no ano de 2013, que torna crime a invasão de aparelhos eletrônicos para obtenção de dados particulares.
Muita gente ainda não sabe, mas existem ONGs e instituições que ajudam a orientar essas pessoas que tiveram suas fotos íntimas compartilhadas na internet. Um deles é o SaferNet, um site sem fins lucrativos que atua no Brasil inteiro. O portal possui serviços que ajudam as pessoas que sofreram crimes e violações dos Direitos Humanos na internet.
Segundo dados do próprio site, em oito anos de atuação o SaferNet recebeu 3.606.419 denúncias anônimas de imagens íntimas circulando na internet. Também conseguiu ajudar cerca 9.577 pessoas em 24 estados brasileiros.
O canal mantém o compromisso de manter sigilo com todas as informações fornecidas pelos usuários, apenas os psicólogos responsáveis pelo caso têm acesso aos dados repassados das vítimas. Apenas em casos confirmados de violência contra crianças é repassado para autoridades avaliarem e também ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
quinta-feira, outubro 01, 2015
Quando as brincadeiras passam dos limites
Por Pâmela Consenso
Recentemente, o ator Stênio Garcia teve suas fotos íntimas com a mulher vazadas na internet. O fato nos alerta para um assunto muito importante: o crime cibernético. Em dois anos, o número de vítimas de vazamento de fotos quadruplicou no Brasil. No ano passado, 224 pessoas procuraram o serviço de ajuda da SaferNet, organização de defesa de direitos humanos na web, para denunciar o crime online conhecido como "revenge porn" - pornografia de vingança. Já em 2012, 48 casos haviam sido registrados pela entidade.
No entanto, a divulgação sem autorização dos conhecidos “nudes” pode gerar problemas bem maiores do que um simples constrangimento. O crime, que atinge em sua maioria mulheres, afeta profundamente o psicológico da vítima, que é culpabilizada por ter enviado ou mesmo tirado as fotos. Mas o que deve ficar claro é que o culpado é sempre quem divulga as imagens, e não quem as enviou. E com tantos julgamentos, em alguns casos, o suicídio se torna a única maneira de escapar de todo aquele transtorno.
O estudante Ricardo* conta que antigamente o hábito de enviar fotos íntimas era quase que diário. No entanto, só mandava as fotos se recebesse também. E nunca mostrava o rosto. “Em casos de vídeos, nunca falava nada também. Evitava sempre emitir qualquer tipo de som”, conta. A troca de nudes, para ele, é algo mais ligado com a curiosidade de saber como é o corpo da pessoa com quem está em contato. Atualmente, por ter uma vida mais corrida, não costuma trocar fotos com tanta frequência e se indigna com as pessoas que divulgam a intimidade alheia. “Não acho que raiva ou brigas sejam motivos reais pra vazar a foto de alguém que confiou na pessoa x. Eu de fato gostaria que mesmo que já existam algumas leis, existissem algumas mais rígidas ainda pra esses casos, porque é o tipo de coisa que pode acabar com a vida de outra pessoa” argumenta.
Rafael* é totalmente adepto da troca de nudes. Mas só manda se a outra pessoa mandar primeiro e se já estiver tendo uma conversa antes. E, como todos os amantes das fotos íntimas, também preserva sua identidade não mostrando o rosto. “As fotos são uma boa forma de se sentir com a pessoa desejada, mas sentiria muita vergonha se um dia minhas fotos vazassem e descobrissem que a pessoa das imagens sou eu”, explica.
Qualquer pessoa que esteja conectada ao mundo online está exposta aos perigos de um crime cibernético. Mas o que fazer quando se tem a intimidade exposta na internet? Além de solicitar a remoção aos sites em que o conteúdo está alojado, é possível usar a lei a seu favor, já que qualquer forma de exibição não autorizada de alguma pessoa é considerada crime e pode ser combatida na justiça. Não compartilhar esse tipo de conteúdo já é uma boa maneira de ajudar a
combater a viralização do conteúdo ilegal. É importante lembrar de que você não gostaria de estar no lugar de quem está sendo ridicularizado, por isso não esteja também do lado do ofensor.
*Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.
Recentemente, o ator Stênio Garcia teve suas fotos íntimas com a mulher vazadas na internet. O fato nos alerta para um assunto muito importante: o crime cibernético. Em dois anos, o número de vítimas de vazamento de fotos quadruplicou no Brasil. No ano passado, 224 pessoas procuraram o serviço de ajuda da SaferNet, organização de defesa de direitos humanos na web, para denunciar o crime online conhecido como "revenge porn" - pornografia de vingança. Já em 2012, 48 casos haviam sido registrados pela entidade.
No entanto, a divulgação sem autorização dos conhecidos “nudes” pode gerar problemas bem maiores do que um simples constrangimento. O crime, que atinge em sua maioria mulheres, afeta profundamente o psicológico da vítima, que é culpabilizada por ter enviado ou mesmo tirado as fotos. Mas o que deve ficar claro é que o culpado é sempre quem divulga as imagens, e não quem as enviou. E com tantos julgamentos, em alguns casos, o suicídio se torna a única maneira de escapar de todo aquele transtorno.
O estudante Ricardo* conta que antigamente o hábito de enviar fotos íntimas era quase que diário. No entanto, só mandava as fotos se recebesse também. E nunca mostrava o rosto. “Em casos de vídeos, nunca falava nada também. Evitava sempre emitir qualquer tipo de som”, conta. A troca de nudes, para ele, é algo mais ligado com a curiosidade de saber como é o corpo da pessoa com quem está em contato. Atualmente, por ter uma vida mais corrida, não costuma trocar fotos com tanta frequência e se indigna com as pessoas que divulgam a intimidade alheia. “Não acho que raiva ou brigas sejam motivos reais pra vazar a foto de alguém que confiou na pessoa x. Eu de fato gostaria que mesmo que já existam algumas leis, existissem algumas mais rígidas ainda pra esses casos, porque é o tipo de coisa que pode acabar com a vida de outra pessoa” argumenta.
Rafael* é totalmente adepto da troca de nudes. Mas só manda se a outra pessoa mandar primeiro e se já estiver tendo uma conversa antes. E, como todos os amantes das fotos íntimas, também preserva sua identidade não mostrando o rosto. “As fotos são uma boa forma de se sentir com a pessoa desejada, mas sentiria muita vergonha se um dia minhas fotos vazassem e descobrissem que a pessoa das imagens sou eu”, explica.
Qualquer pessoa que esteja conectada ao mundo online está exposta aos perigos de um crime cibernético. Mas o que fazer quando se tem a intimidade exposta na internet? Além de solicitar a remoção aos sites em que o conteúdo está alojado, é possível usar a lei a seu favor, já que qualquer forma de exibição não autorizada de alguma pessoa é considerada crime e pode ser combatida na justiça. Não compartilhar esse tipo de conteúdo já é uma boa maneira de ajudar a
*Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.
quarta-feira, setembro 30, 2015
O discurso do ódio contra nordestinos durante a eleição de 2014
Por Francieli Corrêa
A eleição de 2014 ficou marcada na história dos brasileiros pelas manifestações preconceituosas que invadiram as redes sociais, principalmente após o resultado do segundo turno, que apontou a reeleição de Dilma Rousseff para a presidência do Brasil. Em poucos minutos, mensagens em forma de texto e imagens começam a ser postadas e compartilhadas nas mais diversas ferramentas da internet. Uma nova palavra caiu no conhecimento popular do país: a xenofobia. Muitos, até então, nunca haviam ouvido essa expressão que, de um momento para o outro passaram a vê-la em várias notícias que retratavam esse episódio social do momento.
Devido, também, ao grande número de candidatos e as suas variadas visões sociais e religiosas, as páginas da web foram utilizadas por eleitores para as mais diversas formas de preconceito como o racismo, homofobia, intolerância religiosa e xenofobia. Esta última, como já foi dito, se destacou com o resultado que apontava 51,64% dos votos a favor da presidente Dilma. Ao passo em que se desenhou o mapa da eleição nos canais da televisão mostrando a preferência obtida pela candidata eleita, principalmente na região Norte e Nordeste, mensagens como “O Sul é meu país” e "#EuvoteiAécio45" passaram a ser os termos mais usados nas redes sociais.
Paralelo a isso uma enxurrada de comentários preconceituosos tomou conta das telas dos computadores. Mais de 300 páginas foram criadas após a reeleição para promover e o ódio contra nordestinos e nortistas. Mensagens como “Dá vontade de ir para a África, pegar e ebola e viajar pro Nordeste, pelo menos seria um herói nacional. ” e “Odeio o Nordeste” resultaram em respostas que defendendo os nordestinos e repudiando as mensagens ofensivas, mas também, resultou em outras mensagens rebatendo os xingamentos com outros insultos ao moradores do Sul do país.
A discussão em redes sócias sobre os resultados da eleição fez aumentar em 84% no número de denúncias de crime de ódio cometidos na web, além de fazer aflorar o desconforto social entre as regiões do país. Os dois candidatos que concorreram no segundo turno (Dilma Rousseff e Aécio Neves) repudiaram o os insultos e pediram a união dos brasileiros.
No Brasil são considerados crimes o discurso do ódio e a descriminação em relação a origem. A lei 7.716 traz artigos que definem esses crimes e suas punições. As vítimas de crimes cometidos através da internet têm uma outra ferramenta para auxilia-las, é A Central Nacional de Denúncia de Crimes Cibernéticos, que recebe e dá orientações sobre qualquer tipo de crime sofrida na web.
Devido, também, ao grande número de candidatos e as suas variadas visões sociais e religiosas, as páginas da web foram utilizadas por eleitores para as mais diversas formas de preconceito como o racismo, homofobia, intolerância religiosa e xenofobia. Esta última, como já foi dito, se destacou com o resultado que apontava 51,64% dos votos a favor da presidente Dilma. Ao passo em que se desenhou o mapa da eleição nos canais da televisão mostrando a preferência obtida pela candidata eleita, principalmente na região Norte e Nordeste, mensagens como “O Sul é meu país” e "#EuvoteiAécio45" passaram a ser os termos mais usados nas redes sociais.
A discussão em redes sócias sobre os resultados da eleição fez aumentar em 84% no número de denúncias de crime de ódio cometidos na web, além de fazer aflorar o desconforto social entre as regiões do país. Os dois candidatos que concorreram no segundo turno (Dilma Rousseff e Aécio Neves) repudiaram o os insultos e pediram a união dos brasileiros.
No Brasil são considerados crimes o discurso do ódio e a descriminação em relação a origem. A lei 7.716 traz artigos que definem esses crimes e suas punições. As vítimas de crimes cometidos através da internet têm uma outra ferramenta para auxilia-las, é A Central Nacional de Denúncia de Crimes Cibernéticos, que recebe e dá orientações sobre qualquer tipo de crime sofrida na web.
Internet: Terra de ninguém ou não?
Por Janaína Proença
Há cada ano que passa, novos tipos de aparelhos tecnológicos surgem. E eles vem com tudo, visando facilitar o nosso dia a dia e aproximar cada vez mais as pessoas umas das outras. Com a utilização da internet, as fronteiras geográficas já não são mais um problema quando o assunto é se comunicar. Atualmente fotos e vídeos podem ser facilmente compartilhados em redes sociais como o Whatsapp, Instagram, Facebook e outros. E se por acaso você conhecer um lugar muito legal, simplesmente se pode fazer um Check-in para que seus amigos fiquem por dentro do que está acontecendo. Mas e a privacidade, onde fica?
É claro que todos têm o direito de postar o que quiser, e onde quiser. Isso é assegurado pela Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Conhecida como o Marco Civil da Internet, ela garante proteção aos usuários e penalidades aos que divulgam conteúdos pessoais sem a autorização da referida pessoa. Mas mesmo com a lei a favor do usuário, existem pessoas que utilizam as redes sociais com má fé, e não é preciso ir muito longe para verificar essa situação.
Aqui mesmo na região do Vale do Itajaí conseguimos presenciar histórias onde a internet é usada para atingir alguma pessoa. Um caso recente é de um menino que na época tinha apenas nove anos, morador da cidade de Ilhota. Ele foi sequestrado em 2014 e os bandidos alegaram que o crime foi planejado com base no Facebook da família. Outro caso, um tanto mais grave, foi registrado ainda na época do falecido Orkut, onde uma menina de mais ou menos 15 anos teve um vídeo intimo divulgado na internet. O caso não foi muito divulgado pela mídia local, mas abalou muito os familiares e amigos da vítima, que foi hostilizada por algumas pessoas.
Sem contar os casos de Cyberbullying, que acontecem online e muitas vezes são proferidos por contas falsas na rede, podendo causar um impacto psicológico muito grande nas vítimas. Enquanto um cidadão que sofre Bullying na escola por exemplo, consegue voltar para a família e tentar esquecer o ocorrido, no mundo virtual a ofensa se espalha com uma maior rapidez, o que pode causar um impacto maior na vida da pessoa.
As conquistas dos direitos, reafirmadas pelo Marco Civil da Internet, demonstram o quando o apelo popular também pode ser eficiente na hora de cobrar as medidas cabíveis aos crimes que são cometidos na rede. O debate para que a sociedade fique a par dos limites que lhes são impostos é importante, principalmente para que se possa utilizar esse benefício com sabedoria. Hoje, a
internet não é mais terra de ninguém, como dizia o ditado.
É claro que todos têm o direito de postar o que quiser, e onde quiser. Isso é assegurado pela Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Conhecida como o Marco Civil da Internet, ela garante proteção aos usuários e penalidades aos que divulgam conteúdos pessoais sem a autorização da referida pessoa. Mas mesmo com a lei a favor do usuário, existem pessoas que utilizam as redes sociais com má fé, e não é preciso ir muito longe para verificar essa situação.
Aqui mesmo na região do Vale do Itajaí conseguimos presenciar histórias onde a internet é usada para atingir alguma pessoa. Um caso recente é de um menino que na época tinha apenas nove anos, morador da cidade de Ilhota. Ele foi sequestrado em 2014 e os bandidos alegaram que o crime foi planejado com base no Facebook da família. Outro caso, um tanto mais grave, foi registrado ainda na época do falecido Orkut, onde uma menina de mais ou menos 15 anos teve um vídeo intimo divulgado na internet. O caso não foi muito divulgado pela mídia local, mas abalou muito os familiares e amigos da vítima, que foi hostilizada por algumas pessoas.
Sem contar os casos de Cyberbullying, que acontecem online e muitas vezes são proferidos por contas falsas na rede, podendo causar um impacto psicológico muito grande nas vítimas. Enquanto um cidadão que sofre Bullying na escola por exemplo, consegue voltar para a família e tentar esquecer o ocorrido, no mundo virtual a ofensa se espalha com uma maior rapidez, o que pode causar um impacto maior na vida da pessoa.
As conquistas dos direitos, reafirmadas pelo Marco Civil da Internet, demonstram o quando o apelo popular também pode ser eficiente na hora de cobrar as medidas cabíveis aos crimes que são cometidos na rede. O debate para que a sociedade fique a par dos limites que lhes são impostos é importante, principalmente para que se possa utilizar esse benefício com sabedoria. Hoje, a
internet não é mais terra de ninguém, como dizia o ditado.
Pregar discurso de ódio na internet não é exercer a liberdade de expressão
Por Carolina Ignaczuk
A internet não é uma terra sem lei, mas muitas pessoas parecem pensar o contrário. Desde a ascensão das redes sociais, como o Facebook, ficou cada vez mais comum nos depararmos com discursos preconceituosos pela web. Só em 2014, a ONG Safernet recebeu aproximadamente 104 mil denúncias de crimes de ódio, que foram repassadas para a Polícia Federal e ao Ministério Público. O problema é que apenas 2.400 sites com conteúdos ofensivos foram retirados do ar.
No mundo virtual, infelizmente os insultos se tornaram comuns. Os usuários acreditam que são protegidos pelo seu direito à liberdade de expressão, por isso, atacam pessoas de outras culturas, gêneros, raças ou opções sexuais diferentes das deles. Prova disso é uma pesquisa recente realizada pela Comissão de Banda Larga da Onu, que relatou que 73% das mulheres já sofreram algum tipo de violência online em todo o mundo. As maiores vítimas dessas perseguições, são jovens de 18 a 24 anos, que são ameaçadas e assediadas pela web.
O relatório também apontou que entre os 86 países investigados, apenas 26% tomam medidas judiciais adequadas. Isso quer dizer que uma entre cinco usuárias moram em regiões onde os assediadores não recebem nenhuma punição pelos seus atos. No Brasil, o Governo Federal criou o “Humaniza Redes” – um Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet. O site tem como objetivo garantir a segurança dos internautas e enfrentar as violações dos direitos humanos que acontecem na web.
Ameaças pelas redes sociais
A receita para sofrer algum assédio em redes sociais é simples: basta estar em qualquer uma delas. Participo de diversos grupos feministas no Facebook, um movimento social que é constantemente atacado na internet. O ódio é tanto, que os chamados haters criam páginas machistas, que chegam a fazer apologia ao estupro. Muitos deles também fazem perfis falsos, com o intuito de atacar grupos e pessoas que têm o feminismo como ideologia.
Recentemente, vários jovens invadiram um dos grupos feministas que participo no Facebook. Eles publicaram uma série de imagens de estupro e dispararam vários ataques racistas e machistas às meninas que pediam que eles se retirassem. Os xingamentos iam de “vagabunda” a “macaca”, extremamente ofensivos e alguns até humilhantes. Bastasse que alguém tentasse se defender, que os ofensores diziam “mas você é feia mesmo, ninguém vai querer te estuprar”.
Para tentar acalmar a situação, pedi educadamente que eles nos deixassem em paz, mas ninguém me deu atenção. Como resposta, os jovens publicaram fotos minhas dizendo “Carol, nós vamos te estuprar” e até mesmo “vou te engravidar e depois te deixar sozinha criando o filho”. Não respondi os comentários e até mesmo tirei prints da tela. Várias mulheres que foram vítimas desses ataques se organizaram e denunciamos todos eles à Polícia Federal, mas até o momento, nada foi feito. Os agressores foram excluídos do grupo, mas não foram punidos adequadamente.
Liberdade de expressão tem limite
Liberdade de expressão não é utilizar palavras discriminatórias ou que possam incitar a violência – o nome disso é discurso de ódio. A pessoa que emitiu a opinião deve responder pelas consequências de seus atos e quem foi vítima de algum crime na internet, precisa procurar as autoridades responsáveis. O mundo virtual não é uma terra sem lei e falar o que se quer, certamente não é exercer o direito de se expressar.
A internet não é uma terra sem lei, mas muitas pessoas parecem pensar o contrário. Desde a ascensão das redes sociais, como o Facebook, ficou cada vez mais comum nos depararmos com discursos preconceituosos pela web. Só em 2014, a ONG Safernet recebeu aproximadamente 104 mil denúncias de crimes de ódio, que foram repassadas para a Polícia Federal e ao Ministério Público. O problema é que apenas 2.400 sites com conteúdos ofensivos foram retirados do ar.No mundo virtual, infelizmente os insultos se tornaram comuns. Os usuários acreditam que são protegidos pelo seu direito à liberdade de expressão, por isso, atacam pessoas de outras culturas, gêneros, raças ou opções sexuais diferentes das deles. Prova disso é uma pesquisa recente realizada pela Comissão de Banda Larga da Onu, que relatou que 73% das mulheres já sofreram algum tipo de violência online em todo o mundo. As maiores vítimas dessas perseguições, são jovens de 18 a 24 anos, que são ameaçadas e assediadas pela web.
O relatório também apontou que entre os 86 países investigados, apenas 26% tomam medidas judiciais adequadas. Isso quer dizer que uma entre cinco usuárias moram em regiões onde os assediadores não recebem nenhuma punição pelos seus atos. No Brasil, o Governo Federal criou o “Humaniza Redes” – um Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet. O site tem como objetivo garantir a segurança dos internautas e enfrentar as violações dos direitos humanos que acontecem na web.
Ameaças pelas redes sociais
A receita para sofrer algum assédio em redes sociais é simples: basta estar em qualquer uma delas. Participo de diversos grupos feministas no Facebook, um movimento social que é constantemente atacado na internet. O ódio é tanto, que os chamados haters criam páginas machistas, que chegam a fazer apologia ao estupro. Muitos deles também fazem perfis falsos, com o intuito de atacar grupos e pessoas que têm o feminismo como ideologia.
Recentemente, vários jovens invadiram um dos grupos feministas que participo no Facebook. Eles publicaram uma série de imagens de estupro e dispararam vários ataques racistas e machistas às meninas que pediam que eles se retirassem. Os xingamentos iam de “vagabunda” a “macaca”, extremamente ofensivos e alguns até humilhantes. Bastasse que alguém tentasse se defender, que os ofensores diziam “mas você é feia mesmo, ninguém vai querer te estuprar”.
Para tentar acalmar a situação, pedi educadamente que eles nos deixassem em paz, mas ninguém me deu atenção. Como resposta, os jovens publicaram fotos minhas dizendo “Carol, nós vamos te estuprar” e até mesmo “vou te engravidar e depois te deixar sozinha criando o filho”. Não respondi os comentários e até mesmo tirei prints da tela. Várias mulheres que foram vítimas desses ataques se organizaram e denunciamos todos eles à Polícia Federal, mas até o momento, nada foi feito. Os agressores foram excluídos do grupo, mas não foram punidos adequadamente.
Liberdade de expressão tem limite
Liberdade de expressão não é utilizar palavras discriminatórias ou que possam incitar a violência – o nome disso é discurso de ódio. A pessoa que emitiu a opinião deve responder pelas consequências de seus atos e quem foi vítima de algum crime na internet, precisa procurar as autoridades responsáveis. O mundo virtual não é uma terra sem lei e falar o que se quer, certamente não é exercer o direito de se expressar.
Crimes na internet em Santa Catarina
Por Sabrina Santos da Silva
Os crimes na internet estão cada vez mais frequentes, podemos levar em consideração esse aumento ao maior acesso e comunicação online. O número de vítimas de compartilhamento de fotos íntimas conhecidos como "nude selfie" e "sexting", em sites e aplicativos de celulares, como o WhatsApp dobrou nos últimos dois anos no país.
Em Blumenau este crime é frequente há muito tempo. Uma das primeiras situações que eu presenciei deste crime foi o vídeo da menina da escola Barão, recebi o vídeo intimo pela internet e me perguntei, como isso? Fiquei assustada, mas como isso está acontecendo? Não tardou muito para a cidade inteira receber este vídeo e compartilhar o que na época ocasionou muita discussão sobre o acesso fácil a internet.
Outra situação em que acompanhei de perto foi o vídeo da moça da “Feijoada do Riska Faca” novamente me deparei com o mesmo crime, vídeos íntimos divulgados na internet. Mas desta vez a divulgação foi ainda maior, e mais rápida devido a chegada do WhatsApp e com isso pude perceber que quanto mais meios de comunicação online mais rápido o crime se desloca.
Delitos virtuais não envolvem somente divulgação de vídeos ou fotos intimas. Em 2013, Florianópolis foi o centro das atenções devido as tentativas de invasão ao sistema de gerenciamento da prefeitura por pessoas desconhecidas. Além deste tipo de crime também temos um exemplo que aconteceu em Joinville e ganhou repercussão nacional. Um homem publicou no Facebook a conversa em que sua namorada marcava encontro com um professor.
O que fazer se você for vítima de um crime da internet
• Desconecte o cabo da rede e do telefone do seu computador. Isso pode evitar que o agressor receba seus dados.
• Faça a verificação do seu computador com um programa antivírus atualizado.
• Feche imediatamente as suas páginas, e-mails contas entre outras páginas pessoais para evitar maiores danos.
• Altere suas senhas de acessos imediatamente.
• Registre um boletim de ocorrência com a polícia em uma delegacia ou online.
Perigos do sexting
Por Aline Christina Brehmer
Há sete anos Luciana* viu sua vida mudar de um dia para o outro. Morando em uma cidade pequena, ela nunca imaginou que passaria por uma situação tão constrangedora. Confirnado sem restrições e querendo satisfazer seu namorado, ela encaminhou a ele fotos nuas e em poses comprometedoras e ocorreu o temido sexting. Isso aconteceu em 2008, quando ela tinha apenas 16 anos. O vazamento ocorreu um pouco depois do fim do relacionamento, quando as fotografias foram compartilhadas por e-mail. Passados tantos anos e já em um novo relacionamento, ela não imaginou que teria que reviver a humilhação, porém, estava enganada.
Em fevereiro deste ano as mesmas fotos voltaram à tona e desta vez com ainda mais força, devido a rápida proliferação que o material obteve através do WhatsApp. As imagens chegaram até grupos de conversa do seu pai, que, assim como o restante de sua família, precisou se desligar temporariamente das redes sociais para evitar comentários maldosos e desnecessários. Como Timbó é uma cidade pequena, foi fácil perceber que todos os olhares eram voltados à ela com reprovação e fortes críticas.
Seu ex-namorado Igor* disse que não tinha nenhum envolvimento desta vez, e que, provavelmente, algum de seus antigos amigos que tinham as fotos decidiu republicá-las. Luciana não sabia como reagir mas obteve apoio familiar e também do novo namorado – para o qual já havia contado toda a história de 2008 logo no início do relacionamento.
Algo que abafou um pouco as fotos de Luciana foi o fato de que, na mesma época, fotografias de outras sete mulheres de cidades da região começaram a ser compartilhadas pelo WhatsApp – ou seja, apesar de ser um escândalo por se tratar de cidade pequena, foi algo passageiro devido a quase rotina de novas fotos que eram recebidas toda semana. Uma destas mulheres inclusive perdeu emprego, não por não aguentar os olhares desconfiados que recebia no trabalho, mas porque seu chefe não conseguiu aceitar o que havia acontecido.
Ainda na mesma época deste ano, um timboense de 23 anos compartilhou um vídeo caseiro que fez sozinho no chuveiro. Ele recebeu fortes críticas e inclusive castigo do pai, mas nem de longe as repercussões foram tão grandes quanto as das fotos de Luciana. Para ter uma ideia, mesmo o vídeo tendo sido encaminhado para uma ‘ficante’, sua atual namorada perdoou a traição e seguiu firme com o relacionamento, deixando a história no passado. Se fosse a situação contrária, as chances de isso acontecer seriam mínimas.
Um levantamento feito pela ONG Safernet – que há oito anos tem um serviço de denúncias online – aponta que em 2014 o número de registros dos casos de sexting aumentou 120% em relação a 2013. No ano passado foram 224 casos registrados, enquanto em 2013 o número não passou de 101 casos.
O sexting é praticado com frequência. Fotos íntimas e vídeos caseiros são compartilhados quase todas as semanas, geralmente, quando o relacionamento termina e os rapazes ou homens decidem ‘se vingar’ – às vezes fazendo uso de um material que suas ex-companheiras nem faziam ideia que existiam. O ato provoca um baque enorme em toda a família, principalmente nos pais que, conservadores, não conseguem lidar com a situação e sofrem junto com suas filhas. O conselho para combater o sexting é que as garotas tenham sempre um pé atrás antes de enviarem fotos ou aceitarem participar de qualquer atividade sexual que seja registrada, afinal, nem todas conseguem arranjar forças para superar a possível humilhação que vão correr no futuro. É importante não esquecer que a exposição de fotos íntimas é crime e deve ser denunciada.
* Os nomes nesta matéria foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.
Há sete anos Luciana* viu sua vida mudar de um dia para o outro. Morando em uma cidade pequena, ela nunca imaginou que passaria por uma situação tão constrangedora. Confirnado sem restrições e querendo satisfazer seu namorado, ela encaminhou a ele fotos nuas e em poses comprometedoras e ocorreu o temido sexting. Isso aconteceu em 2008, quando ela tinha apenas 16 anos. O vazamento ocorreu um pouco depois do fim do relacionamento, quando as fotografias foram compartilhadas por e-mail. Passados tantos anos e já em um novo relacionamento, ela não imaginou que teria que reviver a humilhação, porém, estava enganada.
Em fevereiro deste ano as mesmas fotos voltaram à tona e desta vez com ainda mais força, devido a rápida proliferação que o material obteve através do WhatsApp. As imagens chegaram até grupos de conversa do seu pai, que, assim como o restante de sua família, precisou se desligar temporariamente das redes sociais para evitar comentários maldosos e desnecessários. Como Timbó é uma cidade pequena, foi fácil perceber que todos os olhares eram voltados à ela com reprovação e fortes críticas.
Seu ex-namorado Igor* disse que não tinha nenhum envolvimento desta vez, e que, provavelmente, algum de seus antigos amigos que tinham as fotos decidiu republicá-las. Luciana não sabia como reagir mas obteve apoio familiar e também do novo namorado – para o qual já havia contado toda a história de 2008 logo no início do relacionamento.
Ainda na mesma época deste ano, um timboense de 23 anos compartilhou um vídeo caseiro que fez sozinho no chuveiro. Ele recebeu fortes críticas e inclusive castigo do pai, mas nem de longe as repercussões foram tão grandes quanto as das fotos de Luciana. Para ter uma ideia, mesmo o vídeo tendo sido encaminhado para uma ‘ficante’, sua atual namorada perdoou a traição e seguiu firme com o relacionamento, deixando a história no passado. Se fosse a situação contrária, as chances de isso acontecer seriam mínimas.
Um levantamento feito pela ONG Safernet – que há oito anos tem um serviço de denúncias online – aponta que em 2014 o número de registros dos casos de sexting aumentou 120% em relação a 2013. No ano passado foram 224 casos registrados, enquanto em 2013 o número não passou de 101 casos.
O sexting é praticado com frequência. Fotos íntimas e vídeos caseiros são compartilhados quase todas as semanas, geralmente, quando o relacionamento termina e os rapazes ou homens decidem ‘se vingar’ – às vezes fazendo uso de um material que suas ex-companheiras nem faziam ideia que existiam. O ato provoca um baque enorme em toda a família, principalmente nos pais que, conservadores, não conseguem lidar com a situação e sofrem junto com suas filhas. O conselho para combater o sexting é que as garotas tenham sempre um pé atrás antes de enviarem fotos ou aceitarem participar de qualquer atividade sexual que seja registrada, afinal, nem todas conseguem arranjar forças para superar a possível humilhação que vão correr no futuro. É importante não esquecer que a exposição de fotos íntimas é crime e deve ser denunciada.
* Os nomes nesta matéria foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.
quarta-feira, novembro 20, 2013
A outra face da Internet
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Mas tudo o que é bom tem seu lado mal, o que veio para somar e ajudar, muitas vezes causa um mal imensurável a vida de quem a utilizou sem prudência. Nem todos os usuários são maus, mas confiar no estranho pode ser perigoso. Existem internautas que ultrapassam todos os limites da ética e da moral. Atualmente cometer crimes cibernéticos pode ser mais fácil do que furtar uma bala no mercado da esquina. Para não ser vítima é necessário jogar com a inteligência e cautela, pois o malfeitor é calculista.
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